<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991</id><updated>2012-01-30T23:14:45.813Z</updated><category term='Poetry'/><category term='Movies'/><category term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Movies, Poetry and a whole lot of nothing</title><subtitle type='html'>Can be that someone reads this and hires me...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>233</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2267501362396135755</id><published>2012-01-30T23:14:00.000Z</published><updated>2012-01-30T23:14:14.495Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>J. Edgar (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QEOeWqC6K-0/TyckI8yX2uI/AAAAAAAAAfI/EgTkYrQqrNk/s1600/j-edgar-poster-02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-QEOeWqC6K-0/TyckI8yX2uI/AAAAAAAAAfI/EgTkYrQqrNk/s320/j-edgar-poster-02.jpg" width="207" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;J. Edgar é uma biografia, com classe é certo (não fosse o realizador ClintEastwood), mas padece do mesmo problema da maior parte das biografias. É maçadora.A vida de uma pessoa (real) geralmente tem pouco de interesse para suster 2horas de filme. O lugar comum é apaparicar os filmes apostando nos eventossociais que rodeiam essa pessoa e nos seus dramas pessoas. Ora J. Edgar era umviciado no trabalho que detinha pouca ou nenhuma vida social, e o seu trabalhode uma vida foi criar e consolidar o FBI. As investigações seriaminteressantes, como já se viu em milhares de filmes, mas essas são feitas pelosinvestigadores. O coordenador tem sempre um trabalho muito mais maçador. Paraalém do mais as ameaças fantasmas do comunistas, os segredos, as escutas, fogemsempre ao concreto, portanto o filme na realidade pouco pode oferecer comohistória e tem de se agarrar ao que lhe resta, levando-o ao exagero. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme começa como um documentário do canal História. Debita cena apóscena, focando-se nos eventos que levaram à ascensão de Hoover no FBI. Anarração pelo próprio Hoover (ele em velho a ditar as suas memórias) ajuda acriar esta atmosfera. Mas o filme seria moroso assim sequencialmente, portantopara se auto-apimentar o filme oscila entre o passado e o presente. Não temsurpresas para contar, nem twists, portanto é na forma como se desenrola que ofilme tenta encontrar o seu ritmo. E depois apoia-se em 3 eventos para criarsuspense dramático. O primeiro é o caso que tornou popular os novos métodos deinvestigação criminal do FBI: o rapto do filho do aviador Lindberg. O segundo éo ‘drama pessoal’ de Hoover, e da sua relação homossexual com o seu nº2. E o terceiroé a ‘queda’, devido a velhice, exaustão, e à impossibilidade de combater ocrime, visto que este já chegou à presidência (Nixon).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Contando eventos de 50 anos, ‘J. Edgar’ é pouco interessante. Durante 1hora de filme, Leonardo DiCaprio mostra-nos um ser pouco social vidrado notrabalho, e a sucessão de eventos históricos chave com Hoover por detrás são-nosmostrado com a intensidade de um documentário. Depois o filme decide tornar-sepessoal, e a sua relação homossexual vem ao de cima durante demasiado tempo.Mas como nunca é assumida e como nunca se mostra nada o filme retrai-se eperde-se. Por fim, o filme mostra-nos um ser impotente, impotente contra avelhice, contra a corrupção, contra si próprio e aquilo que se tornou. Aqui émais delicado, mais interessante, mais humano. Mas o pano de fundo não o é, porisso é sol de pouca dura. E como todos os filme de época recentes (‘O Aviador’por exemplo) o filme vangloria-se de pequenos pormenores não provados mas queestão lá para agradar às massas (ou ao próprio Clint visto que parece difícil queas massas de hoje reconheçam estas personagens). Assim Hoover aperta a mão aShirley Temple, está à mesa com Ginger Rogers, e escuta uma gravação de algonunca explicitado mas que se poderá deduzir ser um encontro sexual entreKennedy e Marilyn Monroe. O que realmente se passa na vida do dia a dia de J.Edgar é mito, portanto o filme acaba por não ser o retrato de um homem. É oretrato de um mito. E então onde fica, se até o próprio homem se acha um mito? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como se diz no filme de John Ford ‘The Man who Shot Liberty Valance’ de 1962‘entre a lenda e o facto, publique-se a lenda’. J Edgar é uma lenda. E o filmepassa-se como tal, fazendo o zoom a uma série de eventos históricos ‘famosos’ edeixando os encargos da pessoa, um menino da mamã gago e homossexual, a 3relações apenas, a secretária Naomi Wats, a mãe Judy Dench e o amor nãoassumido com Armie Hammer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As interpretações são boas, o desenho de produção excelente, a realizaçãodelicada e contida, pouco interventiva. Todos os aspectos técnicos são bons(excepto a banda sonora que é uma repetição dos pianos ouvidos noutros filmesde Clint). Mas o que o filme realmente não tem é uma história interessante,porque a maior parte das vidas não o são. E a escolha de deixar de fora cenaschave para se focar no homem faz mais mal ao filme que bem. Por exemplo, cadafez que um presidente é eleito (Hoover reinou no FBI durante o mandato de 8presidentes), há uma reunião entre ambos que nunca é mostrada. Mostra-se Hooverna sala de espera, mas nunca se vê a reunião. Apenas é inferido o braço deferro, os jogos de poder, as armas que Hoover tem (os ficheiros pessoais detoda a gente). Quando se defende perante o congresso por exemplo, aí já é umacerimónia pública, aí já é o mito. O homem verdadeiro raramente se vê. E quandose vê está esticado por clichés.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O novo filme de Clint tem o mesmo ritmo lento do anterior (Hereafter) eacaba por ser de igual modo desapontante. O velho mestre é um excelenterealizador, mas está a tentar ficar demasiado artístico até para o seuincontestável talento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2267501362396135755?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2267501362396135755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/j-edgar-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2267501362396135755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2267501362396135755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/j-edgar-2011.html' title='J. Edgar (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QEOeWqC6K-0/TyckI8yX2uI/AAAAAAAAAfI/EgTkYrQqrNk/s72-c/j-edgar-poster-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3705015681875459091</id><published>2012-01-23T16:10:00.000Z</published><updated>2012-01-23T16:10:42.317Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Descendants (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8QiI2JQwyZo/Tx2GbqpWbmI/AAAAAAAAAfA/ItC-kxAlz5E/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-8QiI2JQwyZo/Tx2GbqpWbmI/AAAAAAAAAfA/ItC-kxAlz5E/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘The Descendants’ é um filme sobre a perda. Há muitos filmes sobre a perda,a morte da mulher/do marido, de um filho, de um amante. ‘The Descendants’ não émais nem menos que a maior parte destes filmes (a ser, é menos), e isto resumeo filme muito simplesmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ontem, sentado na sala de cinema, numa das muitas partes morosas do filme,pus-me a pensar na personagem de Clooney, que recentemente ganhou o globo deouro de melhor actor e é forte candidato ao Oscar (será que a Academia vai tercoragem de votar no francês Jean Dujardin?!). Pensava eu o que estava Clooney adar a este papel? Clooney estava a falar exactamente da mesma maneira que falaem todos os seus filmes. Clooney estava a ter os trejeitos de cara que tem emtodos os seus filmes. Em suma, Clooney estava a ser Clooney. Portanto, Clooneyestá a ser homenageado pela sua performance ou pelo seu papel? Ou seja, é porchorar por a mulher estar a morrer que dizemos que ele está a ser um bom actor,ou é porque efectivamente está a chorar da maneira que nos convence? Estamos adar prémios ao papel, à personagem do argumento, ou ao actor? Infelizmente, emmuitos casos, e este não é excepção, estamos a dar o prémio ao papel, não aoactor, visto que Clooney está igualzinho a ele próprio, incluindo até demasiadoligeiro em cenas em que não o devia ser. Claro que chora. Claro que a câmara oapanha de frente em que podemos ver o seu olhar triste e a lágrima a cair. Masisso é a câmara e o argumento que ditam, e não o actor. ‘The Descendants’ étodo ele construído sobre estas premissas de argumento que a câmara depois nãoefectivamente traduz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um exemplo. No início do filme há uma voz off insuportável de Clooney emque ele explica os seus sentimentos tintim por timtim (a sua mulher teve umacidente de barco, está em coma e está prestes a morrer). São minutos e minutosde voz off (cerca dos 10 primeiros). Mais parecia que Clooney estava a lerpassagens do romance em que o filme é baseado. Um realizador europeudispensaria a voz off e explicaria os sentimentos de Clooney por imagens (ocinema é imagens antes que texto). Aqui, forçada e artificialmente, somossugados para o seu sofrimento. E tirando as cenas no hospital em que a família chorasobre a doente, na realidade pouco parecem sofrer por ela. Clooney mexe-se efala como um homem despreocupado (à Clooney). As palavras têm sentimento. Nãoas imagens nem a forma como as palavras são ditas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Basicamente Clooney e as suas duas filhas tentam lidar com a perda damulher/mãe. Por um lado Clooney tem que dar a notícia aos familiares e amigospróximos, para que possam ir ao hospital despedir-se antes das máquinas seremdesligadas. Por outro, sobre ele está assente a responsabilidade de venda deuns terrenos belíssimos e virgens numa das ilhas do Hawaii. Se os vender,ficará rico, mas a beleza natural perder-se-á. Esta linha de argumento pareceexistir para encher. Nada se relaciona com a morte da mulher, e tudo gira àvolta das convicções de Clooney. E o desfecho, em face do argumento, não édifícil de adivinhar. Este tipo de filmes segue uma linha clara. A iminentemorte de um familiar faz com que as pessoas à sua volta reavaliem as suasprioridades. Em ‘The Descendants’ estas prioridades são egoístas, e nada serelacionam com a morta. Mas neste caso, o filme terá razão, pois assim é navida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tomemos outro exemplo. O filme perde imenso tempo em dar o desenvolvimentoda personagem da filha mais nova. Contudo, quando a filha mais velha regressado colégio privado o interesse cambia todo para ela e até ao fim do filme afilha mais nova diz apenas mais cerca de 5 frases, se tanto. Mais situaçõesforçadas para explicar personagens. As personagens não se explicam. Filmam-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A catarse para a redenção final vem sobre a forma de uma odisseia em queClooney, depois de descobrir que a mulher afinal era infiel, leva as 2 filhas eum amigo da filha mais velha (não se percebe bem porque é que esta personagementra na história) para outra ilha do Hawaii, à procura deste indivíduo para oconfrontar. A situação é digna de uma comédia (é só ver Clooney a correr pelarua quando descobre – o público partiu-se a rir, eu inclusive). Mas de novo,tudo isto é sobre Clooney. É uma personagem egoísta que procura a catarse paraa sua própria redenção. Desde o início assume a morte da mulher e pouco pareceafectá-lo. Está mais preocupado com o seu próprio futuro e como vai tomar contadas filhas. Claro que quem parte não interessa, e os problemas residem com osque ficam, é certo, mas o filme envia mensagens estranhas e contraditórias,para além de forçar emoções no espectador. ‘Agora esta cena é para rirem’. ‘Agoraesta cena é para puxar a lágrima’. ‘Agora façam favor de sentir simpatia poresta personagem que não merece’. ‘Agora ouçam a voz off para perceberem os meussentimentos muito bem’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando leio as críticas de que este é o filme do ano e é forte candidatoaos óscares dá-me vontade de rir. É um filme para as massas, certo. Não édemasiado intenso que fira susceptibilidades nem seja demasiado complicado degerir (ideal para todos os públicos), nem é demasiado superficial para queperca a sua qualidade. Mas está num meio termo banal. Filmes sobre a perda como‘La Stanza do Figlio’ (2001, vencedor da Palma D’Ouro) ou até a obra primaamericana ‘Ordinary People’ (1980, vencedor do Óscar de Melhor Filme), atingemnotas muito mais profundas e lidam com sentimentos de uma forma muito mais real.São primeiro boas histórias e depois bons filmes. Já ‘The Descendants’ parecetalhadinho para todos os públicos, sem se decidir o que quer ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O próprio Alexander Payne realizou um filme sobre a perda melhor, ‘AboutSchmidt‘ (2002) ao mesmo ritmo deste filme, mas com uma personagem muito maiscativante e cujos sentimentos passam para além da tela para nós (provavelmenteo talento de Jack Nicholson tem alguma coisa a ver com isso). Em ‘TheDescendants’ está tudo na tela e é tudo muito bonito lá. Mas pouco passa paracá. Sentimos simpatia por Clooney, sentimos simpatia pela filha mais velha. Masnão passa de uma simpatia superficial. Queremos lá saber da morta, queremos lásaber da filha mais nova que deixa de aparecer 15 minutos depois do filmecomeçar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No final de contas, ‘The Descendants’ tem poucas camadas. É o que aparentaser, é o que apresenta. É uma história ligeira sobre a perda, engraçada e atécomovente nalguns momentos. Mas não é um daqueles filmes que ficam, nem deperto nem de longe. E Clooney vale pelo papel, não pelo actor. Eu destacaria ShaileneWoodley, que interpreta a filha mais velha. Eis uma jovem actriz que tem espaçopara crescer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Saí muito desapontado de ‘The Decendants’. Primeiro porque é um filme cujaideia se esgota aos 50 min e depois arrasta-se até ao final que parece nuncamais chegar. Segundo porque, apesar de não ser nada de muito mau, não era nadacomo os media o andam a anunciar. Marketing? De certeza. Acabei de ler mais umacrítica de um jornal americano. Fala em complexidade emocional. Please, não mefaçam rir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3705015681875459091?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3705015681875459091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/descendants-2011.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3705015681875459091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3705015681875459091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/descendants-2011.html' title='The Descendants (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8QiI2JQwyZo/Tx2GbqpWbmI/AAAAAAAAAfA/ItC-kxAlz5E/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4552461294722156275</id><published>2012-01-20T15:10:00.003Z</published><updated>2012-01-30T23:14:22.555Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Tinker Tailor Soldier Spy (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-skbTjLNF_4g/TxmD-0ZS6iI/AAAAAAAAAe4/lEBeTcUCjyQ/s1600/tinker-tailor-soldier-spy-poster-gary-oldman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-skbTjLNF_4g/TxmD-0ZS6iI/AAAAAAAAAe4/lEBeTcUCjyQ/s320/tinker-tailor-soldier-spy-poster-gary-oldman.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;David Cornwell, mais conhecido como John LeCarré, escreve romances deespionagem desde os anos 60. O que só se soube muitos anos mais tarde é queCornwell era ele próprio um agente. Daí os seus romances estarem impregnados derealidade e dureza. Contudo, são também construídos com uma exageradainteligência, e ao reflectirem a realidade do espião da guerra fria(informação, contra-informação, segredos falsos, jogo psicológico) tornam-seeles próprios demasiados confusos. São jogos de superfície. Há sempre segredos,há sempre intrigas, mas a maior parte delas nunca são reveladas nem explicadas,porque ninguém é quem aparenta ser, e todos jogam os seus próprios jogossecretos. Foi isso o que tornou o filme de DeNiro ‘The Good Sheppard’ (2006)enfadonho até dizer chega, visto que em 3 horas há sempre suspense que nunca ésaciado e que resulta em nada no final. É isto que sucede a ‘Tinker TailorSoldier Spy’. É o risco de adaptar um livro de Carré, a estrutura intrincada eo suspense na página não se adapta a uma fórmula visual de 2 horas. Os doisúltimos filmes baseados nas obras deste escritor dividiram-se. ‘Tailor ofPanama’ (2001) foi muito fraco. ‘The Constant Gardner’ (2005) resultou muitomelhor, mas a história era muito mais adequada e tinha um desfecho. Tinkerestará talvez no meio termo. É um filme cinematograficamente bem construído,mas os desfechos ficam aquém do ritmo lento, e o filme termina no mesmo tom,sem dar uma única surpresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A história pode ser resumida em duas frases. No mais alto departamento daespionagem britânica, um de 4 homens é de certeza um agente duplo. Gary Oldman,um agente semi-retirado, é chamado para descobrir qual deles é. Esta premissapodia levar o filme para muitos patamares, mas não leva. Oldman tem tantasfalas como Schwarzenegger em ‘Terminator’. Vai de sítio em sítio, de pessoa empessoa ouvir de forma impassível as suas confissões e histórias, o que dá azo ainúmeros flashbacks. Como está retirado e ninguém sabe que está a investigar, otrabalho sujo é feito por Benedict Cumberbatch, que protagoniza as cenas demaior tensão do filme, quando tentar roubar documentos do próprio MI6. Hámuitas ramificações, muita areia para os olhos, mas, por incrível que possaparecer, pouca relacionada com os 4 homens sobre suspeita. Chega ao ponto deparecer que o próprio Oldman é o agente duplo (o que seria um twist, não genialpor previsível, mas interessante). Mas a realidade é que não é, por isso não sepercebe o que é que o filme andou a insinuar. A verdade é que um dos 4 é,realmente, o agente duplo, mas não há nenhuma investigação para o apanhar. Há ahistória que rodeia os segredos que são passados entre o KGB e o MI6, há amorte de pessoas que sabem quem é o ‘infiltrado’, mas há muito poucorelacionado com o infiltrado em si. E no fim este é revelado sem qualquersurpresa, sem qualquer entusiasmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É uma história nostálgica sobre os serviços secretos, na pele de Oldman,que mesmo com poucas palavras tem uma performance muito subtil e interessante.Mas no final de contas, por muitas voltas e camadas semi-inteligentes que possater, o filme acaba por ser um ‘whodunit’ absolutamente banal, sem pistas nemsurpresas para o público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A questão aqui é se é o problema do romance original ou do filme. O filme érealizado por Tomas Alfredson, o sueco de ‘Let the Right One in’ (2008), e éponderado, artístico, e subtilmente construído e actuado, ao estilo dogentleman espião inglês. Mas o argumento pouco revela em 2 horas. É uma antíteseque sabe a pouco. Não tive oportunidade de ver a mini-série de 1979 em 7episódios com Alec Guiness, nem de ler o romance original, mas pela amostra deesta obra de 2011, a história é, na realidade, pouco interessante, pelo menospara um pacote relâmpago de entretenimento de 2 horas.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4552461294722156275?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4552461294722156275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/tinker-tailor-soldier-spy-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4552461294722156275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4552461294722156275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/tinker-tailor-soldier-spy-2011.html' title='Tinker Tailor Soldier Spy (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-skbTjLNF_4g/TxmD-0ZS6iI/AAAAAAAAAe4/lEBeTcUCjyQ/s72-c/tinker-tailor-soldier-spy-poster-gary-oldman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7055852870033499800</id><published>2012-01-17T10:51:00.001Z</published><updated>2012-01-30T23:14:32.838Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Carnage (2001)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uMEYj5y5-JE/TxVSt0OPiEI/AAAAAAAAAew/cEAEctx6eXc/s1600/carnage-poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-uMEYj5y5-JE/TxVSt0OPiEI/AAAAAAAAAew/cEAEctx6eXc/s320/carnage-poster.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vamos esclarecer uma coisa logo à cabeça. ‘Carnage’, o novo filme dePolanski, é genial. É uma ‘tour de force’ de actuação, com um argumento muitobem construído (baseado na peça de teatro com o mesmo nome da escritora YasminaReza que ganhou o Tony de melhor peça original em 2009), e só se podecompreender que esteja fora da presente época de prémios pelo facto de aindanão ter estreado em Inglaterra e só ter tido uma distribuição praticamentelimitada a festivais nos Estados Unidos. É uma pena, pois daqui a um ano, napróxima época de prémios, já ninguém se lembrará que este filme existe (é asina dos filmes estreados em Janeiro e Fevereiro, tal como o brilhante ‘GranTorino’ que não foi nomeado para um único prémio importante), e estava aqui umpotencial melhor filme, melhor actor e melhor actriz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Filmes baseados em peças de teatro (muitos filmados ostensivamente comotal) foram comuns em Hollywood praticamente até 1980, mas depois com o aumentoda espectacularidade das produções caíram em desuso. Já em 1966, ‘Who's Afraidof Virginia Woolf?’, da peça de Edward Albee, vencedor de 5 Óscares, fica paraa história por ter os seus únicos 4 actores nomeados para o óscar (as 2mulheres ganharam). Na realidade não é bem assim visto que havia mais meiadúzia de actores em papéis minúsculos (empregado de café, etc). Filmes baseadosem peças de Neil Simon (Barefoot in the Park, Odd Couple) ou até ‘Dial M forMurder’ de Hitchcock, funcionam com poucos actores e com a acção praticamente confinadaa uma única divisão. Não deixam de ser grandes filmes, e para funcionaremprecisam de 2 coisas: de grandes actores que consigam cativar, e de umrealizador inventivo que consiga criar infinitos planos de câmara numa pequenasala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pois bem, ‘Carnage’ tem 4 actores geniais (ou melhor 3 mais 1, visto queJohn C. Reilly está um passo atrás de Jodie Foster, Kate Winslet e do gloriosoChristoph Waltz – como foi possível esperar 25 anos de carreira para o resto domundo fora da Alemanha saber que existia um actor assim!). E para além dissotem um realizador que sabe muito bem o que faz e um argumento que literalmentefala por si. Com apenas 75 minutos, o pacote é incrível e não há um momento emque o público perca a atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tirando os créditos iniciais, em que vemos ao longe uma discussão de doismiúdos de 10 anos num parque e em que um por fim acaba por agredir outro, todoo filme se passa num apartamento e com apenas 4 actores. Foster e Reilley sãoos pais da criança agredida. Winslet e Waltz são os pais da criança agressora.Encontram-se para que Winslet e Waltz assinem uma declaração amigável de culpae de pagamento dos tratamentos dentários. Contudo, a progressão da conversaimpede-os de ir embora, uma vez tratados os documentos. Primeiro é a decência ea conveniência social que os impede de sair. Depois, algo comicamente,ostensivamente querem ir-se embora. Chegam até a ir até ao elevador 2 ou 3vezes. Mas um ponto qualquer da conversa, uma discussão que não pode ficar ameio, faz com que regressem sempre ao apartamento e que a conversa continue. