Era um vez um certo e determinado grupo de senhores indivíduos. Os senhores indivíduos de sexo masculino chamavam-se todos Zebedeus (Zebedeu 1, Zebedeu 45, Zebedeu 69, Zebedeu Ateu, Zebedeu Romeu, Zebedeu Alfa Romeu, Zebedeu Dá Cá que é Meu, Zebedeu Toma Lá que Já Encheu, Zebedeu Olhó que Perdeu, Zebedeu Prometeu… e não cumpriu, Zebedeu Comeu… e não gostou). No meio de tanta crise de identidade, não era invulgar alguém gritar desesperado “O Zebedeu sou eu!”, perante os demais. Os senhores indivíduos de sexo feminino (ou senhoras indivíduas) não sofriam de um mal menor, e chamavam-se todas Doroteia (Doroteia 33, Doroteia Um Quarto para a Meia, Doroteia Floco de Aveia, Doroteia Volta e Meia e 3/4, Doroteia da Aldeia, Doroteia Pé de Meia, Doroteia Diarreia, Doroteia Dá e Recebe Tareia, Doroteia Chuta Prá Veia, Doroteia Gonorreia).
Estes senhores indivíduos (os masculinos e os femininos) viviam uma existência pacífica (bem, talvez não assim tão pacífica) a bordo do navio SS Ah e Tal e Coiso, numa rotina mecânica, emocional, existencial, musical, e quiçá provençal, que dava azo a certos e determinados episódios de teor quase a modos que cómico. O navio SS Ah e Tal e Coiso dirigia-se numa missão ultrasecreta para a ilha do Xéxé, que, como toda a gente sabe, é o lar do Grande Quéqué. E quem é este misterioso, magistral e maléfico Grande Quéqué? Que é como quem diz, e o Quéqué, quem é? Quem é o Quéqué? Ora bem, o Grande Quéqué, descendente de Noé, primo afastado do Tózé, grande apreciador de puré, era um homem de horizontes tão largos como as suas costas. Para além disso, rezava a lenda que tinha inventado uma receita especial de uma francesinha com ovo, capaz de resolver, no mínimo, dois em cada três problemas da humanidade. E se se acrescentasse o molho especial da casa por cima, ainda podia ser que resolvesse uma ou outra Crise. E era precisamente essa receita da francesinha com ovo, se possível com o molho especial da casa por cima, que buscava a expedição do SS Ah e Tal e Coiso. As coisas complicam-se, no entanto, quando, a meio da viagem, é descoberta uma clandestina a bordo, de nome Estrugilda.
Poderá Estrugilda integrar-se e sobreviver num ambiente fechado de Zebedeus e Doroteias? Que crises mecânicas, emocionais, existenciais, musicais, e quiçá provençais poderão advir do balançar do equilíbrio pré-existente? Chegará a expedição à ilha? Terá o Grande Quéqué a receita da francesinha com ovo, se possível com o molho especial da casa por cima? E a cura do acne, será descoberta? E os ursinhos de peluche gigantes, qual o seu papel no meio de toda esta história? Será o mesmo do das bolas de ping pong amarelas?
Independentemente do que possa acontecer, convêm lembrar que, se esta vida são dois dias, resta uma falsa questão extremamente importante: são esses dois dias o ontem e o hoje, ou o hoje e o amanhã? Ao menos todos temos o hoje em comum…
Gosto de Zebedeu xD
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