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Inicialmente a conversa é algo cliché, o ‘fazer sala’. Depois os ânimos vão-seexaltando, e aí sim o argumento ganha ritmo, a qualidade dos actores vem ao decima, e a discussão vai muito mais além dos miúdos e de quem tem a culpa, parase infiltrar directamente nos pais e na sua própria maneira de ser, das suascrenças e convicções. Foster é uma dona de casa obsessiva com ideias nobres deajudar as crianças em África, e noções muito estereotipadas do bem e do mal.Reilley é um pau mandado que trabalha na indústria dos equipamentos do lar.Winslet é de famílias ricas, mas Waltz é o mais brilhante de todos, como oadvogado que não consegue largar o telefone, e que tem um olhar cínico sobretoda a situação. Em linguagem corrente ‘é o rei de toda aquela macacada’. À medidaque a situação e a discussão entram em proporções épicas (com alguns escapescómicos inesperados e realmente engraçados) cada um dos 4 capitula ao seuverdadeiro eu e resignam-se uns aos outros…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘Carnage’ é um espectacular estudo de personalidade, da forma como aspessoas evoluem e se tornam máscaras na sociedade, da forma como uma sérieinesperada de eventos pode revelar a sua verdadeira forma de ser, e da formacomo as conversas mais banais podem denegrir muito facilmente, com uma frasemal colocada, uma palavra errada. Ver ‘Carnage’ é ver 4 actores a demonstraremas suas melhores qualidades. Mas, felizmente, não é só um estudo verbal e deargumento. Os escapes cómicos e as situações inesperadas que se passam dentrodo apartamento, à medida que a forma de ser social das personagens se degreda,são suficientes para satisfazer o público que não tenha ‘estofo’ para asconvencionais ‘teatralidades’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um êxito em todas as vertentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7055852870033499800?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7055852870033499800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/carnage-2001.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7055852870033499800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7055852870033499800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/carnage-2001.html' title='Carnage (2001)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uMEYj5y5-JE/TxVSt0OPiEI/AAAAAAAAAew/cEAEctx6eXc/s72-c/carnage-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5950757021143394227</id><published>2012-01-10T09:41:00.001Z</published><updated>2012-01-30T23:14:45.823Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Mission: Impossible - Ghost Protocol (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JQXBzjHp7ek/TwwHun2XQXI/AAAAAAAAAeo/6AN8d0HmeN8/s1600/Mission-Impossible-Ghost-Protocol-Poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-JQXBzjHp7ek/TwwHun2XQXI/AAAAAAAAAeo/6AN8d0HmeN8/s320/Mission-Impossible-Ghost-Protocol-Poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘A tua missão, Tom, caso decidas aceitá-la, é, agora que já não tenscarreira e vives da tua reputação, fazer um filme da Missão Impossível de 5 em5 anos, sempre que quiseres ganhar uma pipa de massa e que o público se lembreque tu ainda estás vivo’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A coisa mais extraordinária do primeiro filme da Missão Impossível foitornar o herói de 143 episódios da famosa série de televisão num vilão, só paraque a personagem nova de Tom Cruise pudesse ser o herói e continuar a fazersequelas por aí fora. Só há partida isto denigre qualquer ligação com a sérieoriginal, mas os filmes da MI foram evoluindo e, sinceramente, tornando-se cadavez melhores. O primeiro (1996), de Brian dePalma, tentou ser um intrincado einteligente thriller de espionagem, que acabou por ser demasiado confuso ecomplicado. O segundo (2000) para balançar, tinha uma história banalíssima, eos momentos altos vinham apenas das cenas de acção artísticas coreografadaspelo reputado realizador John Woo. O terceiro (2006), do guru televisivo J.J.Abrahams, foi um filme que resultou muito melhor, não só porque tinha muitomenos pretensões artísticas, mas também porque dava ao público aquilo que elequeria, acção, acção e acção. E da boa. Não é por acaso que o melhor pormenorde todos do terceiro filme é o facto de nunca se saber o que é o ‘rabitt’sfoot’, o segredo que todos querem roubar. Isso na realidade não interessa. Oque interessa é a acção e a tensão que o rodeia. É o conceito do ‘McGuffin’ deHitchcock levado ao extremo máximo. A melhor cena surge quando Ethan vai roubara rabbit’s foot. Não se vê o assalto, e isso vai contra toda a suposta premissaestipulada nos filmes anteriores. Não há cá cabos, nem computadores, nemmáscaras. Ethan vai roubar o artefacto, e a câmara acompanha a tensão dosmembros da equipa à sua espera. 2 minutos depois Ethan aparece num salto, jácom o rabbit’s foot. Genial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O quarto filme parece que se esqueceu desta construção, e na realidade ospiores momentos do filme são os primeiros 20 minutos, e os últimos 10, em que a‘plot’ tem de ser muito bem explicadinha. Isto, claro, dá azo a incongruênciaspara o espectador que pense. Pelo meio existem 3 grandes ‘set pieces’ de acção,em Moscovo, no Dubai e por fim em Bombaim, que misturam a explosividade e ritmoacelerado bondiano do período Daniel Craig, com os clássicos estratagemas,infiltrações e mascaradas da MI. É nestas três sequências que está concentradotodo o interesse do filme, especialmente quando a história se torna irrelevantee o que interessa é a acção. O momento mais cativante do filme é a escalada deCruise pelo exterior do maior edifício do mundo no Dubai. O que ele vai roubarnão interessa. A tensão da escalada, isolada, é suficiente para agarrar opúblico às cadeiras. E isto repete-se, em maior ou menor escala, o que dápontos ao filme, mas não o torna exactamente em algo propriamente brilhante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A história tenta pegar nas estratégias clássicas da MI e perguntar: e sefalharem? Há uma primeira missão que corre mal, uma traição de certeza, e oKremlin explode. Portanto, a frase clássica ‘se algum dos seus membros forapanhado, o governo não reconhece a vossa existência’ finalmente torna-serealidade, e a equipa que sobra, Cruise, Renner, Simon Pegg (que vem da MI 3, eque é o escape cómico do filme), e Paula Patton (a menina produzida que sempretem que existir nestas coisas), ficam sozinhos, sem apoio, sem retirada, e semmaterial. Contudo, a ameaça do lançamento de mísseis nucleares continuaiminente, portanto sozinhos têm que salvar o dia, saltando entre 3 continentes.Mas mesmo assim o filme tenta enganar sem conseguir. Supostamente estão semapoio, dinheiro, e são abandonados pela agência. Contudo, Cruise só tem quefazer um telefonema a ‘amigos’ da candonga e logo arranja o equipamento e umapipa de massa para as máscaras, o material ultra-sofisticado, e arrendar suitesno hotel mais caro do mundo. Estão ‘queimados’ mas mesmo assim conseguemarranjar convites para festas, as plantas de tudo o que é palácio ou fábrica, eentrar e sair de condutas de ar sem problemas. Bem, são os luxos de Hollywood,e na realidade estas partes muito mal explicadas não interessam. Vá, a máquinade fazer máscaras não funciona, por isso têm que ir sem elas. Mas de novo, oenfoque tem que ser a acção. E essa, MI 4 dá-a muito melhor que qualquer MIanterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;MI 4: Ghost Protocol, tem muitas incongruências, o argumento é previsível ealgo banal, e a construção das partes mais emocionais não é grande coisa (comoexplicar a não existência da mulher de Cruise, que foi o centro do filme 3).Mas o que MI 4 dá é acção, e pela acção vale muito. Mais, a introdução deRenner é algo interessante (Renner foi contratado e a sua personagem foi criadado zero para substituir Cruise para o dia em que ele se farte de fazer de EthanHunt), embora, mais uma vez, haja muitos buracos na psicologia desta nova personagem.Pegg (o cómico de Shaun of the Dead, Hot Fuzz e Paul), tem aqui muita maisliberdade para os seus escapes cómicos do que teve no filme 3. E não vale apena falar de Tom Cruise, está fiel ao seu eu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;MI 4 pode não é um grande filme, mas é bom entretenimento. Surpreendente sesoubermos que foi o primeiro filme com ‘pessoas’ realizado por Brad Bird, omenino da Pixar que realizou ‘The Incredibles’ e ‘Ratatouille’ (e ganhou 2oscars de melhor filme de animação por estes). Que transição estranha, masinteressante, e que ajuda a explicar a por vezes super teatralidade das cenasde acção, e também do genérico inicial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5950757021143394227?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5950757021143394227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/mission-impossible-ghost-protocol-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5950757021143394227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5950757021143394227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/mission-impossible-ghost-protocol-2011.html' title='Mission: Impossible - Ghost Protocol (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JQXBzjHp7ek/TwwHun2XQXI/AAAAAAAAAeo/6AN8d0HmeN8/s72-c/Mission-Impossible-Ghost-Protocol-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5018407434798413235</id><published>2012-01-08T10:37:00.000Z</published><updated>2012-01-08T10:37:16.195Z</updated><title type='text'>2011 - um ano a ver cinema</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Em 2011, pela primeira vez, decidi contabilizar os filmes que vi. Pois bem,de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2011 vi nada mais nada menos que 371filmes. Vá, vi 369 mais duas mini-séries que, em exibições épicas, podem serconsideradas como longas-metragens, se se tiver o estofo para as ver seguidas –as sete horas de ‘Os Mistérios de Lisboa’ (2010) e as dez horas do polaco ‘Dekalog’(1989) (ou quase, pois, na realidade, ainda me faltam 3 episódios). A estesacrescem todas as séries, curtas-metragens e extras de DVDs e Blu-Rays queainda fui vendo. Porque na verdade a minha vida não é isto (bem que podia sermas ainda não arranjei o tacho), e há dias em que não há tempo para ver 2 horasde filme, portanto 20 minutos têm que servir para saciar o vício. Em suma,muitas horas passei em frente do ecrã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A maior parte destes filmes vi-os no conforto de minha casa (sou umcinéfilo casívoro). 2011 foi um ano generoso, em que troquei o meu LCD HD-readypor um LED FULL HD 3D e um Home Cinema 5.1 Blu-ray 3D, e em que comecei aapostar no mercado dos blu rays. Contudo, felizmente, estou ciente que aqualidade de exibição não é tudo, e os muitos filmes que tenho nos velhos VHSainda me saciam (porque são bem bons!). Pouco mais de 30 vezes saí de casa parair ao cinema (como quem diz ao shopping, agora que o Nun’Alvares voltou afechar) mas isso na realidade não me tira o mérito, até porque o queactualmente chega às salas de cinema em geral (e às portuguesas em particular)poucos contributos dá à História do cinema. É mais estatística do quepropriamente memorável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que eu gosto mesmo é de alternar filmes que já vi (muitos que conheçobem), com novas descobertas, e explorações de realizadores/actores/géneros aque ainda me falta ‘pôr o visto’, percorrendo toda a história do cinema, que, apouco e pouco, preencho na minha cabeça e, a pouco e pouco, deixa de tersegredos para mim. Por motivos óbvios (ida ao cinema, exposição ao mediatismo)a década de 2000 (incluindo 2011) é aquela na qual foram feitos a maior partedos filmes que vi. Foram 133, pouco mais de 1/3. Mesmo assim, vi cerca de 30filmes por década desde os anos 20, umas décadas mais (1920, 1960), outrasmenos, consequência dos ciclos que fiz e dos realizadores que quis explorar ourever neste ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em 2011 vi 125 filmes que já tinha visto pelo menos uma vez antes. Osrestantes (mais de 250) vi-os pela primeira vez. Para além disso, houve 3filmes que vi duas vezes, primeiro no cinema e depois em casa (por curiosidadeforam eles o ‘Black Swan’, o ‘Rango’ e o ‘Love and other drugs’).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi um ano em que debrucei sobre os poucos realizadores que me faltavamconhecer. Vi o meu primeiro Fuller, o meu primeiro Ophulus, o meu primeiroChabrol, o meu primeiro Lelouche, e não me desapontaram. Contudo, outrosprimeiros desapontaram (Kiarostamis, Téchiné). Foi também o ano em que revimuito da comédia muda. A minha obsessão por Chaplin é famosa e conheço bem todaa sua filmografia, mas este ano vi praticamente todas as curtas-metragens efilmes de Harold Lloyd, um trabalho que desconhecia quase totalmente, e revi amaior parte dos filmes de Keaton. Fiz ciclos de clássicos velhos conhecidos(Capra) e tive primeiros encontros (a maior parte dos filmes da Greta Garbo).Vi os preferidos que tento rever todos os anos (‘Quiet Man’, ‘Arsenic and OldLace’), e tentei tirar a teima de filmes ‘famosos’ que na primeira visualizaçãonão me tinham saciado (‘Avatar’, ‘Fight Club’), ambos sem sucesso. Revi muitaanimação (o meu ‘guilty pleasure’), da Pixar, da Disney, dos estúdios Ghibli, eacabei o ano com Don Bluth. Vi (os poucos que me faltavam) e revi muitos dos restantesfilmes que ganharam Óscar de Melhor Filme. Até arranjei tempo para ver osclássicos de ficção científica dos anos 50 (‘Invasion of the body snatchers’ ébrutal) e os 4 filmes do Matt Helm (imaginem!). E no Verão comecei a (re)vertodos os filmes do Hitchcock, um por semana, por ordem cronológica. Ainda vou ameio da sua carreira, mas os filmes que me faltam já os conheço bem. Hitchcocktornou-se o segundo realizador de carreira extensa, depois de Woody Allen(qualquer um consegue ver todos os filmes de Leone, Mallick ou Kubrick), doqual eu já vi todos (e eu quero dizer todos) os filmes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi um ano de (poucas) surpresas e de (muitas) desilusões. O filme ‘TheDresser’ (1983) de Peter Yates foi a maior e melhor surpresa, um filme absolutamentebrilhante e poderoso que entrou directamente para o meu top dos melhores desempre. Obras como ‘Vivre pour vivre’ (1967) ou ‘Man of the West’ (1958) foramfilmes que vi pela primeira vez e que eram tão bons, mas tão bons, que meficaram marcados. Vi pela primeira vez outros filmes muito bons como ‘Haroldand Maud’ (estranho mas num patamar incrível), ‘Little Big Man’ (hilariante),‘The Lodger’ (tecnicamente perfeito), ‘Salaire de la peur’ (o filme que(re)inventou a tensão), ‘Moon’ (boa estreia de um realizador contemporâneo),‘Don’t look now’ (inquietante), ‘Dead of Night’ (Ealing nunca desaponta), ‘Kiki’sdelivery service’ (uma pérola escondida de Miyasaki) ou ‘Bedazzled’ (o originaldos anos 60, claro, para quem aprecia o bom humor inglês). Vi também afilmografia completa de Wallace and Gromit. Numa palavra: genial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Outros foram uma decepção enorme. O filme ‘Bullit’ (1968), tão reputado eque eu, por uma razão ou por outra, nunca tinha visto, mas pelo qual semprehavia ansiado, provou ser um enorme e valente cura para insónias, com uma‘famosa’ cena de perseguição automóvel que, nas palavras da minha namorada,‘parecia um par de velhinhas a conduzir’. O filme ‘Winter’s Bone’, nomeado paraos Óscares em Fevereiro de 2011, foi outra decepção, dengoso, moroso e commuito pouco conteúdo (ai academia, academia…). Outros filmes péssimos que vieste ano foram ‘Vertical Limit’ (diálogos para atrasados mentais), ‘SherlockHomes’ (deturpar um clássico com falta de qualidade e, pior, com falta declasse), ‘Dinossaur’ (forte candidato ao pior filme da Disney), ‘The Fighter’(meu deus, que cambada de clichés para americano ver), ‘Mistérios de Lisboa’(actores péssimos, filme filmado como um livro, história incompreensível),‘Caramel’ (é sempre mau um filme que me obrigara a fazer outras coisas enquantoo estou a ver pelo canto do olho), ‘Caravagio’ (uma coisa é arte, outra coisa énada) ou ‘Jumper’ (o quão baixo Hollywood pode ir). E para não me acusarem dedizer mal só de filmes modernos, tenho a dizer que vi dois filmes do granderealizador Fritz Lang, cujo trabalho adoro (M, Metropolis, Woman in the Window),que eram péssimos. Verdade que foram os últimos da sua carreira, 20 anos depoisdas suas obras-primas, mas mesmo assim eram horríveis. ‘Der Tiger von Eschnapur’e a sua sequela ‘Das indische Grabmal’ (ambos 1959) são filmes que certamentenão reverei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por outro lado encontrei surpresas onde nunca esperaria, cortesia das novastecnologias. Rever ‘The Sound of Music’ em Blu-ray, em full HD e com som 7.1,foi uma experiência única e fabulosa. Parecia que estava a ver o filme pelaprimeira vez. ‘Dr. No’, nas mesmas circunstâncias (substituindo o meu velho VHSoriginal comprado há mais de 10 anos), provou ser uma incrível experiênciavisual. Outros filmes já não os revia há tanto tempo que praticamente me tinhaesquecido o quão bons eram. ‘American Tail’, um filme que já não via desde aminha infância, foi uma experiência lindíssima, que só o cinema podeproporcionar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E quanto aos filmes portugueses o nível baixo mantém-se (‘Second Life,‘Outra Margem’, ‘Mistérios de Lisboa’). Vá, tive uma boa surpresa com ‘CallGirl’, mas foi pequenina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por fim falo dos filmes de 2011. Como disse, fui cerca de 30 vezes aocinema. Não é muito, mas tentei ver os supostos grandes êxitos do ano, emborarecentemente pouca vontade tenho de me deslocar até um cinema. A qualidadeamericana decresce cada vez mais, e do que as nossas salas estão cheias é destasuposta qualidade, que na realidade é medíocre. É o chamado nivelamento porbaixo. Pior ainda é chegar agora à época de prémios e ver filmes banais como‘Idles of March’ nomeados para melhor filme! E ver ‘Cars 2’ nomeado para melhorfilme de animação é um ataque à inteligência, das crianças e dos adultos! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sim, este ano teve obras primas, mais precisamente 4 (poderá eventualmenteter tido mais, como disse nem uma vez por semana fui ao cinema): ‘Tree ofLife’, ‘Black Swan’, ‘La Piel que Habito’, e ‘Drive’. Estes são os filmes doano. Quatro é um número patético, para uma indústria que se auto congratulapela sua qualidade. Mas já deixei de me preocupar. Porque posso chegar a casa epegar num dos meus 1500 VHS, DVDs ou Blu-rays e maravilhar-me com uma pérolafeita há 60 anos que poucos agora sabem que existe. Mas eu sei. E isso ésuficiente. E se puder compartilhar um pouco desse conhecimento com aqueles àminha volta que não se importam de me aturar, até durmo um pouco mais feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Apresento o ranking de todos os filmes que fui ver ao cinema em 2011, porordem decrescente de qualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1. Tree of Life 2. Black Swan 3. &lt;span lang="PT"&gt;La Piel que Habito 4. Drive 5. &lt;/span&gt;Midnightin Paris 6. Rango 7. Habemos Papam 8. Transformers 3: Dark of the Moon 9. Tropade Elite 2: O Inimigo agora é outro 10.Winnie the Pooh 11.Rise of the Planet ofthe Apes 12.Love and other Drugs 13.Hereafter 14.Colombiana 15.Johnny EnglishReborn 16.Tower Heist 17.Puss in Boots 18. X Men: First Class 19. TheAdventures of Tintin: the Secret of the Unicorn 20. Kung Fu Panda 2 21. SourceCode 22. 127 Hours 23. Rio 24. King’s Speech 25. The Idles of March 26. ADangerous Method 27. Scream 4 28. Pirates of the Carebean 4: On Stranger Tides 29.Captain America: the First Avenger 30. &lt;span lang="PT"&gt;Morning Glory 31.Cars 2 32. You Will Meet a Tall Dark Stranger&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2012 entra com poucas promessas. A maior parte dos filmes em carteira sãosequelas. Duas prometem, o terceiro Batman de Nolan e o ‘Hobbit’. E a estesacresce ‘The Artist’, que já estreou pelo Mundo mas não em Portugal. É tristequando se entra num ano com a expectativa de ver apenas 3 filmes no cinema.Bem, no ano passado entrei com a expectativa de ver apenas 2 (Tree of Life eBlack Swan) e descobri mais 2. Portanto, pode ser que no fim deste ano acontagem já suba para 6. Isso já me faria feliz. Mas faz-me ainda mais felizsaber que ainda tenho maravilhas para descobrir nos quase 100 anos do Cinema.Falta-me descobrir poucos é verdade, mas mesmo quando esses acabarem há umacoisa que nunca me faz perder a fé. É sempre bom rever um bom filme. E um bomfilme é sempre bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5018407434798413235?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5018407434798413235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/2011-um-ano-ver-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5018407434798413235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5018407434798413235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2012/01/2011-um-ano-ver-cinema.html' title='2011 - um ano a ver cinema'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3368887427006661802</id><published>2011-12-21T08:54:00.001Z</published><updated>2011-12-21T08:54:46.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Puss in Boots (2011)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZcsuThrV-NI/TvGerT1hr1I/AAAAAAAAAeg/A3Qhly6i_Z8/s1600/puss_in_boots_poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZcsuThrV-NI/TvGerT1hr1I/AAAAAAAAAeg/A3Qhly6i_Z8/s320/puss_in_boots_poster.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;Quem viu ‘Shrek 2’ (2004) certamente nunca se esqueceu da fantásticaentrada da personagem do gato das botas, com os seus olhos fofos e a voz de Zorro.Uma hilariante e fascinante criação (notando o poder e o realismo que aanimação por computador pode atingir), teve desde então um filme próprio emcarteira na Dreamworks, primeiro pensado como directo-para-DVD, e finalmente retrabalhadopara o grande ecrã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme, do mesmo realizador do terceiro ‘Shrek’ (curiosamente o pior dasaga), existe no mesmo universo dos filmes do ogre. O tipo de animação e odesenho das personagens segue os mesmos traços, e o tipo de história segue omesmo padrão, ou seja, o de retrabalhar contos de fadas e torna-los modernos ecom estilo, embora tomando demasiadas liberdades com as suas origens. O que euquero dizer é que a piada resulta para quem conhece as histórias originais, masas crianças de hoje que entram em contacto com estas histórias pela primeiravez não as vão ouvir correctamente. Será isso justo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aqui, três histórias clássicas intersectam-se, a do Gato das botas, a doHumpty Dumpty e a do pé de feijão e da galinha dos ovos de ouro. A primeiradá-nos o herói e a segunda o vilão, mas é a terceira que consome a grande parteda história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Puss é-nos apresentado ao mais belo estilo latino (ou a visão que osamericanos têm dos latinos), um dançarino, sedutor e lutador, mas que, diga-seem abono da verdade, é também extremamente fofinho! Este Zorro com pêlo permiteque o filme tome o ar de um western (o segundo este ano de animação depois de ‘Rango’),e as cenas iniciais gozam um pouco com o género. Mas é quando Puss sabe que umcasal de capangas (um deles com a extraordinária performance vocal de Billy BobThornton) estão na cidade com os três feijões mágicos, que a aventura começa.Puss tenta roubar os feijões (estão de alguma forma ligados ao seu passado), eé no roubo que se depara com Kitty (Selma Hayek), que tenta roubar os mesmos.Ela trabalha para Humpty (voz de Zach Galifianakis), outrora bom tornado mau, equando Puss descobre há um flashback para a infância de Puss e Humpty, ondeeram amigos. O mau deste flashback é que é a única parte morosa e com menospiada do filme. O bom deste flashback é que podemos ver um pequeno Puss, que,muito sinceramente, é a coisa mais adorável que alguma vez foi projectada numatela de cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Puss, Humpty e Kitty partem na busca da galinha dos ovos de ouro, Puss commotivos altruístas (salvar a cidade da sua infância) e os outros com motivosmais financeiros. O resto é fantasia/aventura, com twists clássicos e que umespectador mais experienciado vai facilmente detectar de antemão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Puss é mais um filme de acção/aventura do que propriamente uma comédia.Está nas linhas das sequelas do Shrek, sem o escape cómico do Donkey. Mesmoassim resulta e é uma experiência de animação compensadora. Repito, só asimagens do Puss em pequeno valem o preço do bilhete. Os contornos sãoprevisíveis mas não morosos, os bonecos são adoráveis, Banderas é rei e senhorda voz, e o filme (tirando o flashback), tem ritmo, ao som de uma banda sonorade western passado no México. Não está aqui o vencedor do Óscar de Melhor Filmede Animação, mas está uma experiência leve e por vezes engraçada para um sábadoà noite, com um 3D fabuloso (o melhor que vi este ano), e que está acima damaior parte dos filmes de animação que saíram este ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3368887427006661802?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3368887427006661802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/puss-in-boots-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3368887427006661802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3368887427006661802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/puss-in-boots-2011.html' title='Puss in Boots (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZcsuThrV-NI/TvGerT1hr1I/AAAAAAAAAeg/A3Qhly6i_Z8/s72-c/puss_in_boots_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2443450955785902593</id><published>2011-12-14T10:28:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:20:40.571Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Drive (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6p02RDQJeOM/Tuh3mtRtoBI/AAAAAAAAAeY/fGdw3V-HHqE/s1600/Drive-poster-12Ago2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-6p02RDQJeOM/Tuh3mtRtoBI/AAAAAAAAAeY/fGdw3V-HHqE/s320/Drive-poster-12Ago2011.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘Drive’ consegue atingir um feito de certo modo notável. Parte de um modelotípico de filmes de acção não muito bons dos anos 80 e transforma-o numa obracinematográfica com excelência, mesmo que essa excelência seja algo forçada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘Drive’ é uma história típica de um homem calmo, misterioso, de poucaspalavras, que devido a um conjunto de circunstâncias toma a luta contra um‘mal’ nas suas próprias mãos e faz despoletar os horrores do inferno contraaqueles que fizeram mal a si e às pessoas que ama. Ryan Gosling (está na moda ohomem!) é esse homem, um duplo de cinema com uma capacidade invulgar paraconduzir carros, e que às vezes participa como condutor de carros de fuga emassaltos. A cena inicial é particularmente excitante, mesmo que de uma formacontida (ou melhor é ainda mais excitante porque é contida), e funciona perfeitamentepara estabelecer o carácter da personagem. Nunca se percebe bem porque é queGosling participa em assaltos de quando em quando. Pela adrenalina talvez. Elenão é ‘mau’. Nota-se isso logo no início, e ainda mais se prova quando ele ficamuito amigo do filho da vizinha, e da própria vizinha (interpretada por CareyMulligan), cujo marido está na prisão. A relação entre ambos podia acabar nasexual, mas nunca acaba, o que mais prova o carácter erecto de Gosling, como sefosse o homem sem nome dos velhos westerns (aliás o seu nome nunca épronunciado, ou é Driver, ou é the Kid).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando o marido da sua vizinha sai da prisão e regressa com dívidas amafiosos e é obrigado a fazer um assalto para as saldar, Gosling oferece-secomo condutor. Tudo dá para o torto e a vingança dos mafiosos aproxima-se deMulligan e do seu filho. É aí que Gosling sai do seu estado sempre calmo epassivo e entra numa senda de vingança para proteger a mulher e a criança…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estas histórias de vingança urbana num sub-mundo de capangas mafiosos, comuma personagem principal enigmática e sem nome, são comuns no cinema. Aliás, oargumento de ‘Drive’ é análogo a vários filmes do género. O que o distingue é oestilo visual. Os americanos não estão habituados a estes tipos de filmes nomodelo europeu e ‘Drive’ já está a ser aclamado como uma obra prima. ‘Drive’tem muito poucas falas. ‘Drive’ tem pausas gigantescas em que as personagensficam a olhar umas para as outras. ‘Drive’ tem planos de câmara artísticos.‘Drive’ tem sequências em câmara lenta ao som de música. ‘Drive’ tem momentosde violência excessivamente ‘gore’ que, supõe-se, funcionem como contrapontochocante ao ritmo lento da construção do filme. Isto torna o filme, senão bom,pelo menos melhor, mas um experienciado em cinema fica sempre com a sensaçãoque estes planos não surgem naturalmente, mas forçadamente, e muito do‘artístico’ parece excessivo. Tudo no cinema é deliberado, obviamente, masquando é deliberado demais também não resulta. Não há necessidade para tantosangue nas cenas ‘gore’. Contrasta com o resto do filme é certo,salientando-se, mas ao mesmo tempo não se enquadra. Não há necessidade para ascenas iniciais entre Gosling e Mulligan, quando mal se conhecem, haver tantaspausas e tantos olhares e tanta musiqueta. Não há necessidade para nalguns‘ataques’ aos mafiosos Gosling usar a sua máscara de duplo, enquanto noutrasnão. A diferença é que nalgumas fica bem artisticamente ele chegar em slowmotion com a máscara… &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mesmo assim ‘Drive’ é bom. Comparando com os recentes filmes americanos,uma pessoa pode dizer até que é muito bom. Gosling encarna bem a personagem(muito melhor do que seria Hugh Jackman inicialmente contratado para o papel) eo rol de personagens secundários também. A crítica está a destacar AlbertBrooks. Eu destacaria Bryan Cranston. Depois de o ver como pai na série cómica‘Malcolm in the Middle’ é surpreendente o seu papel de xoninhas deficiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Enquanto estava a ver o filme os paralelismos ao modelo artístico de ‘NoCountry for Old Man’ não me saiam da cabeça. Se a academia deu 4 Oscares a NoCountry, incluindo Filme e Realizador, então ‘Drive’ mereceria muitos mais. Mastal não vai acontecer. No Country era dos irmãos Coen, no pico da ‘moda’ dosirmãos Coen. Este é de Nicolas Winding Refn, desconhecido, e cujo último filmefoi ‘Valhalla Rising’ (2009). Mas uma coisa é certa. O público em geral poderánão perceber o modo artístico e europeu em que ‘Drive’ foi filmado, mas mesmoassim, e mesmo sabendo que se não houvesse pausas, nem planos artísticos ehouvesse muito mais enfoque na acção isto era um filme do Steven Seagal,‘Drive’ é mil vezes melhor que o ‘King’s Speech’. E se o ‘King’s Speech’ ganhouÓscar Melhor Filme, então o ‘Drive’ merecia entrada directa para a bibliotecado Congresso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2443450955785902593?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2443450955785902593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/drive-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2443450955785902593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2443450955785902593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/drive-2011.html' title='Drive (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6p02RDQJeOM/Tuh3mtRtoBI/AAAAAAAAAeY/fGdw3V-HHqE/s72-c/Drive-poster-12Ago2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1695512900443370015</id><published>2011-12-11T22:53:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:20:49.673Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Habemos Papam (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_AeQz9hsYzE/TuU0imV9OfI/AAAAAAAAAeQ/leob121DCbs/s1600/poster-habemus-papam.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-_AeQz9hsYzE/TuU0imV9OfI/AAAAAAAAAeQ/leob121DCbs/s320/poster-habemus-papam.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O novo filme de Nanni Moretti é hilariante. O problema é que não erasuposto. Ou melhor, é suposto ter cenas hilariantes, mas não é suposto ser issoque o espectador se lembra quando sai da sala. Portanto, embora o filme possaser classificado como ‘bom’ (ao menos é melhor do que aquilo que nos chega daAmérica recentemente) há um desequilíbrio em ‘Habemos Papam’. Moretti já noshabituou em filmes com declarações socio-políticas incisivas que têmcontrapontos cómicos, tais como ‘Il Caimano’ ou ‘Palombella Rossa’. Em ‘HabemosPapa’ esses dois níveis existem, mas funcionam como extremos, nunca se tocam, ea pouco e pouco, a parte cómica toma conta e o drama pessoal é esquecido atéquase deixar de ter importância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme abre com a morte de um Papa. O conclave é convocado, e os cardiaisfecham-se numa sala do Vaticano para escolher o seu sucessor. Logo à cabeça, háuma série de sequências cómicas que ocorrem durante a votação. Logo à cabeça,os líderes da religião católica são tratados não como tal, mas simplesmentecomo seres humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O grande Michel Piccoli, agora com 86 anos, prova que não perdeu nenhumadas suas qualidades. É eleito o novo Papa, mas segundos antes de ser anunciado aosmilhares de fiéis que o aguardam na Praça de S. Pedro tem um ataque de pânico.Recusa-se a aceitar o cargo e fecha-se nos seus aposentos. Enquanto o povoaguarda, o assessor de imprensa do Vaticano chama Nanni Moretti, um psicanalistade renome. Quando não o pode ajudar (pois não há privacidade) manda-oanonimamente à sua esposa, também psicanalista. É aí que o Papa foge, e tem umaespécie de ‘Férias em Roma’, em que tenta redescobrir uma liberdade que há anosnão possui, e procurar forças para enfrentar o cargo que o aguarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Enquanto isso os restantes cardeais não podem sair do Vaticano, poistecnicamente o conclave ainda está convocado, visto o Papa ainda não ter sidoanunciado ao Mundo. E com eles ‘preso’ também está Moretti, visto que, devido àconfidencialidade dos devaneios do Papa, também é impedido de sair. As cenas doPapa a vaguear por Roma e a interagir com diversas personagens são intercaladascom as cenas dentro do Vaticano, em que os Cardeais e Moretti tentam arranjarformas de passar o tempo (incluindo um hilariante torneio de vólei), enquantoesperam que a polícia encontre o Papa e o traga de volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É devido a esta estrutura que o filme se desequilibra. O Papa e opsicanalista apenas se encontram numa única cena. A partir daí os seus caminhosseparam-se. As cenas dentro do Vaticano são hilariantes, mas apenas contribuempara a história como forma de mostrar o lado humano dos cardeais e a loucura deMoretti. Mas nada têm a ver com o caminho de redenção que o Papa está a terpelas ruas de Roma. As duas histórias não estão relacionadas. Por outro lado odrama do Papa está pouco desenvolvido. Picolli dá uma expressividade dramática incrívelao papel, mesmo com poucas falas, mas as suas cenas diluem-se cada vez mais, àmedida que são mais e mais interrompidas pela comédia dentro do Vaticano. O clímaxdo filme, em vez de existir durante os eventos que levam ao Papa tomar a suadecisão de retornar ao Vaticano e fazer as pazes consigo próprio, existedurante o torneio de vólei, que toma completamente conta do filme. O escape cómicotorna-se o mais importante do filme, e parece-me que isso não era suposto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mesmo assim, ‘Habemos Papa’ convence. Tem piada e Picolli faz um desempenhodramático muito bom. Talvez o último sopro da sua brilhante carreira. E Morettitem sempre um ritmo de diálogo muito interessante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘Habemos Papa’ não é polémico, nem me parece que o Vaticano vá levantaralguma objecção. Parte de um princípio simples, mas cinematograficamenteousado. Trata os mais elevados membros da igreja simplesmente como homensnormais, ao qual se mistura o charme cómico de Moretti.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-1695512900443370015?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/1695512900443370015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/habemos-papam-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1695512900443370015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1695512900443370015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/habemos-papam-2011.html' title='Habemos Papam (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_AeQz9hsYzE/TuU0imV9OfI/AAAAAAAAAeQ/leob121DCbs/s72-c/poster-habemus-papam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7744237969498169049</id><published>2011-12-02T14:04:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:22:05.759Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>La piel que habito (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I16qTcIpkcI/TtjbGDDjX6I/AAAAAAAAAeI/IrDczj3uZTQ/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-I16qTcIpkcI/TtjbGDDjX6I/AAAAAAAAAeI/IrDczj3uZTQ/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Almodóvar. Tenho um amigo que o descreve como ‘aquele que faz filmes depaneleiros’. Bem, Almodóvar é mais que isso, embora a marca ‘Almodóvar’, dosseus maiores sucessos, tenha uma fórmula que é muitas vezes semelhante, e quese recicla de filme para filme. Felizmente, existe um estilo visual e deprodução muito bom, e cada filme consegue ter pequenas surpresas. Ainda maisfelizmente Almodóvar tem-se afastado do mundo das drogas, dos travestis e doshomossexuais, e os seus últimos filmes têm regressado a um tipo de exploraçãomais básica da condição humana espanhola, que não tem de se apoiar naespalhafatuosidade das morte, pedofilia, drogas e afins para conseguir chocarou ser profundo. Isto é visto pelos críticos como mau. Para mim é visto comobom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para mim a melhor obra de Almodóvar não é nenhuma que tem a sua ‘chapa 5’, ‘Hablecom ella’ ou ‘Tudo sobre mi madre’, mas sim ‘Carne Trémula’ (1997). ‘La pielque habito’ é, de todos os filmes de Almodóvar, aquele que está mais perto de odestronar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Almodóvar já não trabalhava com Banderas (cuja carreira havia lançado) desde‘Átame!’ (1990). Há um tipo de relação entre captor e refém muito próxima emambos os filmes, mas enquanto ‘Átame!’ era um estudo semi-cómico, ‘La piel quehabito’ é frio e calculado. Assim são os planos. Assim é a construção dascenas. Assim é o ritmo do filme. O novelo desfia-se muito lentamente. Muitasvezes o público já percebeu há muito o que se está a passar, ou o que se vaipassar, mas a câmara continua a filmar, como se nos obrigasse a ver com umprazer mórbido. Este tipo de calculismo está muito acima das obras anteriores(não confundir isto com a habitual ‘lentidão’ dos filmes europeus, ao qualAlmodóvar não escapa), é o reflexo da complexidade fria da personalidade dapersonagem de Banderas, e apenas falha nas últimas cenas. O filme tem claramentemais 6 ou 7 minutos do que precisava. Já não é preciso obrigar o público asuportar o peso da história através das imagens quando a história já está todarevelada e o filme, para todos os efeitos, já acabou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A história tem duas partes. Uma inicial que nos mostra Banderas como umcirurgião plástico de prestígio, rico, com uma sala de operações na cave da suagrande mansão. A sua mulher e filha morreram anos antes. Contudo, numa salatotalmente fechada, Banderas detém refém uma jovem mulher, cuja pele tratacuidadosamente (Elena Anaya), com a ajuda de uma mulher, Marisa Paredes, umaactriz habitual de Almodóvar. Quando o filho desta, interpretado por RobertoÁlamo, aparece não convidado na mansão uma noite, e se apercebe de que existeuma mulher prisioneira, despoleta uma série de eventos trágicos. Tal como noutrofilme de língua espanhola ‘El Secreto de sus ojos’ (2009), ao fim dos primeiros45 minutos, há um twist/revelação e parece que já está tudo contado. Contudo,ambos os filmes mergulham numa segunda camada e ocorre um segundo twist, muitomelhor que o primeiro, e que apanha o público de surpresa, relacionado com osegredo da misteriosa mulher prisioneira. O segundo twist de ‘La Piel quehabito’ é uma das melhores, se não a melhor, surpresa argumental de Almodóvar,e eleva o filme a um patamar único. O público não se apercebe dele de ummomento para o outro, numa grande surpresa dramática com música a condizer. Emvez disso é dado progressivamente e depois, como disse, é esticado até obrigartoda a gente a penetrar nos eventos quer queiram quer não (a não ser que saiamda sala). Só o final do filme parece a mais. De resto o filme tem exactamente oequilíbrio que precisa de ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Banderas, cujos dias como leading man de Hollywood já acabaram, está numdos seus melhores papéis. ‘La Piel que habito’ é um dos melhores filmes deAlmodóvar, e um dos melhores filmes do ano. Almodóvar tem um dom para inventarhistórias dramáticas chocantes, e está muito melhor quando estas não envolvemforçados marginais da sociedade, mas pessoas supostamente normais cuja sanidademental não é exactamente aquilo que aparenta ser. Aqui temos um conto deFrankenstein moderno, que se mistura com uma história de vingança fria, lenta eponderada mas afiada como uma faca de dois gumes, que se mistura com um estudopsicológico da síndrome de Estocolmo (relação sequestrador-sequestrado).Almodóvar pega no melhor de ‘Átame!’ e ‘Carne Trémula’ e cria uma históriaúnica que cativará, chocará e fará o público pensar sobre ela muito depois desair da sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só um reparo. Alguém ensine a Almodóvar como se fala português. Os ‘brasileiros’do filme falam uma espécie de língua qualquer. O que quer que seja, não éportuguês!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7744237969498169049?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7744237969498169049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/la-piel-que-habito-2011.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7744237969498169049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7744237969498169049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/12/la-piel-que-habito-2011.html' title='La piel que habito (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-I16qTcIpkcI/TtjbGDDjX6I/AAAAAAAAAeI/IrDczj3uZTQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8362274252299990175</id><published>2011-11-27T10:47:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:22:00.981Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>A Dangerous Method (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xkEcqfaUA7A/TtIVQkgqD1I/AAAAAAAAAeA/JyEUQLK_QWg/s1600/A+Dangerous+Method+movie+poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-xkEcqfaUA7A/TtIVQkgqD1I/AAAAAAAAAeA/JyEUQLK_QWg/s320/A+Dangerous+Method+movie+poster.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O maior elogio (e talvez o único) que se pode dar ao novo filme de DavidCronenberg é que passará a ser a bíblia de todos os estudantes de psicologia.Já o imagino a ser passado nas aulas da faculdade. Já imagino os alunos a teremde escrever trabalhos de 2 mil palavras sobre ele. Já imagino os alunos maismolengões a abandonarem os livros e verem o filme na véspera do exame. Contudo,não estou propriamente seguro que estes terão uma boa nota se só estudaram apartir do filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Cronenberg está longe dos filmes que construíram a sua reputação. Ultimamente,os seus universos surreais mas com pontas acutilantes de humanidade foramsubstituídos por filmes mais directos e acessíveis, mas que conseguem contudoainda explorar as vertentes mais violentas do ser humano. ‘A History ofViolence’ (2005) é indiscutivelmente uma obra prima, mas mesmo o menosconseguido ‘Eastern Promisses’ (2007) proporciona uma experiência maisrecompensadora que ‘A Dangerous Method’, que ostensivamente é um estudo depersonagens e da mente, mas que acaba quase como um melodrama, excessivamente aroçar o sentimentalismo barato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este filme, tal como os dois anteriores, conta com Viggo Mortensen, comoFreud. Contudo, não é ele a personagem principal. O filme é contado daperspectiva de Carl Jung, protagonizado por Michael Fassbender, que continua adar provas de que vai ser um dos melhores actores desta geração, e que maiscedo ou mais tarde alguém o vai convidar para ser o próximo James Bond.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme abre contudo com uma terceira personagem. Keira Knightly é SabinaSpielrein, uma paciente mental, cujo problema é sexual, que é admitida naclínica de Jung. As primeiras cenas, sem música e com uma câmara muitointimista, mostram as primeiras sessões entre Keira e Fassbender, onde estepretende aplicar o método experimental de psicanálise de Freud, e Keiraostensivamente tem sucessivos ataques e crises que são mais o produto dooveracting do que propriamente de uma paciente realmente em dificuldades. Estascenas são poderosas e abrem uma porta pela qual, infelizmente, o filme nãopenetra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É na consequência desta paciente que Jung e Freud se encontram pelaprimeira vez, e muitas discussões da psicanálise ocorrem, como se de um jogo dogato e do rato existisse entre ambos. Contudo, cada vez mais que trata Keira, ese envolve com ela, Jung põe em causa aquilo que acredita, ou melhor, aquiloque poderá fazer para ter tudo, ser o melhor psicanalista do mundo, superarFreud, ter Keira e a mulher ao mesmo tempo, e mesmo assim manter os seus ideaise ajudar os seus pacientes. O filme tenta mostrar a luta de Fassbender com elepróprio enquanto articula todas estas coisas, mas substitui o pessoal pelodramático. Ou seja, perde-se nas disputas mesquinhas entre o ariano quase egoístaJung e o judeu ‘pai simpático mas incisivo’ Freud que se nota estar muito acimaintelectualmente, e no triângulo amoroso entre Jung, a mulher dele e Keira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A latente sexualidade sempre presente nas sessões, e muito incentivada pelabreve aparição de Vincent Cassel como Otto Gross, é apenas expelida de quandoem quando. A tentação e o reverter para o instinto animal (associado ao sexual)que Freud defende como causa de todos os problemas e que Jung quer negar comtodas as suas forças, parece surgir quando ele capitula a Keira e pareceapontar o filme para a direcção a que Cronenberg já nos habituou. Contudo Jungnega esse instinto e deixa Keira para perseguir os seus intentos pessoais, e aonega-la e ao negar-se, nega também os pontos que o filme poderia atingir, e ofilme acaba por não ter nada que lhe altere o tom moroso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este filme é um filme exclusivamente de diálogos, bem entendido. Mas hávárias obras primas que assim são, portanto o problema não reside aí. Oscaminhos possíveis de explorar neste filme eram tantos que é difícil deacreditar que não se optou por nenhum. Em vez disso, o filme debita milhares denoções de psicologia, ditas pelos próprios gurus da especialidade, e depoisacaba quase no estilo telenovela, nas disputas mesquinhas entre as personagens.O filme abre prometendo, e termina não oferecendo nada. Contudo, tem excelentesinterpretações (excepto as patacoadas de Keira no início), e o design deprodução, em Viena no virar do século, também está muito interessante, embora obackground seja estranho, e é difícil não notar na pouca naturalidade das pessoasque passam sempre atrás das personagens principais nas várias cenas. Só faltaterem um autocolante na testa a dizer ‘extra!’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O próprio título do filme parece prometer que o método é volátil e ospróprios que o aplicam podem ceder às tentações que tentam suprimir. Umespectador fica sempre à espera que tal aconteça. Mas o filme retrai-se, e aoretrair-se perde todo o seu encanto. Pior mesmo é estar estruturado como olivro em que é baseado. São mandadas umas 10 cartas em todo o filme, ou mais. Etemos que aturar todas elas. Pouco cinematográfico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um filme que os estudantes de psicologia acharão interessante, mas que lhefalta qualquer coisa para que as personagens se transcendam e universalizempara que os seus problemas sejam cativantes para o público em geral. Cronenbergsabe fazer melhor do que isto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8362274252299990175?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8362274252299990175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/dangerous-method-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8362274252299990175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8362274252299990175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/dangerous-method-2011.html' title='A Dangerous Method (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xkEcqfaUA7A/TtIVQkgqD1I/AAAAAAAAAeA/JyEUQLK_QWg/s72-c/A+Dangerous+Method+movie+poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2330401028392657875</id><published>2011-11-25T00:47:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:21:54.481Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Ides of March (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NXdJa639Gmg/Ts7ltzBoUuI/AAAAAAAAAd4/UiPTAGl-olE/s1600/the-ides-of-march-poster1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-NXdJa639Gmg/Ts7ltzBoUuI/AAAAAAAAAd4/UiPTAGl-olE/s320/the-ides-of-march-poster1.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘The Ides of March’ é um drama político ligeirosobre a corrupção e a perda da inocência. Chamo-lhe ‘ligeiro’ porque o filmenão mostra nada de novo, nada de surpreendente, e aliás nem um clímax tem. Háuma linha narrativa, há uma acção que a interrompe, e a personagem principalgera uma reacção. E eis que o filme termina. E o espectador fica aonde? Teve unscheirinhos dos bastidores da política. O choque não foi brutal, não foiacutilante, nem incisivo. Quiçá foi realista. Mas uma coisa foi, altamentecinematográfico. Ou melhor, Hollywoodesco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ryan Gosling interpreta um jovem gerente decampanha de um dos candidatos democrata para as primárias; nenhum outro senãoGeorge Clooney, um congressista reputado pela sua integridade. Aliás, Gosling éum homem de ideais, que realmente vê em Clooney a salvação para os males daAmérica. Já Philip Seymour Hoffman, o seu superior, é um animal muito maispolítico, tal como Paul Giamatti, que interpreta o seu homólogo&lt;/span&gt;&amp;nbsp;do candidatoconcorrente. A questão central do filme prende-se com os votos do estado deOhio, decisivos para a eleição final. Clooney aparentemente não cede achantagens nem quer jogar sujo, e Gosling mais o admira por isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Contudo, quando Gosling começa a andar com a jovemestagiária, interpretada pela vibrante Evan Rachel Wood, e descobre que esta játeve um caso com Clooney, então este é o ponto de partida para o desfiar donovelo. Já nada é o que parece, e a teia começa a acercar-se de Gosling e aapertá-lo. Para sobreviver na política, terá de perder a inocência, etransformar-se num animal sem sentimentos, capaz da traição e da intriga,independentemente daquilo que possa acontecer àqueles que lhe são maispróximos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim descrito, o filme está-me a parecer muito maisinteressante do que o foi na sala de cinema há umas horas. As surpresas, comodisse, são poucas. Mais cedo ou mais tarde, por tão ‘bonzinhos’ que possamparecer no início, todos querem ganhar, a qualquer preço. Desde os jornalistas(centralizados em Marisa Tomei, sempre excelente), aos políticos, aosangariadores de votos, ao próprio Gosling, as suas reacções são previsíveis. Ofilme ganha interesse e ritmo aquando do primeiro desequilíbrio da ordemnatural (até lá segue a sequência clássica dos filmes sobre políticos ecampanhas políticas), mas depois a contra-reacção da personagem principal ao ‘dilema’é simples, e o filme fecha sem ter dado um clímax, ou ter aumentado ouintensificado o tom da perda da inocência de uma alma outrora pura. Dá-o comoum dado adquirido. A cara de Gosling expressa essa perda, mas o filme não. Sepensarmos bem sobre o assunto, nem é tanto um problema de argumento. É mais derealização. Mas quem é que disse que Clooney sabia realizar filmes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme é ostensivamente sobre a corrupção napolítica, de todas as esferas, de cima abaixo na hierarquia. Sim senhora, masnão teria tido muito mais impacto se fosse apenas focado num único homem, se sedebruçasse sobre a sua ascensão e queda emocional? No início parecia que iaseguir esse trilho, e a figura de Clooney quase não existia, centrando-se ofilme somente em Gosling. Quanto mais poderoso não seria o filme, se sepassasse sempre dos bastidores, e a figura do político nem sequer aparecesse natela? O seu rosto seria irrelevante, os gestores de campanha tentam vender umaimagem ilusória, não real, dos seus candidatos. Mas Clooney lá acaba por ganhardemasiado tempo de antena no seu filme, e capitula e vende os seus princípiospor uma causa maior; ser presidente. Contudo, a sua emotividade não existe. Ade Gosling é trabalhada, a de Clooney não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O filme é sobre política, o filme é sobre aspessoas que fazem política, o filme é sobre a luta de um homem entre aquilo queacredita e o seu ganha pão. Já são temas a mais, e num filme com apenas 1h40são claramente pouco explorados. O filme acaba por ter poucas camadas, e exprimidoproduz pouco sumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 181.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Salienta-se a fantástica performance trágica deEvan Rachel Wood. Ela é a única que não tenta dar seriedade nem intensidade.Ela é a única que não parece estar a afirmar com cada fala ‘estou num dramapolítico’. Desse tom o filme tem a mais, mas substância a menos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2330401028392657875?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2330401028392657875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/ides-of-march-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2330401028392657875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2330401028392657875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/ides-of-march-2011.html' title='The Ides of March (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NXdJa639Gmg/Ts7ltzBoUuI/AAAAAAAAAd4/UiPTAGl-olE/s72-c/the-ides-of-march-poster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5200298197007818843</id><published>2011-11-23T22:54:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:21:50.000Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Wild Geese (1978)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Uhft4KulDRY/Ts1511wyJoI/AAAAAAAAAdw/0BeItQjzeCc/s1600/192449.1020.A.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Uhft4KulDRY/Ts1511wyJoI/AAAAAAAAAdw/0BeItQjzeCc/s320/192449.1020.A.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘The Wild Geese’ é um filme de guerra de um tipo muito peculiar, que sóexistiu nos anos 60 e 70. Será talvez um dos últimos, senão o último do seugénero. Uma missão praticamente suicida, um grupo selecto de homens,interpretados por um ensemble cast masculino, e acção animada, explosiva, e semexcessiva violência. ‘The Wild Geese’ tenta ser ‘Guns from Navarone’, ‘DirtyDozen’, ‘Kelly’s Heroes’ ou ‘Where Eagles Dare’, todos eles expoentes do géneronos anos 60. Feito em 1978, parece já um bocado desgarrado desta naturezacinematográfica, mas mesmo assim consegue ainda funcionar bem (para o género),e é um nostálgico olhar sobre uma forma de fazer cinema que morreu com oblockbuster de acção dos anos 80.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Richard Burton retorna ao seu eu de ‘Where Eagles Dare’ de 1968,interpretando mais um militar ao qual é dada mais uma missão suicida. Burtonestá já muito velho para ser credível no papel de um militar (vê-se as cenas emque ele corre pelo mato – é um milagre as balas não o apanharem), mas o quepeca em destreza corporal, compensa em destreza verbal. O seu modo incisivo defalar está acutilante como nunca e é uma presença dominadora em todas as cenas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ao contrário de todos os filmes acima citados, a acção já não é a SegundaGuerra Mundial. Aqui o cenário é África. O objectivo é libertar um governanteafricano emprisionado. O governo inglês espera assim derrubar o actual ditadore fazer contratos de exploração das minas de cobre com o novo governo. Burtonentra em cena por motivos absolutamente mercenários, e recruta Roger Moore(violento e viril como nunca foi como Bond) e Richard Harris (que luta pelacausa e não pelo dinheiro). Juntos treinam um pequeno grupo militar (as clássicascenas de treino, incluindo o sargento berrão), e pouco depois já estão a saltarde pára-quedas no meio de África.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As semelhanças como ‘Where Eagles Dare’ não se limitam a Burton e ao saltode pára-quedas. Em ambos os filmes, ao fim da primeira hora, a missão estácompleta. Em ambos os filmes, algo corre mal no regresso, o que leva aoverdadeiro objectivo da história; não a missão, mas como improvisar esobreviver em climas hostis. Burton, Moore e Harris, e os restantes homens,presos na savana Africana, traídos e perseguidos, têm de conseguir salvar oditador, salvar-se a si próprios e regressar a casa. E é aí que verdadeiramentea acção começa…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O realizador (mais conhecido por westerns) Andrew V. McLaglen gosta de nosmostrar que filmou realmente em África, e os seus zooms e pans revelam-nos oscuidados estratagemas militares ensaiados na savana. Para os parâmetros dehoje, a acção é ‘levezinha’ mas termina com o mesmo sabor amargo de ‘Dirty Dozen’e ‘Great Escape’. A história é direita como uma recta, e tem poucasramificações. Estas tentam ser dadas na primeira meia hora, na construção decada uma das três personagens principais, numa tentativa desesperada (por vezesconseguida) de lhes dar uma vertente humana. A insistência na relação e Harriscom o seu filho é um prenúncio pouco disfarçado do que vai acabar por acontecer…Durante toda a sequência ‘da missão’ a vertente humana é dada através darelação do governante negro salvo e do militar Boer, membro da missão de salvamento,encarregado de o proteger. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No fundo, isto é um filme de homens (aliás, só há 2 papéis femininos comfalas, e diz-nos o imdb que perfazem menos de 10 frases). Deve muito aos seusantecessores dos anos 60 e, para quem está familiarizado com o género, é maisdo mesmo, sem ser melhor. Contudo, e apesar de uma forma leve de encarar aguerra (como se fazia antes de ‘Deer Hunter’ e ‘Apocalypse Now’), tem 3performances centrais muito boas, tem sequências interessantes, e no fim pareceter uma profundidade escondida que o início não deixava antever. Feito na épocaerrada talvez, mas uma grande adição à fórmula filme-de-guerra-missão-suicida-pequeno-grupo-grandes-estrelas-masculinas.‘Saving Private Ryan’ é realista e profundo, uma obra prima. ‘Wild Geese’, talcomo os seus predecessores, poderá não o ser. Mas é entretenimento. Do bom.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Teve uma sequela menor, de 1985, sem nenhum dos actores do primeiro filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5200298197007818843?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5200298197007818843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/wild-geese-1978.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5200298197007818843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5200298197007818843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/wild-geese-1978.html' title='The Wild Geese (1978)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Uhft4KulDRY/Ts1511wyJoI/AAAAAAAAAdw/0BeItQjzeCc/s72-c/192449.1020.A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7363445436228465562</id><published>2011-11-13T19:26:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:21:44.854Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Revisitando Pandora</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d_S16UKdzjc/TsAa3rY31TI/AAAAAAAAAdo/Ex-6rBfqZgY/s1600/avatarimax.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-d_S16UKdzjc/TsAa3rY31TI/AAAAAAAAAdo/Ex-6rBfqZgY/s320/avatarimax.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, pela primeira vez em dois anos, desde que o vi no cinema, revi ofilme ‘Avatar’.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na altura, a minha opinião não foi muito positiva. Chamei-lhe um ‘boring,visually stunning, cliché’. Para mim era um blockbuster de verão à la Cameron, comuma história morosa estereotipada que culminava numa boa sequência de acção aofim de 2 horas, e que era favorecido por um dos melhores conjuntos de efeitosvisuais que eu já tinha visto num filme. Apenas bom para ver num sábado àtarde, disse eu, e nada mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto foi escrito logo no início, mal o filme estreou. E, se a opinião emgeral fosse de certa forma semelhante, não me surpreenderia, e seguiria emfrente contente da vida. Contudo, tal não aconteceu. Para meu espanto, derepente o marketing (um dos fortes de Cameron) entrou em força, e vi ‘Avatar’ser aclamado (por quem exactamente ninguém sabe) o filme mais importante detodos os tempos, e comecei a ouvir em tudo o que era notícia que era um devercívico ir vê-lo, visto que iria revolucionar o cinema, a vida das pessoas, danatureza, do planeta e quiçá da humanidade. Óscares, Globos de Ouro e afinschoveram aos pés de Cameron... Numa palavra: patético. Mas houve quem engoliuisto muito bem engolido, e isso é que é triste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bem, dois anos volvidos, felizmente nenhuma dessas coisas aconteceu. Nemhavia sequer a mais remota probabilidade de tal acontecer, considerando aqualidade do material. ‘Avatar’ agora é um número, é estatística. Não estáincutido na mente das pessoas como os clássicos, nem mesmo os clássicos maisrecentes. Nem nunca estará. Serviu o seu propósito: ganhar dinheiro. E ganhou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Hoje vi ‘Avatar’ com olhos de ver. Atento e com um caderno de apontamentosà frente. Fico contente por saber que a minha opinião não mudou. Vou tentar desconstruir‘Avatar’ nas linhas que se seguem e justificar a minha opinião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para começar, ‘Avatar’, ao contrário do mito que se criou, não revolucionounada. Cameron não esperou por nenhuma tecnologia para fazer o filme. Esperoupelo upgrade da tecnologia, que é uma coisa bem diferente. O 3D já existia hámais de 60 anos, e o motion capture há mais de 10. Avatar é de 2009, contudoGollum apareceu pela primeira vez em 2001, com a mesma tecnologia. Maisimportante que isso, ‘Final Fantasy’ de 2001 apresentou todas as personagens animadasbaseadas em actores reais. Na altura, houve uma enorme controvérsia sobre aética deste procedimento, incluindo até processos legais de sociedades deactores contra os criadores deste filme, temendo que o avanço da tecnologiatorna-se o seu trabalho obsoleto, tal como os trabalhadores fabris temem oaparecimento das máquinas nas cadeias de produção. 8 anos depois, ‘Avatar’ eralouvado, e não criticado, por usar a mesma tecnologia tão realista. Como ostempos mudam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que Cameron conseguiu fazer foi implementar esta tecnologia num cenárioCGI incrivelmente realista. Não nos enganemos, os efeitos visuais de Avatar sãofabulosos. Mas nunca conheci um filme que só valesse por isso. A história, oargumento, os actores, a fotografia, cada uma destas coisas valem mil vezesmais que os efeitos visuais. Aliás, estes só devem existir para proveito dahistória, e a história, ou o estilo visual (como é o caso de ‘Sin City’ ou ‘300’),tem que os justificar. Contudo, ‘Avatar’&amp;nbsp;depende única e exclusivamente dos seus efeitos visuais, quando grandeparte da história nem sequer o justifica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas comecemos por analisar a mente criadora deste filme. Quem é Cameron realmente?Na altura em que ‘Avatar’ saiu nos cinemas, as pessoas já nem sabiam quem eleera. Daí a razão dos posters do filme e o trailer ostentarem a frase ‘dorealizador de Titanic’ e não ‘do realizador James Cameron’. Cameron não é umgrande autor, nem sequer um grande realizador. Cameron é um realizador defilmes de acção. Tal como Michael Bay, Cameron não tem talento para as cenasintimistas, nem para o argumento. Pior ainda, ao contrário de Bay, Cameronescreve os seus próprios argumentos. O que não é bem jogado, visto que muitosdeles são de fugir. Estamos a falar de um realizador cujas histórias são na suamaioria todas pontilhadas de clichés, e que só valem pela sua acção. Cameronrealizou dois filmes de acção muito bons (T2 e Aliens), um filme de acçãomediano (Terminator) e três filmes de acção claramente maus com argumentosinsuportáveis (True Lies, Abyss e Piranha 2). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A sua filmografia fica completa com ‘Titanic’, que foi o que se pode chamar‘um golpe de sorte’. ‘Titanic’ não reflecte o estilo de Cameron, é a excepção.E nota-se como Cameron voltou ao seu velho eu com ‘Avatar’. ´Titanic’ temmuitos pormenores à Cameron, mas o seu verdadeiro segredo do sucesso esteve nofacto de possuir uma fórmula que funciona (aka apela às massas), ter Leonardo DiCapriono pico da loucura adolescente dos anos 90, e claro, no facto de Cameron ser umgénio a realizar cenas de acção (neste caso o barco ir ao fundo). Mais que um grandefilme, TItanic foi uma moda. O mesmo se passou com Avatar. E é errado assumirque estes são os dois filmes mais rentáveis da história do cinema. Se contarmoscom a inflação da moeda, ou os bilhetes vendidos (o que ainda é melhor, vistoque que os bilhetes de cinema, mesmo com a inflação, ficaram mais caros), ‘Gonewith the Wind’ é ainda o filme mais visto e rentável de sempre. Para além domais, foi feito em 1939, numa época em que os filmes demoravam 2 anos a chegarà Europa e ao resto do Mundo, e não havia o marketing nem as estreias simultâneasem biliões de salas. Mesmo assim, mais gente viu ‘Gone with the wind’ noscinemas que ‘Avatar’. Aliás, ‘Avatar’ e ‘Titanc’ estão bem lá para o fundo databela, atrás de ‘Star Wars’, ‘ET’, ou até ‘101 Dalmatians’ (este se sóconsiderarmos o mercado americano).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Após ter visto todos estes filmes, eu tenho a impressão que Cameron nãosabe como se fala na vida real. Creio que ele aprendeu a falar nos filmes deacção. Então quando ouvimos o Coronel a dizer, nos primeiros 10 minutos ‘Ifthere is a Hell, you might want to go there for a little R&amp;amp;R after a touron Pandora’, ou uns soldados a dizer, quando vêem Jake chegar numa cadeira derodas ‘Oh, boy, meals on wheels’, então sabemos que estamos num bom filme demilitares de Cameron, e estamos prontos para uma carrada de clichés, e muitasfrases que soam bem no papel, mas que quando pronunciadas se tornamcompletamente lamechas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A primeira meia hora de ‘Avatar’ está cheia deste argumento inconsequente. Aliás,aqui os efeitos especiais eram completamente dispensáveis. Cenários de nave elaboratório serviriam o mesmo propósito, e mais uma vez, tudo o que se passa épara ‘encher’. O pior de tudo é a narração forçada de Jake, para um suposto ‘diáriode bordo’. Tem a capacidade de aparecer quando o filme se torna chato e épreciso ganhar tempo para a próxima cena, embora a narração explica tudo o queo público (se tiver dois dedos de testa) já sabe. E de novo, as frases quearranham os ouvidos de tão más que são trazem à memória os mais belos (leia-sedetestáveis) one-liners de Schwarzenneger em ‘True Lies’, sem dúvida o piorfilme de Cameron.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Após 40 minutos que servem para explicar ao público variadas coisas como atecnologia, ou aquilo que a ‘organização’ procura em Pandora, Jake é enviadocom o seu avatar Na’vi para o meio da selva. Aqui começa uma longa série decontradições. Anteriormente ouvimos o Coronel referir-se a Pandora com uminferno. Esteve 3 anos na Nigéria e saiu de lá sem um arranhão. No primeiro diaem Pandora, ficou com os arranhões que agora ostenta na cara. Mas quem os fez? Após2 horas de filme apercebemo-nos que planeta mais pacífico que Pandora não parecehaver. Povo mais pacífico que os Na’vi não parece haver. Onde está a ameaça deque se fala em Pandora? Porque motivo os militares ainda não destruíram oplaneta? Pelo que se vê, bem que os podiam ter aniquilado em 2 dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Logo na sua primeira incursão por Pandora, Jake encontra uma espécie de rinocerontee depois uma espécie de felino. Quase sozinho, com um pau, por pouco nãoconsegue vencer estes dois animais. Quanto mais não faria uma legião inteira desoldados com armas topo de gama. Os Na’vi também são facilmente aniquilados noprimeiro ataque a Home Tree e não têm capacidade de defesa contra os militares.Portanto, onde está a dificuldade de conquista? Os Na’vi ganham a batalhafinal, é verdade, mas apenas porque são liderados por Jake e este pediu auxílioà mãe natureza. Até esse ponto, não há nada de ameaçador no planeta. Até esseponto os militares podiam facilmente ter ganho. Porque não o fizeram?Obviamente, porque senão não havia filme. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aliás, toda a estratégia dos militares é esquisita. Atacam a Home Tree comsucesso, mas a cena seguinte mostra-os de novo na base. Porque se retiraram?Não era fácil seguir os Na’vi e aniquilá-los? Não era fácil segui-los edescobrir a localização da árvore da vida para os destruir de vez? Excepto nosdois ataques, nunca sinto os Na’vi sobre grande ameaça. Afinal, estão refénsnum planeta ocupado por humanos. Mas não parece. Outra coisa. Aquando do ataquefinal, o Coronel mostra a imagem satélite da actividade Na’vi. Então se têm umsatélite, porque raio precisam de Jake para obter informações no terreno? Onosso Google maps dá-nos tudo, e nem sequer conseguimos ir para além da Lua. Quandomais não lhes poderia oferecer o satélite XPTO deles? Mesmo que não conseguissem,Jake não retransmitiu mais nenhuma informação vital desde que foi para a basenas montanhas suspensas. Mesmo assim, os militares esperaram 40 min de filmeaté atacar? Para que? A resposta a todas estas perguntas é simples. Osmilitares não atacam para dar tempo de filme a Jake para ter toda a suainiciação Na’vi, o que é o mesmo que dizer, para poder mostrar efeitosespeciais e a natureza selvagem. Os militares atacam ou não atacam para bem dofilme, e não para bem deles próprios. Filmes em que as acções das personagensnão são realistas porque estão condicionadas pelo argumento são, muitosinceramente, maus filmes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que nos leva aos Na’vi em si. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Primeiro, falam melhor inglês que muita gente que eu conheço. Só não usamos artigos e os determinantes. Mas sabem usar expressões idiomáticas como ‘copomeio cheio e vazio’ e palavras com mais que 6 sílabas. Se eu disser ‘you othorinolaringologist’em vez de ‘you are an othorinolaringologist’, isso já quer dizer que sei pioringlês porque sou um indígena e por isso não consigo dizer ‘are’ embora consigadizer ‘othorinolaringologist’?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois vem a questão daquilo que são os Na’vi. Em Pandora há exactamente 7espécies animais. Sim, eu contei-as. Há os Na’vi, uma espécie de rinocerontes, umaespécie de felinos, uma espécie de dragões, uma espécie de pássaros, umaespécie de veados, e uma espécie de libelinhas. Então, de onde surgem estes humanóides?Quer dizer, os humanos andam em 2 patas, têm olhos e narizes e bocas e mãosporque são o resultado de biliões de anos de evolução, sendo os primatas oprincipal elo de ligação. Em Pandora não há primatas. Como andam estes Na’vi emduas patas, têm pés e mãos com dedos, olhos, cabelos, ouvidos e narizes em tudosemelhantes aos nossos, apenas maiores? Descenderam directamente dos dragões?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se me dissessem ‘deixa-te de mariquices, isto é só um filme’ eu aceitariade bom grado e calar-me-ia. Mas um dos motivos pelo qual insisto nisto é por ‘Avatar’ter sido aclamado como um filme ‘ecológico’ e muito importante para a preservaçãoa natureza e do nosso planeta. Pois bem, no outro dia vi um filme em que umtipo plantava uma árvore. Só aí havia mais de ecológico que nas 2h40min do ‘Avatar’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas que natureza revela Avatar, afinal? Uma natureza cuja ordem naturalestá toda errada. Para começar só há 7 espécies animais em Pandora. Suponho queplantas haja muitas mais, mas é um ecossistema um bocado limitado, não vosparece? Há muitas mais espécies no ‘Lord of the RIngs’ e nunca ninguém lhechamou um ‘filme ecológico’. Sauron destrói a floresta dos Ents, mas ninguémliga nenhuma a isso. Depois, que coisa é que diferencia os Na’vi dos humanosafinal? A meu ver, apenas uns milhares de anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os Na’vi são guerreiros. Sim, a palavra é ‘guerreiros’ e ‘guerreiros’ não éuma palavra pacífica. Os jovens Na’vi têm iniciações guerreiras. Têm códigos guerreiros.Aprendem a usar armas. Nada disto é pacífico. Se o povo ama tanto a paz e acomunhão, porque treina ‘guerreiros’? Com que intuito? Guerras de clãs? Paraalém do mais, vivem em comunhão com a natureza mas também têm que comer. Lá porfazerem uma oração a um animal que acabaram de matar com uma flecha não os tornamenos caçadores. Mataram um animal inferior para o comer. O que os diferenciados humanos? Os próprios humanos comportavam-se como os Na’vi nos primórdios,até a evolução os obrigar a usar mais e mais flechas e deitar as florestasabaixo para o seu próprio conforto. Os Na’vi, a meu ver, vão pelo mesmocaminho. Se matam uma espécie de veado com uma flecha, daqui a mil anos estão afazer bem pior. Se os seus jovens têm iniciações guerreiras, em breve haverádiscórdias, etc, etc. Os Na’vi são como os humanos eram nos primórdios. Não sãopuros. Apenas ainda não tiveram tempo para evoluir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas há pior. Tomemos a subjugação da espécie de dragões. Tal como dizNeytiri, Jake tem de os subjugar pela força. O animal terá de tentar matar o ‘dono’escolhido. Se for bem sucedido bem, o dono terá um problema grave. Se não for,será seu para sempre. Será seu quê? Escravo! A espécie de dragão é subjugadopela força, e uma vez conectado tem que capitular e servir a vontade do amo.Sem querer, Cameron justifica a essência humana nos Na’vi. Os humanos subjugamprimeiro pela força e depois pela compreensão. O mesmo fazem os Na’vi com estaespécie de dragões. O dragão, aparentemente, não quer subjugado, mas depois deo ser não tem mais escolha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Supostamente, a espécie de dragão e o Na’vi, uma vez unidos, ficam ligadospara a vida. Contudo, lá para o fim do filme, Jake tenta domar uma espécie de dragãomuito maior, o Taruk. Então e a sua ligação com o primeiro dragão? Vai para ocaneco? Uma vez domado o Taruk, o dragão anterior nunca mais aparece.Coitadinho. Deve ter chorado muito. Mais uma vez, um Na’vi tem uma atitudehumana. Vai subindo na cadeia dos mais fortes, e descarta quem o ajudou a subiraté lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E as questões sobrepõem-se. Jake, tal como muitos heróis desde LukeSkywalker, é alguém a quem as coisas acontecem injustificadamente só porque é ‘oescolhido’. A questão é que Skywalker teve que lutar para se conseguir unir àforça. Jake, tal como Harry Potter ou o Kung Fu Panda não tem que fazer a pontade um corno. É o escolhido, por isso tudo gira à volta dele, quer ele seesforce quer não. No primeiro dia na selva, é logo levado pela filha do chefe àtribo. Eles sabem que ele não é um deles, mas não se importam, e ensinam-lhetudo. Mas o domar do Taruk nem sequer é uma questão de ele ser o escolhido ounão, ou ele estar predestinado a domar o Taruk (só um ou dois sábios o tinhamfeito). É uma questão de manha. E uma manha bem simples. Atacá-lo por cima ejuntar as tranças. É tão ridículo que uma pessoa surpreende-se como é que osguerreiros Na’vi nunca pensaram nisso antes. É tão ridículo que uma pessoapergunta-se se é mesmo verdade. A partir daí o animal subjuga-se a Jake,incondicionalmente. Mais uma vez, inconscientemente, Cameron fala de escravos edonos, e de a raça mais forte domar a mais fraca. Mas o significado que o filmeforça a esta situação é bem diferente, e aí está a diferença. O que o filme impõeé diferente daquilo que o filme realmente mostra se se o analisar para além dasuperfície.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já disse que Cameron é fraco a escrever diálogos. Mas o argumento de ‘Avatar’não fica atrás. Não há uma só ideia original em todo o filme. A história daPocahontas é a mais saliente, mas todos os filmes de um outsider aprender oscostumes locais e depois voltar-se contra o sistema, desde ‘Last Samurai’ a ‘Danceswith Wolves’, estão bem presentes, sem nenhuma tentativa de disfarce. Cameronaté rouba dos seus próprios filmes, mais propriamente de Aliens, em toda aparte dos militares. Pior que tudo, é o, chamemos-lhe plágio, do filme deanimação italiano ‘Aida’ (ver &lt;a href="http://www.focus.it/Tecnologia/speciali/avatar---aida-due-film-e-tante-analogie.aspx#lista"&gt;http://www.focus.it/Tecnologia/speciali/avatar---aida-due-film-e-tante-analogie.aspx#lista&lt;/a&gt;).Até o ‘Highlander’ é referenciado, o quickening muito parecido com a relaçãodos Na’vi com a natureza. Também se lhe pode chamar ‘a força’!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando olhei para o contador e ia em 1h45 (ainda 50 minutos faltavam) apalavra que me vinha à cabeça era ‘enfadonho’. A história é batida edesenvolve-se lentamente sem surpresas, e o desenrolar do filme está todocondicionado pelo facto de que ainda não se terem acabado de mostrar todos osefeitos especiais. Felizmente, há uma grande cena de acção, digna de Cameron,mas quando ela chega, após as 2h de filme, chega tarde de mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em relação a outras características cinematográficas há pouco a assinalar.O filme tem sempre o mesmo tom visual. O mesmo que existe num jogo decomputador. E após 2h, por brilhantes que sejam os visuais, ficam repetitivos,e nada na história os catapulta para o extraordinário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Resumindo e concluindo, ‘Avatar’ não é um filme que deva ser sujeito àscamadas a que o subjuguei agora. Há falhas em todas estas camadas simplesmenteporque estas camadas não existem. Os blokbusters não têm camadas. Apresentam ascoisas ‘face value’ e o que interessa é o entretenimento, o visual, a acção e oespectáculo disponibilizado. ‘Avatar’ disponibiliza todas estas coisas, mas ‘Aliens’e ‘T2: Judgment Day’ disponibilizam-no de uma forma muito mais satisfatória.Cameron criou uma história de entretenimento baseada em visuais apelativos, eserá de supor que ambicionava pouco mais. O marketing é que inventou todasestas camadas para vender o filme e, infelizmente, as massas caíram que nem unspatinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;‘Avatar’ é um filme de acção razoável com excelentes efeitos especiais.Nunca será nada mais que isso. Um bom filme é bom em tudo, é original, cativa,e não precisa de artifícios para ser bom. ‘Avatar’ é moroso, copiosamentecopiado, tem diálogos péssimos, e o seu maior trunfo é o artifício visual, quepara o olho cinematográfico treinado não é suficiente para disfarçar o facto denão ter história, e a que tem ter mais buracos que um queijo suíço. As sequelasaproximam-se perigosamente. ‘Avatar 2’ e ‘Avatar 3’ já têm datas marcadas. Deusnos livre de mais loucura e excitação e ‘o Mundo vai ser salvo’. Não fazem istocada vez que estreia um novo ‘Piratas das Caraíbas’. Vão vê-lo, torna-se um dos20 filmes mais rentáveis, e pronto. Toda a gente fica feliz. Não há cá tretasde ‘o Mundo agora vai ser um lugar melhor agora que as pessoas viram os ’Piratasdas Caraíbas’. E, para registo, alguns dos ‘Piratas das Caraíbas’ são bemmelhores que o ‘Avatar’.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O ‘Avatar’ é um filme de acção com umas árvores e uns extra-terrestres. Edepois? Árvores e extra-terrestres nunca foram suficientes para fazer bonsfilmes. É preciso algo mais. O filme ‘E.T.’ também tinha extraterrestres e inclusiveo ET salvava uma planta. Mas nunca ninguém disse que o ‘E.T.’ era um filmeecológico importante para o futuro da humanidade. O ‘E.T.’ é um grande filme.Mas nunca na vida o Cameron vai fazer um filme como o ‘E.T.’. Para isso épreciso ser um grande realizador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7363445436228465562?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7363445436228465562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/revisitando-pandora.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7363445436228465562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7363445436228465562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/revisitando-pandora.html' title='Revisitando Pandora'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-d_S16UKdzjc/TsAa3rY31TI/AAAAAAAAAdo/Ex-6rBfqZgY/s72-c/avatarimax.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3997007137441730353</id><published>2011-11-11T13:09:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:21:37.833Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Tower Heist (2011)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-M037_7cJpyM/Tr0eqkvZF-I/AAAAAAAAAdg/vIuEyVNM1uY/s1600/tower-heist-poster1_09%252C11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-M037_7cJpyM/Tr0eqkvZF-I/AAAAAAAAAdg/vIuEyVNM1uY/s320/tower-heist-poster1_09%252C11.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando eu digo que Brett Ratner é um dos melhores realizadores da novageração, as pessoas riem-se ou coçam a cabeça. A verdade é que os velhosautores estão a ficar velhos e, com a clara excepção de Christopher Nolan, nãosurgiu na década de 2000 nenhum grande cineasta americano. Para mim, Ratnerpertence a um grupo selecto de novas promessas. A questão, e o motivo pelo qualnem ele, nem eu, somos levados a sério, é que Ratner apenas fez um filme sério(‘Red Dragon’). O resto são comédias de acção/aventura. Aliás, este é dospoucos realizadores que conseguiu transportar com sucesso para o novo milénio ogénero tão em voga no final dos anos 80, início dos anos 90. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ratner pode não ser nenhum ‘autor’, mas tem uma qualidade invulgar a lidarcom actores, e essa cumplicidade transporta-se para o ecrã. Para além do mais,ele é capaz de pegar em histórias banais blockbusterizadas e torná-lasdivertidas e dinâmicas. Mas há mais do que isso. É só comparar o péssimo‘Hannibal’ do conceituado autor Riddley Scott, que praticamente matou ofranchise Hannibal Lector, com o surpreendente ‘Red Dragon’ de Ratner, apenasum ano depois. Se o argumento diz ‘e então o autocarro explode’, sabemos queMichael Bay o vai filmar muito melhor que Godard, Scorcese ou Ozu. O mesmo sepassa com comédias de acção dirigidas por Ratner.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Começando a carreira como realizador de videoclips, muitas divas comoMaddona, Mariah Carey e Jessica Simpson agora dificilmente fazem um videoclipsem ele. O seu trabalho tem sido praticamente todo na televisão (é o produtorde ‘Prision Break’), mas no grande ecrã realizou os 3 ‘Rush Hour’, bem como oterceiro X-Men (‘Last Stand’ – o melhor da saga), e o animado ‘After theSunset’ com Pierce Brosnan e Sela Hayek. ‘Tower Heist’ é o seu mais recentetrabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ben Stiller é o gerente de uma torre de apartamentos de luxo em NovaIorque. Lá mora Alan Alda, um gestor milionário, aparente muito amigo dos seusempregados. Mas Alda é um investidor de risco fraudulento, e quando é indiciadopelo FBI, o staff descobre que todo o seu dinheiro (que de boa fé, masestupidamente, tinham dado a Alda para investir) foi perdido. Stiller juravingança, o que faz com que seja despedido. Então, forma um plano. Assaltar aprópria penthouse da torre (visto que o dinheiro que Alda roubou, e que nem oFBI conseguiu encontrar, só pode estar lá escondido).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A pandilha de ladrões invulgares conta também com Casey Affleck, MathewBroderick (é estranho vê-lo já na meia idade), Gabourey Sidibe (do filme‘Precious’), e Eddie Murphy, um ladrão fala-barato de meia leca, vizinho deStiller. Juntos, assaltam a torre no último terço do filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este é um filme com mais camadas do que poderá parecer. Verdade que oprimeiro acto demora mais de uma hora e é demasiado extenso para o tipo defilme que este pretende ser. Contudo, isso dá uma (certa) profundidade àspersonagens que é raro ver nestes filmes, e dá umas achegas de consciênciasocial, nestes tempos de crise financeira em que os gestores são os principaisculpados. Contudo, a ‘profundidade’ não passa muito disto, e o resultado é quetempo a mais é perdido. O filme só verdadeiramente despoleta com o passar daprimeira hora, quando Murphy entra em cena e 'treina' a equipa de ladrões. Aquímica Murphy-Stiller é hilariante, e trás à memória a dupla Shrek-Donkey. Stillerestá mais contido do que o habitual, mas forma o contraponto ideal com Murphy,que faz o que sabe fazer melhor… falar desalmadamente com uma piada porsegundo. Contudo, o assalto já é menos conseguido. Claro que tem cenashilariantes, e termina com uma sequência brilhante de suster a respiração, tirandopartido da altura elevada a que se passa o assalto, durante toda a qual euliteralmente tinha os olhos colados no ecrã. Mas após uma hora de construção,sabe a pouco. Este é um filme que possui uma distribuição normal – vaicrescendo, atinge o seu pico a meio e depois volta a descer de intensidade. Osextremos, o início e o fim, estão muito menos trabalhados que o miolo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como de costume nestes filmes, há várias coisas difíceis de acreditar,claro, (um elevador suster o peso de várias toneladas, empregados comunsconseguirem ludibriar agentes do FBI), e no fim nota-se que o filme tem alguns‘buracos’ no argumento, com o seu final tudo está bem quando acaba ‘quase’ bem.O ‘quase’, como não podia deixar de ser, deixa a janela aberta para a sequela.Contudo, é um filme de acção/comédia que funciona. Não passa disso, mas para oque é funciona, e bem. Ratner é sempre uma lufada de ar fresco do género, e orol de actores secundários (incluindo uma Tea Leoni como agente de FBI, com químicaromântica com Stiller) é da mais alta qualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este vai ser descartado pelos críticos, é certo, como ‘mais um’. Há muitofilme de acção/roubo/comédia por aí. Contudo, se é isso que pretende, caroleitor, então vá ver este. Para o género, está bem acima. Rir-se-á um pouco,agarrar-se-á ao seu assento um pouco, e não terá que pensar muito, enquantotorce pelos zé ninguéns que atacam o clichézado investidor mauzão. Um reflexodaquilo que todos nós queríamos fazer, no actual estado das coisas. Não chega aser pungente, mas brinca traquinamente com coisas sérias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Espero pacientemente que Ratner fique mais velho uns aninhos, e comece afazer filmes sérios…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3997007137441730353?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3997007137441730353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/tower-heist-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3997007137441730353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3997007137441730353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/tower-heist-2011.html' title='Tower Heist (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-M037_7cJpyM/Tr0eqkvZF-I/AAAAAAAAAdg/vIuEyVNM1uY/s72-c/tower-heist-poster1_09%252C11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8863894585791167947</id><published>2011-11-04T13:57:00.001Z</published><updated>2011-12-15T15:22:31.437Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Carta de Miguel Saraiva ao Gabinete do Munícipe, por ocasião do reboque da sua viatura automóvel na passada Segunda-feira</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porto, 4 de Novembro de 2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Caros Senhores,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na passada segunda-feira, dia 31 de Outubro de 2011, cerca das 9h00 damanhã, desloquei-me ao local onde tinha aparcado a minha viatura automóvel, naRua de Agramonte, para descobrir que ela lá não se encontrava, tendo sidosubstituída por um arcaico stand de flores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Devo referir que este local, tal como aliás praticamente toda a rua,permite legalmente e sem parquímetro o estacionamento. Para além do mais eu,como morador de longa data, estou familiarizado com todos os sinais de trânsitodo arruamento e aparco a minha viatura ao longo deste eixo (inclusive até,varias vezes, no próprio lugar agora em causa) numa base diária, sem alguma vezter incorrido em qualquer infracção da lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mal verifiquei a ocorrência, dirigi-me respeitosamente a um dos váriosagentes da autoridade que se encontravam na rua a rebocar outras viaturas.Este, em abono da verdade, dirigiu-se a mim de uma forma muito menosrespeitosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando lhe afirmei que a minha viatura se encontrava anteriormente naquelelocal, ele rapidamente me soube dizer a marca e a cor, de uma formacondescendente. Quando lhe perguntei se tinha sido rebocada, ele respondeu-mepara ir olhar para o sinal, que se encontrava na curva a poucos metros, eretomou o que estava a fazer, que era conversar com os vendedores de flores.Visto eu saber, por morar naquela rua há vários anos, que o sinal se referiaunicamente ao assinalar de uma passadeira, fiquei um pouco surpreendido.Perguntei-lhe porque é que a minha viatura tinha sido rebocada, e ele, com arde escárnio, enfadado por mais uma vez lhe interromper a conversa, respondeu-meque não me dizia até eu ir olhar para o sinal. Resignado, lá fui, enquanto osr. agente de autoridade gozava, literalmente, com a minha cara. Atado (!) aosinal da passadeira estava algo que, eu sei e posso jurar, nunca lá tinha estado,um sinal de proibição de estacionamento, com um autocolante (mínimo) colado (!)a dizer que se aplicava aos dias 31 de Outubro e 1 de Novembro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sobre este sinal há vários pontos a considerar (ver figuras anexas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O primeiro ponto é que o sinal de proibição nunca existiu naquele local.Aquele sempre foi um sinal de passadeira. Pelo menos, até àquela manhã, oupoucos dias antes disso. A inserção deste sinal, num único local, e sem avisodos moradores, é, no mínimo, discutível. Mais discutível é ainda a forma comofoi inserido. Sinais provisórios são geralmente amarelos. Aqui temos um posteatado a um poste já existente, com uma corda, e com um papel autocolante areferenciar 2 datas. Tudo quanto sei, isto bem que podia ser um acto devandalismo (ver figura 1).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em segundo lugar podemos debater a localização do sinal (ver figura 2). Osinal encontra-se voltado para o interior do cruzamento, que devido a sinalizaçõesrecentes se tornou uma rotunda (com estacionamento no meio), alterando a formade circulação. Para além do mais, ao longo dos anos, a rua tem sofrido váriasalterações de sentido. Isto contribui para que o sinal de passadeira, outrorade frente para o tráfego, se encontre agora de lado (paralelo) relativamente aosentido de circulação. Um veículo automóvel já não aborda o arruamento defrente, mas de lado. A isto acresce a existência de arvoredo e os lugares deestacionamento da própria curva, tornando o sinal em causa praticamenteimpossível de ver. Reitero, é possível de ver, se se desviar os olhos daestrada e se olhar para o passeio, mas assumo que não queiram que se opte poressa via. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A curvatura desenhada no pavimento faz com que uma viatura a realizar acurva passe pelo sinal paralelamente a este (ou seja, só se se olhar pelajanela do passageiro é que se o pode ver). Após o veículo transpor a curva encontraa passadeira imediatamente à sua frente, e o condutor está mais preocupado comos peões do que propriamente virar a cabeça 90º para poder olhar para o sinal,que não está voltado para ele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas a última questão é a mais relevante. Visto a rua ter dois sentidos, éimpossível de ver o sinal se se vier no sentido oposto, devido ao arvoredo e aofacto da notificação estar, obviamente, de costas. Visto que o arruamento nãoapresenta risco contínuo, posso estacionar o carro num sentido, estando a virdo oposto e invertendo a marcha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para referência, o sentido oposto da Rua de Agramonte também possuía umsegundo sinal de proibição ‘provisório’, embora esse, claro, se referiaunicamente aos lugares de estacionamento desse lado, o que não era o meu caso.Este sinal estava atado a um poste de iluminação, do passeio e não doarruamento. Faço notar que ambos os sinais não estavam em locais visíveis paraum condutor. Estavam atados ao poste mais próximo disponível, visíveis apenaspara quem saiba onde procurar, ou quem está a conduzir a olhar para o passeio.Ora um morador da rua de longa data e um bom condutor não fará nenhuma destascoisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em terceiro lugar discute-se a notificação das datas aplicáveis. De novo,as letras que constituem o papel colado sobre o sinal são tão pequenas que sósão visíveis a olho nu na sua proximidade. Para as ler, teria de parar o carroem plena curva (se viesse num sentido), ou nem sequer teria oportunidade de asver (se viesse do outro).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em quarto lugar está a altura em que o sinal foi colocado. O sr. agente daautoridade referiu que ele já estava ali ‘há alguns dias’. Mas precisamentequantos? Por lei, posso aparcar a minha viatura num local de espaço público(que, relembre-se, não possuía parquímetro) até 30 dias até ser consideradoestacionamento abusivo. Pois bem, posso, por exemplo, tê-lo lá deixado 28 diasantes, ter ido de férias e regressado apenas nessa segunda-feira de manhã,pelas 9h00, tendo ainda 2 dias para levantar o carro, precisamente os mesmos daproibição. Estou seguro que o sinal não foi colocado com 30 dias deantecedência, portanto, a ser este o caso, como poderia saber da proibição deantemão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em quinto lugar está a extensão da aplicação do sinal. O sinal foi colocadono início do arruamento, e, como está, supostamente aplica-se a todo ele, ouseja, até à Avenida da Boavista. Contudo, apenas foram rebocados os veículosautomóveis dos primeiros 3 ou 4 espaços para dar lugar aos stands de flores (osmais perto do cemitério). Tivesse eu estacionado no quinto, no décimo ou novigésimo lugar ao invés do primeiro, estaria de novo seguro de reboque. Maisuma vez se realça a fraca credibilidade da sinalização colocada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A razão para esta suspensão provisória do estacionamento prende-se com ofacto de a rua possuir um cemitério e esta Segunda e Terça-feira terem sidodias religiosos. Estou certo e seguro que os vendedores de flores fizeramqualquer tipo de requerimento ao município e que foram atendidos. Contudo, comopoderá o cidadão comum, ou o morador, saber destas coisas? Foi notificado nascaixas do correio? Não! Foram vedados os lugares no dia útil anterior (sexta-feira)?Não! A imposição começou a uma hora após a maioria das pessoas saírem das suashabitações para trabalhar (9h00)? Não!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu saí de casa para trabalhar eram 8h55. Cheguei à minha viatura unsminutos depois. Aparentemente, a multa foi passada às 8h30, e a viaturarebocado às 8h55. Tivesse eu saído de casa 5 minutos mais cedo a minha viaturajá não teria sido rebocada. Tivesse eu que estar no trabalho às 8h30 nada distoteria acontecido. Tenho eu culpa que o dia dos polícias comece mais cedo do queo meu? E se estivesse doente? E se estivesse no estrangeiro? Quando foiaparcada, a minha viatura estava a cumprir a lei. A lei foi mudada entretanto.A culpa é minha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Trabalho perto de outro cemitério (o de Paranhos). Aí, os stands de floresestavam nos passeios (muito mais curtos que os da rua de Agramonte), e nenhumadas viaturas aparcadas estava a ser removida. Porquê então, com tanto espaçonos passeios em Agramonte, houve a necessidade de retirar lugares livres deestacionamento para acomodar meia dúzia de stands, especialmente quando estesexistem todos os fins de semanas, desde que me lembro, nos passeios à entradado cemitério? Se fosse um recinto de feira, compreenderia. Assim sendo, não.Com que direito retira o município, num dia de semana, um lugar de espaçopúblico, livre de ser usufruído por qualquer cidadão, (e que aliás é seudireito usufruí-lo), e o dá a um privado, para realizar comércio de iniciativaprivada, obtendo lucros com isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Aquele espaço onde repousava a minha viatura é um lugar de espaço público,que estava a ser usado por mim de uma forma legal. Foi usurpado de uma formarude e violenta e oferecida a um privado para exploração própria (e obtenção delucros, diga-se!), sem a mínima notificação à minha pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu contudo, não obtive lucros, muito pelo contrário. Tive de pagar 93 eurospara retirar a viatura do parque para onde foi rebocada. 77€ de multa mais 16€que constituem a avença diária do parque. Ora a minha viatura esteve no parquemenos de meia hora (pois fui imediatamente buscá-la). Paguei contudo um diainteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi a má gestão do processo que levou a este ponto. Má gestão nasinalização e no tratamento das viaturas estacionadas, apenas para servir osinteresses de um grupo de vendedores de flores, por ocasião de um feriadocatólico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sei se os caros senhores são versados em cinema, mas no filme ‘The BigStore’ de 1941, dos comediantes irmãos Marx, Harpo quer estacionar em frente deum armazém comercial mas não encontra lugar. Tira uma boca-de-incêndio da mala,coloca-a em frente de uma viatura qualquer e chama um polícia. O polícia passauma multa a essa viatura, reboca-a e vai-se embora. Harpo estaciona então nesselugar e volta a colocar a boca-de-incêndio na sua mala. Pois bem, carossenhores, foi assim que me senti. Um sinal foi colocado para servir uminteresse, a minha viatura foi imediatamente rebocada, e quando a venda deflores acabou o sinal foi removido. Este país ainda é livre, ou não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Resumindo, serve o presentepara protestar veementemente com a forma como todo este processo foi conduzido,requerendo o reembolso da quantia em questão. Apresento 10 breves razões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Primeiro porque quandoaparquei a viatura fi-lo de uma forma legal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Segundo porque não houve umanotificação própria nem cuidada, especialmente aos moradores da rua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Terceiro porque a sinalizaçãonão está visível nem legível, em qualquer dos sentidos, e a sua legalidade édiscutível, bem como pouco credível (atado a um poste com uma corda e duasdatas em papel autocolante?!).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quarto porque, por lei, aminha viatura podia estar estacionada naquele local muito antes da proibiçãoser ‘afixada’, e portanto haver a possibilidade de eu a desconhecer. Do mesmomodo o agente da autoridade não tem maneira de saber se aparquei ou não a viaturaantes da colocação da sinalização provisória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quinto porque o tratamentodado pelo agente da autoridade a quem tive a infelicidade de me dirigir não foio mais correcto; condescendente e com tentativa de me humilhar publicamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sexto porque o espaçopúblico, ao qual tenho direito por ser cidadão português, foi usurpado para umainiciativa privada (o que já de si é discutível, por envolver lucros), e quefacilmente se poderia ter localizado em qualquer outro local, sem detrimento dacirculação pedonal ou automóvel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sétimo porque a viatura foiremovida antes das 9h00 da manhã, que para muitos é o início do horário detrabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Oitavo porque tive de medeslocar por conta própria até ao parque onde a viatura foi rebocada (o que nãofoi fácil, visto ser portador de deficiência, embora isto seja irrelevante paraeste caso). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nono porque tive quedesembolsar 93€, por uma irregularidade que não cometi. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Décimo porque se hojeestacionar naquele mesmo local, estarei de novo dentro da lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Protesto portanto porque está no meu direito constitucional, e, nestestempos de crise, apelo para que a quantia de 93€ me seja devolvida, porque tiveo infortúnio de sair de casa 5 minutos mais tarde do que devia, e porque alguémse lembrou de vedar os lugares de estacionamento público para usufruto próprio,atando sinais de proibição poucos dias antes (ou no próprio dia), ao sítio maisà mão para si, e não para os condutores. Acrescenta a isso o dinheiro perdido(para mim e para o país) por ter faltado a uma manhã de trabalho, embora esse,infelizmente, não mo possam reembolsar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É vergonhoso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Respeitosamente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eng. Miguel Saraiva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-z4pNBv6lur0/TrPugeGkImI/AAAAAAAAAdQ/4GqYqgqOBEA/s1600/DSCN3568.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-z4pNBv6lur0/TrPugeGkImI/AAAAAAAAAdQ/4GqYqgqOBEA/s320/DSCN3568.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #002060;"&gt;Figura 1&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-N5XCYKkLD2I/TrPueBDjCzI/AAAAAAAAAdI/0h0XoLxsz9s/s1600/DSCN3567.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-N5XCYKkLD2I/TrPueBDjCzI/AAAAAAAAAdI/0h0XoLxsz9s/s320/DSCN3567.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #002060;"&gt;Figura 2 -&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #002060; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #002060; text-align: justify;"&gt;A viatura estava estacionada no primeirolugar do lado direito, após o contentor do lixo e a árvore, onde agora se vê ostand de flores. A figura permite igualmente ver o posicionamento do sinal emrelação ao contorno da curva, e o seu afastamento em relação à faixa decirculação. Para além do mais, compreende-se que uma viatura abordando o lugarde estacionamento do sentido oposto (ou seja, vindo da faixa do lado esquerdo),poderia fazer legalmente inversão de marcha e estacionar, sem ver o sinal,devido à mesma árvore, e ao facto do sinal estar na curva e não na proximidadeda faixa de rodagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #002060;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8863894585791167947?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8863894585791167947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/carta-de-miguel-saraiva-ao-gabinete-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8863894585791167947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8863894585791167947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/11/carta-de-miguel-saraiva-ao-gabinete-do.html' title='Carta de Miguel Saraiva ao Gabinete do Munícipe, por ocasião do reboque da sua viatura automóvel na passada Segunda-feira'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-z4pNBv6lur0/TrPugeGkImI/AAAAAAAAAdQ/4GqYqgqOBEA/s72-c/DSCN3568.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7244910693171932719</id><published>2011-10-26T10:26:00.001+01:00</published><updated>2011-12-15T15:22:23.918Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Sobre cultura</title><content type='html'>Recentemente uma jovem menina (para não lhe chamar brojeça ou simplesmente mentecapta) demonstrou na televisão a sua completa e total ignorância no campo da geografia. Isto levou rapidamente primeiro ao gozo, depois ao insulto gratuito, depois à pena, depois à tristeza perante o degredo e por fim ao apontar de dedos ao sistema de ensino por permitir que pessoas como esta se pavoneiem na praça pública e respirem o mesmo ar que o comum dos mortais.Contudo quem é rápido a apontar o dedo não é rápido a perceber a hipocrisia de todo este fenómeno. A jovem menina (para não lhe chamar imbecil ou simplesmente estúpida) é burra que nem uma porta, é verdade, mas é a única em Portugal? Nem de perto nem de longe. E quem é rápido a apontar o dedo não é rápido a aperceber-se de que é igualmente burro que nem uma porta.Onde está a linha que delimita a cultura geral da cultura avançada? Onde está a linha que delimita a cultura geral da verdadeira, única e total burrice de pai e mãe? O que não faltam neste país são programas diários que nos permitem tirar estas dúvidas facilmente.Geralmente, os programas de cultura geral em horário nobre têm perguntas fáceis. Perdão, muito fáceis. Quando não o são, das duas uma. Ou estamos num nível muito avançado e a pergunta é feita para o concorrente perder e o canal não ter que lhe pagar mais dinheiro, ou estamos num nível inicial e então são dadas ajudas ou escolhas.Sim, toda a gente passava à segunda ronda do ‘Quem Quer Ser Milionário’ na sua última versão, pomposamente apelidada de ‘alta pressão’ (que diga-se era uma desculpa para pôr as perguntas a durar menos tempo para o Malato poder grunhir mais). Mas isto porque ou as perguntas eram estupidamente simples, ou três das quatro opções eram estupidamente estúpidas. Exemplo. Posso fazer uma pergunta de dificuldade mediana como ‘Quem realizou ‘E Tudo o Vento Levou’?’. Se colocar como respostas ‘Victor Flemming, Michael Curtiz, Sam Wood, Frank Capra’ tenho a certeza que muitas pessoas que estão a ler esta crónica não sabem responder. Nem é a sua obrigação. Mas se eu colocar como opções ‘Victor Flemming, Pato Donald, António Guterres e Barak Obama’ só aquela jovem menina (para não lhe chamar acéfala ou simplesmente imbecil) é que não sabe responder.Sim, toda a gente se ria muito com o ‘Sabes mais que um miúdo de 10 anos’. Gostaria de repor lá os miúdos de 10 anos neste momento (agora com 12 ou 13) e fazer-lhes exactamente as mesmas perguntas que acertaram na altura, a ver como se saíam agora. Isto de fazer perguntas sobre matéria que fazia parte do currículo do seu ano é muito bonito. Mas e no ano seguinte? Quem se lembra da matéria do ano anterior? Quem se lembra dela passados 30 anos? Se for de cultura geral sim senhora (ou nem isso, como já se viu). Se for sobre os ossos do joelho, bem, só se o concorrente for médico, ou o tiver decorado nesse ano para o teste de ciências da terra e da vida. Sabem muito estes miúdos? Bem, foi precisamente neste concurso que descobri uma coisa que não sabia. Aquando da pergunta ‘Quem invadiu Pearl Harbor?’, tanto o miúdo como o graúdo responderam ‘Estados Unidos da América’. Não sabia que Pear Harbor era na Normandia. Fiquei a saber.Sim, o ‘Elo Mais Fraco’ é muito engraçadinho. Mais um concurso de perguntas fáceis, ou perguntas difíceis com duas opções de resposta. Com 50% de hipóteses, qualquer um pode ser um génio. Lá para o meio está um tipo que insulta os concorrentes, mas que provavelmente não sabe mais (quiçá até menos) do que eles. A meu ver, devia insultá-los mais, e vais veementemente. Ontem aquando da pergunta ‘Quem escreveu 20 mil léguas submarinas?’, a resposta foi ‘Jean Jacques Cousteau’. Era para rir? Daria a mesma resposta se lhe perguntassem quem escreveu o Twilight? Ou como se chama o mau do Harry Potter?Mas mesmo assim, cada um destes indivíduos gozou fortemente, certamente, com a jovem menina (para não lhe chamar badameca ou simplesmente cérebro de passarinho). A jovem menina não sabe onde é África? A jovem menina não sabe países da América do Sul? Pois bem, qual é a capital do Botswana? Onde se localiza a Suazilândia? Diga nomes de regiões da Austrália.No último mês vi em dois concursos diferentes a mesma pergunta: ‘Quem ganhou a Taça do Rei de Espanha na época 2010/2011?’. Porque diabo é que não perguntam quem ganhou o campeonato? Porque diabo é que não perguntam quem ganhou a Taça na época 2009/2010? Bem, porque esta ganhou-a o Mourinho. Aliás, é o único título do Mourinho em Espanha, e só quem não vê televisão (ou não sabe dar um palpite baseado nas palavras ‘futebol’ e ‘Espanha’) é que não sabe.Portanto a cultura existe ou faz-se? Iludir as pessoas com perguntas fáceis ou opções de resposta simples fá-las ser mais inteligentes? Se a jovem menina (para não lhe chamar de australopiteca ou simplesmente deficiente – sem querer ofender os deficientes) tivesse opções, não saberia ela responder? Onde fica África: ‘na banheira, a Sul de Portugal, na cabeça da Teresa Guilherme ou no mamilo do Cristiano Ronaldo’. Diga Países da América do Sul: ‘300, Brasil, cafeteira ou Casa dos Segredos’. Era melhor não dar ‘Portugal’ com opção, que a concorrente ainda se podia enganar…Sim, não existe cultura neste país. Só preciso de sair à rua para constatar isso. Ver estes concursos só corrobora o degredo que é a inteligência do português mediano. Saber quem é a JK Rowling e não o HG Wells não é um sinal dos tempos. É crime. Portanto gozar com a moça, insultar o sistema de ensino, mas depois ir para a televisão e não saber completar o provérbio ‘Não há bela sem…’ (acabei de ver enquanto escrevia esta crónica), é ser hipócrita. É ser burro que nem uma porta.Assim sendo, caros leitores, eu fico feliz (reitero, muito feliz) pela jovem menina (para não lhe chamar besta ou simplesmente troglodita) sequer saber que há uma coisa (continente, país, aldeia, tasco?!) chamada África. Podia ser pior. Podia nunca ter ouvido falar. Temos que ver o copo meio cheio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7244910693171932719?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7244910693171932719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/sobre-cultura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7244910693171932719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7244910693171932719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/sobre-cultura.html' title='Sobre cultura'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-9057095011005785635</id><published>2011-10-16T15:20:00.000+01:00</published><updated>2011-12-15T15:21:28.333Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Mistérios de Lisboa (2010)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vAvpvMV81ww/TproD0ofR-I/AAAAAAAAAdA/hjvMweCIPJQ/s1600/47303141040555938357114.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-vAvpvMV81ww/TproD0ofR-I/AAAAAAAAAdA/hjvMweCIPJQ/s400/47303141040555938357114.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para criticar um filme como ‘Mistérios de Lisboa’ uma pessoa tem que ser muito, mas mesmo muito, honesta, especialmente em Portugal. Porquê? Porque este é o tipo de filme cuja premissa em si, isolada e livre de qualquer outra compreensão, é suficiente para o intelectual de meia leca o considerar uma obra prima suprema e imperdível. É uma sumptuosa versão de uma obra de Camilo Castelo Branco, realizada por um conceituado realizador estrangeiro, e que tem um leque de actores internacional. O facto de Raul Ruiz sequer saber quem é Camilo Castelo Branco, de se dignar a fazer um filme sobre uma das suas obras, em português, com actores portugueses, e parcialmente filmada em Portugal, é suficientemente para a flor fina da casta cinematográfica, literária e intelectual portuguesa se pôr a arfar, e para o citar, nos jornais, revistas e programas de televisão como a maravilha que, infelizmente (pelo dinheiro e tempo gasto, quer pelos produtores, quer pelos espectadores!), não é. Para além do mais, a sua sumptuosidade, aliada ao nome do realizador, é suficiente para o fazer ganhar prémios internacionais em festivais, e a reputação cresce, de um filme que, muito honestamente, não o merece.Senão vejamos. ‘Mistérios de Lisboa’ é realmente um filme soberbo… mas apenas a um nível. Ao nível do design de produção. Os maravilhosos cenários, as cores, o guarda-roupa, os adereços, tudo é incrivelmente realista e sem dúvida espectacular, mesmo para os parâmetros de um filme de época. Contudo, aos restantes níveis o filme falha redondamente.Começando pela realização, Raul Ruiz escolhe sempre planos longos e afastados. Raramente há um close-up. A câmara está sempre à distância. Isto é satisfatório para marcar uma posição, para pontuar o distanciamento da arte cinematográfica da literal, para permitir ao público sorver as belas localizações onde o filme foi filmado. Contudo, não se vê a expressão de um único actor, não há emoção, a câmara, tal como os actores, é impassível. O seu movimento (muito frequente à volta dos cenários) não é balético, apenas mecânico. Não chega a ser teatro filmado (porque não é teatro, é romance), e não chega a ser filme. Então é o quê? É romance filmado, o que nos leva ao segundo ponto: o argumento. Peter Jackson disse que se filmasse o ‘Senhor dos Anéis’ página a página seria o caos. Certamente Ruiz não ouviu essas declarações. ‘Mistérios de Lisboa’ é (ou deve ser, nunca li o livro), o romance filmado página a página. As cenas sucedem-se dengosas, de diálogos morosos e confusos. Não há um encadeamento lógico. Não há uma legenda que nos mostre o local e a data do que está a acontecer. O filme muda de França para Portugal, de Portugal para o Brasil, para a frente no tempo, para trás no tempo, e nada o dá a entender. Só a meio das cenas, devido ao diálogo, à menção do nome de uma personagem, nos apercebemos do que se está a passar. Mas, por essa altura, devido ao tempo que a cena demorou a lá chegar, já não nos importamos. A história, tal como está apresentada, é impossível de seguir. Só para quem leu o romance e, e… Para além do mais, a história não tem interesse nenhum. A personagem principal (ou suposta principal), Pedro da Silva, um miúdo num orfanato que desconhece as suas origens, é esquecida logo no início e só é retomada no último acto. Passamos 4 ou 5 horas a ver histórias paralelas do padre que o criou, do sem abrigo (tornado posteriormente rico), que o salvou, dos amores de sua mãe, e de outras personagens que só muito remotamente têm a ver com o miúdo. E as suas acções não se vertem nele. Se se vertessem, ainda teria alguma lógica. Mas isto são histórias de vida destas personagens, que depois não tem nenhuma consequência para a acção. Isto não são ‘mistérios de Lisboa’. Isto são ‘histórias de vida, dos amores e das desgraças de pessoas que remotamente têm a ver com Pedro da Silva’, raramente entrelaçadas (excepto pelo Padre, que parece ser o elo de ligação entre tudo). Mas então, porque não é ele a personagem principal? Porque é que no último acto o filme abandona todas as personagens que passou as últimas 6 horas a construir (desconhecemos como termina a sua história) e se foca de novo no miúdo, agora já adulto, e aí sabemos como termina a sua história, que contudo não foi construída de forma alguma!Falar da actuação é levar as mãos à cabeça. Não há um pingo de expressividade em 7 horas de filme (ou 4h30, se virem a versão curta – eu, infelizmente, vi a longa). Será devido à solenidade do material? E é esta a razão para o tempo que demoram a dizer cada frase, para as pausas entre diálogos, para aqueles momentos em que ambos os actores ficam mudos e quietos, como se tivessem uma ausência, para largos segundos depois recomeçarem a falar? Estariam a fazer vénias mentais à mestria da linguagem de Camilo? Ou seria o facto de serem péssimos actores? Felizmente havia um ou outro actor estrangeiro nesta produção.Bem, podia estar aqui até depois de amanhã a dizer porque é que ‘Mistérios de Lisboa’ é pomposo, enfadonho e, se não incompreensível, pelo menos sem dinâmica alguma que faça o espectador querer compreender, mas não me apetece. Já perdi 7 horas da minha vida em vão.Dizer ‘baseado numa obra de Camilo Castelo Branco’ e filmá-lo no interior de palácios sumptuosos com um estrangeiro ao leme da produção não significa ‘bom filme’. Quem viu o filme, viu-o realmente, viu mais além destes factores que geralmente seduzem os críticos, mais além do design de produção, não poderá dizer que o filme é bom. Honestamente. Não é. É um romance filmado. De longe e sem paixão nenhuma, sem sabor, sem emoção. Frio e insosso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-9057095011005785635?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/9057095011005785635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/misterios-de-lisboa-2010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/9057095011005785635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/9057095011005785635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/misterios-de-lisboa-2010.html' title='Mistérios de Lisboa (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vAvpvMV81ww/TproD0ofR-I/AAAAAAAAAdA/hjvMweCIPJQ/s72-c/47303141040555938357114.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3680766664938626715</id><published>2011-10-04T10:27:00.002+01:00</published><updated>2011-12-15T15:20:34.184Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Johnny English Reborn (2011)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N8tmGkctTgA/TorRdKr08gI/AAAAAAAAAc4/ZhmIjjGCvo0/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="273" src="http://1.bp.blogspot.com/-N8tmGkctTgA/TorRdKr08gI/AAAAAAAAAc4/ZhmIjjGCvo0/s400/images.jpg" width="184" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sejamos sinceros. O primeiro ‘Johnny English’ (2003) era (muito) fraquinho. Surpreendentemente, foi escrito pela dupla Neal Purvis e Robert Wade (responsáveis pelos filmes do James Bond desde ‘The World is not Enough’), mas estes senhores, tão versados na acção e espionagem, claramente percebem menos de comédia. A sua tentativa de parodiar todos os seus próprios clichés foi demasiado exagerada e tornou o filme uma paródia de si mesmo, num argumento ridículo a roçar o patético (John Malkovich um francês que quer ser rei de Inglaterra?!), e sequências que apesar de engraçadinhas, tinham pouca piada.Contudo, tal como o genial ‘Mr. Bean’s Holiday’ (2007) redimiu a imagem cinematográfica de Mr. Bean depois do desastre que foi ‘Bean’ (1997), esse sell-out Hollywoodesco de fraquíssima qualidade, assim também ‘Johnny English Reborn’ redime a imagem de ‘Johnny English’. E não será por acaso que o argumentista de ambas as redenções seja o mesmo (Hamish McColl).Para começar, ‘Johnny English Reborn’ tem um argumento que (exceptuando, obviamente, as partes de comédia), poderia perfeitamente encaixar num filme de acção/espionagem de mediana qualidade. Isto torna o filme interessante (apesar de muito previsível), e dá-lhe uma consistência de base que falta à maioria das paródias. A misteriosa organização Vortex, com agentes infiltrados nas melhores agências do mundo (CIA, MI7,…), está a planear uma tentativa de assassinato ao primeiro-ministro chinês. Um contacto apenas falará com Johnny English, pelo que o MI7, que o dispensara anos antes por incompetência, vai buscá-lo ao Tibete. De volta, English pavoneia-se hilariantemente, dando a volta ao Mundo para resolver o mistério e impedir o assassinato. Desde uma Macau confundida com Hong Kong (um erro natural mas que não cai bem aos Portugueses), aos subúrbios Londrinos, a uma mansão muito bondesca no topo de uma montanha na Suiça, English, auxiliado pelo novo agente Daniel Kaluuya, pela psicóloga Rosamund Pike (bond girl de ‘Die Another Day’), e chateado muitas vezes pela chefe Gillian ‘Skully’ Anderson, tem um dia em cheio.Tal como alterar as personalidades de Baldrick e Blackadder da primeira para a segunda série de ‘BlackAdder’ fez toda a diferença, aqui também dar a English a inteligência que faltava no primeiro filme tornou o espião muito mais hilariante. English já não é o pateta que salva o Mundo sem saber como. Desde o seu renascimento no Tibete, English é agora muito mais maduro. Os seus métodos de trabalho (e alguma incredulidade) é que são hilariantes. E o público responde muito melhor a isso do que a uma assumida incompetência. Para além do mais, a comédia é mais física e visual do que propriamente falada, e as múltiplas hilariantes sequências não se apoiam na paródia directa à espionagem para funcionar, mas sim na forma como se estruturam, o que é sempre uma lufada de ar fresco. Contudo, apenas um punhado de vezes é o filme verdadeiramente engraçado (a sequência da perseguição nos telhados de Macau a melhor delas todas, embora haja outras, como o saco da morgue aos saltos), e há varias sequências à la Bond sem uma única piada (ou se existem, não me ri). Vistas sozinhas, bem podiam estar num filme Bond que ninguém notaria a diferença. Na sua demanda por consistência e seriedade, o realizador Oliver Parker (que até faz um bom trabalho) esqueceu-se que estava a fazer uma comédia. Uma mais cuidada união das cenas de enquadramento e de comédia tornaria o filme melhor, mas não podemos ser muito exigentes. ‘Johnny English Reborn’ já é suficiente melhor que ‘Johnny English’ para uma pessoa se dar por satisfeita, e rir a bom rir umas quantas de vezes.A mim convenceu-me. Poderá até ser a melhor comédia do ano. É este o Johnny English que eu vou recordar. O primeiro filme está completamente apagado na minha cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3680766664938626715?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3680766664938626715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/johnny-english-reborn-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3680766664938626715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3680766664938626715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/johnny-english-reborn-2011.html' title='Johnny English Reborn (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N8tmGkctTgA/TorRdKr08gI/AAAAAAAAAc4/ZhmIjjGCvo0/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8427767607570058888</id><published>2011-10-02T15:13:00.000+01:00</published><updated>2011-12-15T15:20:22.413Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>La mariée était en noir (1968)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zHP-1PXhImI/TohxdhlOfNI/AAAAAAAAAcw/XrFzKqyylZM/s1600/affiche-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-zHP-1PXhImI/TohxdhlOfNI/AAAAAAAAAcw/XrFzKqyylZM/s400/affiche-1.jpg" width="294" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não, não foi o Quentin Tarantino quem inventou ‘A Noiva’. Foi Truffaut, no clássico de 1968 ‘La mariée était en noir’, e quem a encarnou foi a magnífica Jeanne Moreau.Truffaut já tinha bruscamente mudado de estilo ao fazer ‘Fahrenheit 451’ em 1966, e não foi por acaso que ‘a Noiva’ surgiu depois das famosas entrevistas que fez a Hitchcock mais ou menos pela mesma altura. Nem foi por acaso que quem compôs a banda sonora do filme foi Bernard Herrmann, nem que o filme se baseie num romance do mesmo escritor de ‘Rear Window’. Truffaut queria fazer um filme à Hitchcock. Mas embora o estilo possa ser superficialmente análogo, Hitchcock nunca poderia ter feito um filme como este, tal como Truffaut nunca poderia fazer, verdadeiramente, um filme como Hitchcock.‘A Noiva’ é uma história de vingança. Quando Jeanne Moreau descia as escadas da igreja saída do seu próprio casamento, uma bala perdida matou o seu noivo. Em cinco sequências distintas, o filme mostra Moreau a matar cada um dos 5 homens que estava no quarto de onde a bala foi disparada. Não é a forma como os mata (Tarantino) que interessa. Nem tão pouco a construção da sequência, o suspense criado (Hitchcock). O público já sabe que Moreau os vai mandar de esta para melhor, de uma forma ou de outra. Para Truffaut, o que interessa é a alma destas personagens, que são tratadas com o mesmo desprezo superficial corriqueiro da sua restante obra. As pessoas, os acontecimentos, são reais, pelo que devem ser tratadas como nada de mais. Acontecem e pronto. Avança-se. De um lado está a Noiva. Jeanne Moreau era a musa do cinema francês. Não a mais bonita das actrizes, era sem dúvida a mais talentosa, e aquela que trabalhou com a flor fina da geração de cineastas dos anos sessenta (Demy, Truffaut, Malle, Bunuel, Godard). Mas aqui, com 40 anos, já parece demasiado envelhecida para o papel. As suas formas mais cheias, a cara mais enrugada, fazem-na de certa forma pouco credível para seduzir os homens com um olhar, para ser uma femme fatale. Mas a sua aura existe, e de que maneira. Contudo, a sua cruzada assassina é uma de incertezas e de dúvidas. Constantemente hesita. Embora o seu plano esteja bem urdido (matar!), tudo parece surgir de improviso. A única coisa definida são 5 nomes. O resto aparece como aparecer, excepto quando chega a hora decisiva de matar. Quando o faz, é a sangue frio, sem remorsos, sem dúvidas. Prometeu vingar o noivo. Vinga-o.Do outro estão as 5 vítimas. A cada uma delas é dada uma construção cuidada de carácter, mas cada uma delas é suficientemente crente e descuidada para deixar infiltrar a noiva na sua vida. Aqui está a riqueza do filme. Para cada sequência, para cada morte, há uma longa interacção entre assassino e vítima. A noiva precisa de conhecer o lado humano das suas vítimas, não só para saber como chegar o suficientemente perto para as poder matar, como também para, quando o fizer, essa morte ser o mais dolorosa possível.‘La mariée était en noir’ não é um filme sobre 5 assassinatos. É um filme sobre 5 personagens (mais uma). O argumento é demasiado realista no estudo das vítimas para não se tornar desinteressante nas longas sequências, mas suficientemente irrealista na personagem etérea da Noiva, para dar aquela magia cinematográfica e apelo universal ao filme. E a fluidez da filmagem de Truffaut, espirituosamente realista, minimiza o impacto de cada cena, de forma a que o clímax (já esperado), possa ser mesmo assim chocante.Não é por acaso que este é um dos grandes sucessos de bilheteira de Truffaut. É raro um filme tão bom ser tão simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8427767607570058888?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8427767607570058888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/nao-nao-foi-o-quentin-tarantino-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8427767607570058888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8427767607570058888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/10/nao-nao-foi-o-quentin-tarantino-quem.html' title='La mariée était en noir (1968)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zHP-1PXhImI/TohxdhlOfNI/AAAAAAAAAcw/XrFzKqyylZM/s72-c/affiche-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5387626419489738452</id><published>2011-09-18T10:49:00.000+01:00</published><updated>2011-12-15T15:20:10.194Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>‘Midnight in Paris’ (2011)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FR4-BmgFW7s/TnW-e4Aq3mI/AAAAAAAAAco/KADW-2RfMlo/s1600/5843_5949511633.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-FR4-BmgFW7s/TnW-e4Aq3mI/AAAAAAAAAco/KADW-2RfMlo/s400/5843_5949511633.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há poucas coisas que são certas na vida. Mas uma delas é que Woody Allen faz um filme por ano, e que esse filme, embora pecando por possuir o mesmo tom e estilo ano após ano, terá sempre um certo nível de qualidade, e possuirá mais uma contribuição de magia (mesmo que pequena) ao grande ecrã.Uma das vantagens de lançar filmes ‘parecidos’ todos os anos, é que quando se faz um filme menos conseguido (perífrase para mau), facilmente este é esquecido pelo público com o lançamento do seguinte. O fraco ‘Melinda and Melinda’ foi seguido do genial ‘Match Point’; os esquecidos ‘September’ e ‘Another Woman’ foram seguidos pelos muito melhores ‘Crimes and Misdemeanors’ e ‘Alice’. Da mesma forma, o (muito) fraco ‘You Will Meet a Tall Dark Stranger’ é seguido por uma das melhores contribuições recentes de Allen, ‘Midnight in Paris’, que se encaixa nos seu estilo ‘romanticismo em cidade famosas, com um toque de misticismo’. Após ‘Alice’, ‘Scoop’, ‘A Midsummer Night's Sex Comedy’, entre outros, este é um filme que acrescenta um toque de fantástico à fórmula clássica de Allen. Owen Wilson é mais um numa longa lista de actores que tenta imitar o estilo desconexo das personagens principais interpretadas pelo próprio Allen (só Larry David chegou perto). Contudo convence, embora o seu discurso arrastado chegue a ser enervante. Representa o papel de um argumentista de Hollywood, noivo de uma Rachel MacAdams facilmente esquecida (mais uma vez!). Juntos, passam férias em Paris, na companhia dos pais dela (que não gostam dele) e de um casal amigo dela (do qual Wilson, por sua vez, não gosta). Farto de visitar museus e monumentos em tão enfadonha companhia, Wilson, algo bebido, está numa certa rua da cidade Parisiense ao bater da meia-noite, e, tal Cinderela, uma carruagem aparece transportando-o para os anos 20 da cidade boémia. Lá conhece Cole Porter, Scott Fritzgerald, Salvador Dali (um hilariante Adrien Brody), Luis Bunuel, Picasso e muitas outras personalidades, bem como uma charmosa (desconhecida) modelo, interpretada com uma imensa joie de vivre por Marion Cotillard, por quem se apaixona. Noite após noite, Wilson regressa ao mesmo sítio, e, ao bater da meia-noite, é sempre transportado para essa era mágica, onde os famosos o ajudam a compreender-se a si próprio, a escrever o seu romance, e a ganhar uma nova paixão pela vida, que o mundo ‘real’, nem a sua noiva, lhe podiam oferecer.Os filmes recentes de Woody Allen, e este sem excepção, são concebidos com bases de muito bons argumentos e interpretações. Contudo, as cenas são filmadas com base nestes diálogos e interpretações. A câmara aponta, filma, a cena acaba e passa-se para a seguinte. Falta uma vibração, um elo de ligação que dê um ritmo ao filme. Em muitos filmes, esse elo era o próprio Allen, cuja maneira electrizante de actuar enchia-os de ritmo. ‘Midnight in Paris’, a ter falhas, é essa, tudo se passa no mesmo comprimento de onda.De resto, o filme é mágico, principalmente se o espectador estiver familiarizado com as várias celebridades dos anos 20 que pontilham o ecrã. Mas mesmo se não estiver, o romance ‘à antiga’ que o filme proporciona é suficiente para cativar, embora, neste caso, as partes com as celebridades e as piadas internas possam tornar-se maçadoras. Mas acima de tudo é a moral à qual o filme chega que é a sua jóia da coroa. O que define uma era? O que faz dela boa? Devemos manter-nos ligados ao passado e à riqueza que nele se criou, ou devemos encontrar a nossa própria magia e riqueza no presente, aqui e agora? Wilson chega às suas respostas no clímax do filme. O público, sem dúvida, tirará as suas próprias conclusões.Com 76 anos, Allen não perdeu o dom. Como no passado, prova que após um filme mau, tem sempre energia e talento para fazer um bem melhor. Dos quase 50 filmes de Allen, este é certamente um daqueles que será lembrado. Tem menos piadas, menos romance, mas tem magia.Ah, e claro, é um postal ilustrado de amor a Paris, rivalizando com o postal ilustrado de amor a Nova Iorque que era ‘Manhattan’. E, por o ser, há uma cena no cais preferido de Allen, onde já filmara com Peter Sellers em ‘What’s New Pussycat’ e a cena de dança flutuante de ‘Everyone Says I Love You’. Uma para os fãs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5387626419489738452?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5387626419489738452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/midnight-in-paris-2011.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5387626419489738452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5387626419489738452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/midnight-in-paris-2011.html' title='‘Midnight in Paris’ (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FR4-BmgFW7s/TnW-e4Aq3mI/AAAAAAAAAco/KADW-2RfMlo/s72-c/5843_5949511633.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3111783354324050731</id><published>2011-09-16T14:43:00.002+01:00</published><updated>2011-09-16T14:43:30.216+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Secret of NIMH (1982)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cfV_dLLrGeo/TnNRBVgnq4I/AAAAAAAAAcg/latJ8la3jlE/s1600/the-secret-of-nimh-movie-poster-1982-1020230374.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="274" src="http://2.bp.blogspot.com/-cfV_dLLrGeo/TnNRBVgnq4I/AAAAAAAAAcg/latJ8la3jlE/s400/the-secret-of-nimh-movie-poster-1982-1020230374.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;'The Secret of NIHM' é um filme de animação cuja história é substancialmente simples e até um pouco desinteressante (apesar de altamente imaginativa), mas que possui uma incontestável riqueza visual, alternando tons sombrios com paletes de cor vividas e extremamente cativantes. Como história e apelo às crianças pode deixar algo a desejar (apesar de algumas personagens absolutamente geniais), mas como uma obra de arte do desenho e da animação está num patamar absolutamente intocável.Não é por acaso que o seu criador, o realizador Don Bluth, aprendeu o seu ofício da Disney, e chegou a contribuir, como animador, nas produções do final dos anos 70, início dos anos 80:' Robin Hood', 'The rescuers - Bernardo e Bianca', e 'The fox and the Hound - Papuça e Dentuça'. Propondo NIHM à Disney, Bluth viu a luz verde negada, por os produtores do grande estúdio considerarem a história demasiado sombria. Ressentido, Bluth abandonou o estúdio para criar a própria Bluth Productions, levando consigo os produtores/animadores  John Pomeroy e Gary Goldman, bem como mais 20 animadores, descontentes com a Disney (Tim Burton, também da Disney, abandonaria o estúdio pouco tempo depois, também insatisfeito com o facto de não o deixarem perseguir os seus intuitos mais sombrios....).NIHM foi a primeira produção da recém criada Bluth Productions, um estúdio que, auxiliado pelo génio e qualidade gráfica de Bluth, e as capacidades produtivas de Spielberg, produziria ouro de animação nos anos 80, com 'Fievel - An American Tail' (1986) e  'Land Before Time - Em Busca do Vale Encantado' (1988), filmes que ficaram no imaginário de uma geração (a minha, por sinal!) numa altura em que a própria Disney apresentava produções menores, até renascer com 'Little Mermaid' em 1989. Aliás, Bluth foi a primeira pessoa a debater-se com a Disney no mercado da animação (que hoje conhece a Pixar, a Dreamworks, o Blu-Sky Studios,...), e NIHM foi, na altura do seu lançamento, a mais cara e maior produção de animação de sempre, que não da Disney.A história centra-se à volta da Sra.Brisby, uma ratinha (animal preferido de Bluth?) que perdeu o marido em circunstâncias misteriosas e que agora procura criar os filhos sozinha no buraco onde vivem, debaixo de uma pedra num quintal de uma vivenda. Quando um dos filhos adoece, a sra. Brisby (auxiliada por um hilariante corvo com a voz impagável de Dom DeLuise) consulta um rato ancião, e mais tarde uma sábia coruja, para procurar a cura. Entretanto, os humanos vão arar o jardim, pondo em risco a sua casa, e o seu filho doente, que não se consegue deslocar nem sair da cama. Correndo contra o tempo, a Sra. Brisby pede auxílio aos líderes da colónia de ratos, ratos super-inteligentes (alguns com poderes mágicos) resultado de experiências genéticas na misteriosa NIHM, pouco sabendo que o seu falecido marido tem mais a ver com eles do que imagina. Quando luta para salvar o filho, o segredo de NIHM é desvendado a pouco a pouco, e o mistério por detrás da colónia de ratos, e da sua relação com os humanos das casas circundantes, torna-se clara.Ao princípio é difícil perceber a história do filme. O filme perde-se entre cenas misteriosas (relatadas pelo rato velho e sábio Nicodemus- voz de Derek Jacobi), e cenas hilariantes (com o corvo). A sra. Brisby tem muita mais humanidade que a maior parte das personagens dos filmes de animação, mas a meio do filme não se torna mais que uma vítima das circunstâncias, uma espectadora dos eventos que se dividem entre a descoberta do segredo dos ratos e do papel do seu marido (por parte da Sra. Brisby, visto que os da própria colónia já o sabem) e a corrida contra o tempo para salvar o filho. O vilão está num rato que pretende que a colónia fique onde está (pois lá vivem à grande e à francesa, roubando electricidade e comida dos humanos) e que não acredita que os humanos vão arar o terreno e destruir-lhes as casas. O segredo do 'Segredo de NIHM' é magistral, um twist digno dos melhores filmes, mas esta história não será talvez a melhor maneira de o contar, divergindo o filme em tantas direcções que por vezes se torna confuso e desinteressante.Contudo, é a nível visual que NIHM brilha. Fabuloso, e algo que Bluth não repetiu em filmes subsequentes. Como filme de estreia, Bluth queria demarcar o seu território. E demarcou-o como ninguém. É um Van Gogh, quando comparado a obras contemporâneas da Disney. Aliando-se a uma fabulosa banda sonora etérea de Jerry Goldsmith (no mesmo timbre da sua de 'Legend', 1985), NIHM é uma delícia para os olhos e para os ouvidos.Muitas partes são sombrias para as crianças, mas a satisfação visual do todo merece o esforço e algum fechar de olhos nas partes mais assustadoras. Para os adultos, eis aqui um estimulante filme de animação, que peca por um argumento algo desconexo, que parte de uma excelente premissa mas que não a consegue revelar de uma forma interessante. De toda a carreira de Bluth, este não é certamente o filme mais bem amado. Mas é o mais belo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3111783354324050731?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3111783354324050731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/secret-of-nimh-1982.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3111783354324050731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3111783354324050731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/secret-of-nimh-1982.html' title='The Secret of NIMH (1982)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cfV_dLLrGeo/TnNRBVgnq4I/AAAAAAAAAcg/latJ8la3jlE/s72-c/the-secret-of-nimh-movie-poster-1982-1020230374.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-368551835830757106</id><published>2011-09-12T16:01:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T16:02:31.527+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Carta aberta à produção nacional</title><content type='html'>Caros senhores que produzem séries, novelas e filmes portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um infeliz possuidor de uma televisão LG LCD no meu domicílio, e um infortunado assinante da MEO no mesmo domicílio supracitado, de vez em quando, por mero lapso asseguro-vos, tenho a infelicidade e/ou o infortúnio de me deparar com algumas das vossas obras. Assim sendo, e com todo o devido respeito que é devido a senhores tão acima na cadeia alimentar como são os senhores, permitam que um infeliz e/ou infortunado espectador vos faça uma série de perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, onde encontrais os vossos actores? Tudo o que se recusa a fazer anúncios ao Pingo Doce para baixo é peixe para a vossa rede? É o jovem aspirante a actor tão fraco que não encontrais melhor? Não pode ser, visto eu fazer e ver teatro jovem há vários anos e já ter partilhado o palco com gente muito talentosa. Terão eles medo de vós, por algum motivo, e se escondam aquando das audições? Ou sereis vós estrábicos (quiçá zarolhos) em relação ao talento? Sereis vós tão subsídio-dependentes, tão desejosos de agradar a A, B ou C, tão desesperados em ter reconhecimento no Famashow, que não tendes tomates para dizer na cara das pseudo-estrelas que pontilham o vosso pequeno mundo cinematográfico que nenhuma delas sabe actuar? Não vos preocupeis, mandai-as a mim, que eu di-lo-ei por vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, estará o vosso processo produtivo tão corrompido que não possuís meios de dar o texto aos actores antes das filmagens? Novos e velhos, ‘experientes’ (muitas aspas) e inexperientes, todos eles parecem estar a ler os textos pela primeira vez nos cartõezinhos fora de cena, tão articulados tentam ser e tal é a dificuldade que aparentam ter em falar de uma forma fluída e natural. Serão os silêncios constantes, principalmente entre falas, fruto da vossa infelicidade financeira? Não possuis vós um teleponto, tendo tido que contratar um desgraçado barrigudo barbudo para o efeito? Terá este barrigudo barbudo que, sempre que se muda de personagem, pousar o cartão que está a segurar, agachar-se, e levantar o seguinte, originando assim a pausa que se vê no ecrã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, há algum problema de rigidez respeitante aos vossos actores? Certamente não lhes haveis espetado qualquer coisa (uma vassoura?!) traseiro acima antes das gravações? Assegurem-me que não por favor! Ou terão todos eles, sem excepção, sofrido um acidente de ski antes das filmagens, que os impeça de fazer movimentos de coluna? Talvez me respondeis falando-me em marcações de cena. Mas a não ser que me digam que caiu um jarro de super-cola 3, que a meio do voo se misturou com uma Tridente (já mastigada), no preciso local onde o actor devia estar, e que este não se conseguiu descolar como consequência, então não acredito que alguém possa ser tão ou mais preso de movimentos que a múmia do Boris Karloff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, quando tendes actores que estão ombro a ombro, mas a falar um com o outro, estareis por acaso a fazer pouco dos estrábicos? Quando a meio de uma conversa ambas as personagens ficam imóveis, antes de prosseguirem, estareis a fazer pouco dos epilépticos, e das suas ausências? Ou estareis vós, com a música de fundo e os close-ups nos variados silêncios, a fazer uma grande homenagem ao Sergio Leone e o ignorante sou eu? Quando mostrais crianças de 7 anos a dizer frases com a complexidade gramatical de uma pessoa de 40, estareis a fazer pouco das crianças sobredotadas? Quando 90% das saídas de cena são feitas com as palavras (já no novo acordo ortográfico) ‘bora, bora’, estareis vós a fazer publicidade ao destino turístico da Polinésia Francesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinto, onde encontrais os vossos argumentistas? Estareis vós a ser solidários com um senhor (ou senhora) que tenha estado fechado num abrigo nuclear na Sibéria nos últimos 30 anos e desconheça como se fala no Mundo normal? Estareis vós a ser solidários com um pobre empregado fabril que após 50 anos de labuta a fazer fivelas de sapatos subitamente ficou desempregado e, infeliz, com a quarta classe, aceitou o emprego que vós lhe propusestes, mesmo não sabendo compor uma frase? Estareis vós a empregar a flor fina da nova geração de escritores portugueses, que sabem usar as palavras do dicionário, mas que se esquecem, preocupados como estão com o dicionário, que há uma diferença muito grande entre a composição frásica da linguagem escrita e a composição frásica da linguagem falada? Estareis vós tão embrenhados na busca de um estilo visual de realização tão absolutamente magnífico (que, lamento desapontá-los, não atingem), que não se conseguem aperceber o quão falso soa cada uma e todas as frases das vossas produções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexto, sabeis vós como se processa uma conversa normal entre duas pessoas? Sois vós autistas? Já alguma vez haveis tentado mudar de plano enquanto uma personagem ainda esta a falar para dar um sentido de continuidade? Sabeis vós que há programas de edição, que se podem descarregar da internet sem qualquer custo, que permitem colocar o som de um plano sobre um outro? Haveis alguma vez experimentado filmar a pessoa B enquanto a A ainda está a falar, e fazer a pessoa B responder mal a A chega ao fim da sua frase, ou está na última palavra, evitando assim pausas morosas, e reproduzindo a vida real? Já alguma vez haveis experimentado editar uma sequência de uma pessoa a entrar num carro, mostrando-a apenas a colocar a mão na porta e cortando para ela a instalar-se dentro do veículo, saltando assim os planos de abrir a porta, meter uma perna, meter a outra perna, esticar o braço e fechar a porta, poupando tempo e dando fluidez à cena, visto que o público faz a ponte mentalmente? Ou achais vós que o público sofre de insónias e que tendes que mostrar tudo, fazendo com que ele adormeça antes de o carro arrancar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sétimo, quando estais na sala de projecção a ver as rushes, que achais de vós próprios? Que achais do público? Achais que nós somos uma cambada de ignorantes sem vontade própria e que aguenta com tudo o que vós quereis espetar-nos pela goela abaixo? Achais que gostamos de ver múmias paralíticas a pavonearem-se de marcação em marcação a debitar frases lidas no teleponto na deixa certa mas com a entoação errada? Achais que gostamos de silêncios para podermos compreender bem o argumento menos complexo que uma história do Winnie the Pooh, mas com muito mais sexo? Achais, muito sinceramente, que o vosso produto tem qualidade? Que é produção nacional com categoria? Que é bom entretenimento? Ou sois vós apenas um conjunto de criancinhas, todas amiguinhas umas das outras, e com vontade de arranjar brincadeiras umas às outras com o dinheirinho do papá? Achais vós por bem usar o meu dinheiro, como contribuinte, para me encher a televisão de miséria, da qual não se tem nojo, apenas pena; pena da tristeza completa que são actores, argumentistas e realizadores, pena de nenhum deles se aperceber (pelo menos publicamente), da mixórdia que está a fazer, só porque as galas, as revistas e os paparazzi não os largam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, e mais importante que tudo, achais por bem dar à vossa personagem principal do ‘Pai à Força’ o nome de Miguel Saraiva? Eu asseguro-vos que posso digerir toda a má representação. Posso aguentar os medíocres argumentos. Posso suportar a total incapacidade que os intervenientes têm em compreender o quão idiotas estão a ser. Complicado, dizeis vós? É simples, digo eu. Só preciso de mudar de canal. Mas o que não posso digerir/suportar/aguentar é que manchem a minha reputação, por mais remotamente que seja. Como as coisas estão, posso ter a infelicidade e/ou o infortúnio de alguém me confundir com uma das vossas criações. Miguel Saraiva só pode haver um. E, sinceramente, e com todo o devido respeito que é devido, que seja o melhor dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores cumprimentos&lt;br /&gt;Miguel Saraiva,&lt;br /&gt; (humilde espectador televisivo português)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-368551835830757106?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/368551835830757106/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/carta-aberta-producao-nacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/368551835830757106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/368551835830757106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/carta-aberta-producao-nacional.html' title='Carta aberta à produção nacional'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3370011458749706378</id><published>2011-09-10T19:21:00.003+01:00</published><updated>2011-09-10T20:32:20.903+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Colombiana (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-p9EMYbbjQiI/Tmu7P-J_ibI/AAAAAAAAAcY/ArV4makI7RY/s1600/Colombiana-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-p9EMYbbjQiI/Tmu7P-J_ibI/AAAAAAAAAcY/ArV4makI7RY/s400/Colombiana-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650816040523762098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na categoria de filmes de 'assassinos profissionais', 'Colombiana' é, sem dúvida, uma das melhores entradas recentes. Isto não será sem dúvida por acaso, o argumento é assinado por Luc Besson, que sozinho inventou o formato moderno deste género com 'Nikita' e 'Leon'. Talvez não escolhendo os melhores dos seus argumentos para realizar ('Artur e os Minimeus'?!), Besson tem produzido nos últimos anos argumento atrás de argumento de acção, apesar de muito inconstante (é só comparar 'Bandidas' com 'Taken'). E 'Columbiana' não tem escrúpulos nenhuns em retirar influências claras das melhores destas entradas.  A surpresa de 'Colombiana' no entanto, não está nas suas cenas de acção. Tirando o final climático de bailado balístico e explosivo, há muitas poucas cenas de acção nua e cura dignas de registo ou que já não foram feitas antes. Por outro lado, a assassina, Cataleya, interpretada com um quase profundo instinto felino por uma deslumbrante Zoe Saldana, não tem a impetuosidade nem a dedicação de outras personagens de Besson, como Liam Neeson em 'Taken'. Mas 'Colombiana' tem uma (quase) credível história base, uma profundidade emocional claramente superior a outras entradas do género, e as acções da 'assassina' bem como o desenrolar das cenas não são gratuitas, mas perfeitamente justificáveis. Para além do mais, é dos poucos filmes do género em que as causas e as consequências dos actos da 'assassina', dos polícias que a perseguem e dos mauzões são ponderadas e reflectidas no ecrã. A história é uma de vingança. Cataleya viu os seus pais (da mafia colombiana) serem mortos à sua frente. Consegue fugir e ir ter com o tio na América (embora seja pouco credível como é que uma miúda de 10 anos consegue escapar a 50 capangas com metralhadores pelas ruas de Bogotá!). Treina como assassina e, 15 anos mais tarde, deixa um rasto grande de cadáveres, à medida que aperta o cerco aos assassinos de seus pais. Por um lado, O FBI persegue-a, por outro, o contrabalanço emocional é dado pela relação fugaz que mantém com Michael Vartan, que desconhece a sua verdadeira identidade. São estas cenas que tornam a personagem credível, já que os seus feitos como assassina não o fazem assim tanto. Contudo, o argumento de Besson é sempre inventivo. O filme tem mais interesse na forma como Cataleya entra e sai dos locais bem guardados (uma prisão, uma mansão ultra-vigiada) onde as suas vítimas estão, do que propriamente nas cenas de luta em si. 'Colombiana' convence como um bom filme de acção de sábado à tarde. Apresenta convincentemente os motivos que levam a assassina profissional a agir (tal como 'Leon' o fizera), mas falta-lhe uma pitada de adrenalina, e mais ligação emocional do público à personagem central. O público sabe que Cataleya vai vingar os pais, e torce por ela quando desfila pelas cenas de acção. Mas não está a berrar para o ecrã como estava em 'Taken', nem a sentir cada passo atrás como se fosse um golpe na sua própria cara. O realizador Olivier Megaton convence como um realizador de acção, e não se esquece das cenas mais pessoais, que, sinceramente, estão muito acima das clássicas chapas 5 que pontilham os filmes de acção. Um espectador que espera muita acção não vai tê-la. Mas terá entretenimento com (alguma) substância, no estilo clássico (não para todos) de Besson. Ah, e já ninguém usava tantas condutas de ar para escapar desde os Aliens e do John MacLaine.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3370011458749706378?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3370011458749706378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/colombiana-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3370011458749706378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3370011458749706378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/colombiana-2011.html' title='Colombiana (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-p9EMYbbjQiI/Tmu7P-J_ibI/AAAAAAAAAcY/ArV4makI7RY/s72-c/Colombiana-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7648971066637344916</id><published>2011-09-07T23:40:00.002+01:00</published><updated>2011-09-07T23:43:22.990+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Sobre bons filmes</title><content type='html'>Há três tipos de bons filmes. Os bons filmes das massas, os bons filmes dos pseudo-intelectuais e os bons filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito que se possa debater esta questão, o cinema é um fenómeno de massas, para o bem ou para o mal. Foi criado como uma fonte de entretenimento (e consequentemente de riquezas), e o público-alvo desse entretenimento (e consequentemente o principal gerador dessa riqueza), não é o artista intelectual filantropo. Nem é o crítico de cinema. Nem é o amador bem intencionado com sensibilidade para a arte. O público-alvo é constituído por massas e massas de pessoas que não amam o cinema, que não o respiram a cada segundo, que não o consomem com cada batida do seu coração, que não têm um vasto conhecimento de géneros, técnicas e estilos, e que se estão marimbando para o estilo visual, para o fluir do argumento, para o facto de o filme já ter sido ou não feito há 50 anos (e melhor), e que só pretendem uma boa dose de entretenimento durante 2 horas. E ainda bem para eles. São eles que dão de comer (e as casas nas Hills) àquela gente toda lá na Califórnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quem produz filmes, por muita ambição artística que possa ter, quer comer ao fim do mês (e ter a tal casa nas Hills). Ao contrário da crença geral, a maior parte dos filmes não faz (muito) dinheiro. Anda ela por ela na relação custo-receita. Contudo, um filme de grande sucesso pode, com esse lucro, não só dar as respectivas casas nas Hills, como igualmente financiar uma série de outros filmes, e compensar o desaire financeiro dos restantes. Com os biliões que o Cameron recebeu das receitas do ‘Titanic’ e do ‘Avatar’, pode, muito honestamente, fazer fiascos de bilheteira até ao fim da vida, sem deixar de ser multimilionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é precisamente aqui que entram os bons filmes das massas. Se eu consigo atrair uma quantidade inusitada de indivíduos crentes a uma sala de cinema, então ainda bem para mim, porque então o meu filme só pode ser bom… bem, pelo menos para o propósito a que me proponho, que é, sejamos sinceros, fazer dinheiro. E até pode ser que o dito até tenha (alguma) qualidade cinematográfica. Quando tem, todos ficam contentes. O público fica contente, os críticos ficam contentes, os tipos que querem a casa nas Hills ficam contentes, e eu fico contente. É uma festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não tiver, não há problema. A partir do momento em que se compra um bilhete, o negócio está feito. A qualidade é irrelevante. O estimado comprador desse bilhete pode nem gostar do filme. Não interessa, já comprou o bilhete. O estimado comprador pode até nem entrar na sala, pode ter uma crise intestinal e ir para casa. Não interessa, já comprou o bilhete. Antigamente (como quem diz, até ao final dos anos 80), um filme podia ficar mais de 6 meses nas salas do cinema. Clássicos recentes como o “Regresso ao Futuro” ou “O Silêncio dos Inocentes” levaram meses nas salas até serem notados e ganharem momento. Agora, os filmes estão nas salas 3 semanas, e todo o seu futuro rege-se à volta do fim de semana da abertura. Três dias definem o sucesso ou o insucesso de um projecto que demorou 3 anos a conceber. Já não há o descobrir de um filme pelo público. Já não há a palavra de boca. Não, tudo se desenvolve à priori. Deste modo, um filme já é lançado como sendo bom ou mau. Já é lançado um fiasco ou um estrondoso sucesso de bilheteira. Voltando ao exemplo dos bicharocos azuis do Avatar, é fidedigno dizer que antes do filme estrear já o burburinho à volta do filme era colossal, já era obrigatório ir vê-lo, já era o maior e mais espectacular filme de todos os tempos, e quem não fosse vê-lo ia viver uma vida infeliz e miserável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a opinião do público em geral (e de muitos críticos infelizmente) fica totalmente condicionada ‘em antes’ de ver o filme propriamente dito. Como? Se se mostrar um filme a alguém e se disser, ‘este filme não presta, não ganhou prémio nenhum e eu não gostei nem tu vais gostar’, uma pessoa vê-o sem espectativas, pode ser surpreendida por um ou outro pormenor, mas não os retém, porque só se vai fixar nos aspectos maus de que ouviu falar. Por outro lado se mostrar o mesmo filme e disser ‘este filme é muito bom, é uma obra prima, vai ganhar os Óscares’, uma pessoa vai vê-lo cheia de espectativas e vai-se agarrar ao tal um ou outro pormenor para corroborar a ideia pré-concebida, e não se vai fixar nos aspectos maus, de que nunca ouviu falar, mesmo que este os tenha em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, há certamente bons filmes de massas. Servem o seu propósito e divertem. E fazer muitos milhões não é sinónimo de ser mau. O ‘Avatar’ era um filme com fabulosos efeitos especiais, mas cujo argumento era mais batido que uma mousse de chocolate estragado. Mas isso não o impediu de quase ganhar os Óscares. Porquê? Porque era um bom filme das massas, isso não haja dúvidas, e porque foi distribuído como um filme vencedor. E viva o entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, ‘O Discurso do Rei’ era um filme banalíssimo, que foi distribuído como a nona maravilha do mundo moderno nestes tempos de crise (a oitava dos tempos de crise foi o ‘Slumdog Millionaire’). Filmes como ‘O Discurso do Rei’ são feitos três ou quatro vezes por ano há cerca de 80 anos (um terço deles com o Geoffrey Rush como mentor). Desde nadadores deficientes a chegarem a medalhistas olímpicos, a pessoas disfuncionais a encontrarem a felicidade, a soldados amputados a arranjarem forças para ir a público falar dos horrores da guerra, a reis gagos a aprenderem a falar, este tipo de filme de inspiração é um dos géneros chave da história do cinema. O que distingue esta obra de 2010 das restantes? Talvez o facto de as pessoas não verem filmes antigos e desconhecerem o género? Talvez o seu set-design, que era fabuloso? Talvez os seus actores, que eram dos melhores ‘in the business’? Poderia ser, mas ‘O Discurso do Rei’ ganhou Óscar de melhor argumento! Argumento! Um argumento que, para além de ser mais batido que uma mousse de chocolate estragado, é compartimentado em 4 cenas que se repetem em círculo: 1) rei chateia-se com professor, 2) cena histórica/revista cor-de-rosa-bastidores-dos-famosos para encher, 3) rei perde perdão a professor, 4) cena a exibir a actual rainha em criança; e volta a 1). No fim do tal filme oscarizado, um Rei gago, nascido num berço de ouro, faz um discurso banal à sua nação (algo que não é mais que a sua obrigação note-se – não é como se fosse um zé ninguém a tentar inspirar um povo, um William Wallace ou um Michael Collins; ele é o rei, e tinha de o fazer, mesmo que não quisesse, tal como se outro qualquer fosse o rei teria de o fazer, gago ou não, e provavelmente com as mesmas frases, visto que há assessores de imprensa que escrevem estes discursos) – faz um discurso banal à nação, dizia eu, e o filme leva-nos a crer que tudo está bem. Hitler vai conquistar a Europa, Hitler vai matar 6 milhões de judeus? Não há crise, está tudo bem, estamos salvos, o Rei fez o discurso sem gaguejar…. Patético!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ‘O Discurso do Rei’ foi aclamado em todo o lado como a melhor coisa desde que o homem pisou a Lua. Porquê? Porque, mais uma vez, era um bom filme das massas, mesmo sem ter os bonequinhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom filme dos pseudo-intelectuais é um daqueles filmes que são feitos no reverso da medalha dos anteriores. Os das massas têm como objectivos o lucro e o entretenimento. Os dos pseudo-intelectuais não. São animais de festivais, de reputação artística, de expressão egocêntrica. Mesmo assim, não há crime nisso. Cada um expressa-se como quiser. E o cinema é uma forma de arte como qualquer outra. Demy, Fellini, Mizogushi criaram os seus próprios universos e não se saíram nada mal, diga-se de passagem. O crime está quando o filme não é bom e é impingido a um público como uma obra-prima só porque não é convencional. Isso é que eu já não suporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos filmes não convencionais americanos é independente. Esses não devem nada a ninguém e servem como uma plataforma de partida para actores e realizadores. Como ninguém é conhecido, o filme, por consequência, também não pode ser. E se é bom, é ‘surpreendente’, e não uma ‘obra-prima’. Os filmes não convencionais que são feitos em Hollywood servem para dar reputação aos actores, para que quando entrem nos das massas, a massa a entrar seja maior. E os que resultam são descartados como ‘um bom esforço’ e nada mais, embora muitos deles sejam até muito (mas mesmo muito) bons. Mas quando falamos dos filmes não convencionais europeus… bem, isso é bem diferente. Qualquer estudo visual e de argumento desconexo que surja de Israel, Turquia ou Kosovo já é um ‘exercício belíssimo de união entre o ser e o etéreo’. O filme é julgado por o realizador ser um animal de festivais, por viver num país em guerra, por fazer o filme sem um orçamento estupidamente elevado, e por ter um burro a pastar. Na realidade é julgado por tudo menos pelo filme em si. E isso não está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui um pequeno pormenor que escapa à maior parte das pessoas. Na América, os estúdios têm que se auto-financiar. Portanto, os filmes das massas têm que fazer dinheiro para que possam subsidiar os filmes artísticos que se possam fazer eventualmente. Mesmo assim, nenhum produtor vai querer injectar dinheiro num filme arriscado, mesmo que esteja concebido como uma belíssima obra, que perdurará para sempre nos anais do cinema. Geralmente, os famosos, quando fazem estes ‘filmes-fora’, usam o seu nome ou influência para realizar os seus projectos do coração, e muitas vezes fazem acordos com os estúdios para conseguirem levar a sua avante. Já nos anos 50, John Ford fez ‘Rio Grande’ contra sua vontade para o estúdio lhe financiar a obra-prima ‘The Quiet Man’ de 1952. Mel Gibson usou os infindáveis lucros da ‘Paixão de Cristo’ para fazer ‘Apocalypto’. Até a Selma Hayek e o Kevin Spacey pedincharam a todas as portas e cobraram todos os favores que podiam para fazerem, respectivamente a ‘Frida’ e o ‘Beyond the Sea’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na Europa não há sistema de estúdios. A maior parte dos filmes é realizado a fundo perdido, e o realizador está-se a marimbar se o filme é um sucesso financeiro ou não. O patrocínio dos governos, dos fundos europeus e das televisões estatais que todos os anos são dados aos amiguinhos degeneraram a qualidade de apelo às massas que os filmes poderiam ter. Claro que fizeram aumentar o seu foro artístico, como é óbvio, mas anos e anos deste vício, sem controlo (visto que os fundos aos amiguinhos permanecem sempre, inclusive cá em Portugal), levou progressivamente a estudos cada vez mais egocêntricos de arte que em Hollywood nunca seriam permitidos. O que começou como uma excelente atitude de dar liberdade artística e visual e criar obras de arte cinematográfica chegou ao topo da sua distribuição normal, e agora é sempre a descer, porque embrenhados, desdenharam o mais importante… desdenharam o público. Se eu posso gastar X num filme com total liberdade, sem me preocupar se vou vender 1 ou 100 mil bilhetes, porque o dinheiro gasto não é meu, então eu vou fazer o que me apetece. E os realizadores europeus (e portugueses) estão há demasiado tempo a fazer o que lhes apetece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, estes filmes morosos, incompreensíveis, visualmente interessantes são sempre uma obra de arte para o crítico. Então se for ‘cinema verité’ (ou um suposto ‘cinema verité’, que nunca é), então… ui, nem se fala! Esquece o argumento, a coerência ou os actores. Qualquer um destes pode ser execrável. Só a atmosfera – sim, é esta a palavra correcta – a atmosfera do filme é que conta, para um filme ser um bom filme dos pseudo-intelectuais. E como adoram arranjar paralelismos filosóficos que o realizador nunca imaginou! E ele, bom menino que é, abana a cabeça em assentamento quando o confrontam com a sua própria magnificência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior, a maior parte dos filmes bons dos pseudo-intelectuais tem um tema. Se é sobre o aborto, é uma obra-prima. Se tem drogados pedófilos é imortal. Se uma mãe adolescente tem SIDA é magnífico. Se tem dois cowboys gays é do caneco. Reitero… PATÉTICO. Um tema não faz um filme, tanto como um actor não o faz, nem um director de fotografia. Se o filme tem dois cowboys gays, mas é mais moroso que um burro perneta, e tem um argumento mais forçado que uma telenovela brasileira de dia de semana à tarde, então não é o facto do tratamento da homossexualidade, nem os momentos em que o filme pausa para mostrar paisagem ao som da guitarrinha do Santaolala que lhe dão a sua qualidade. Salta à vista? Não, não salta! Pois o público em geral (e muitos críticos, infelizmente) só têm atenção para metade das coisas (consequência destes tempos modernos, sem dúvida) e geralmente o tema ofusca qualquer compreensão do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, há os bons filmes. E não me interpretam mal, os bons filmes podem surgir de qualquer dos meios anteriormente citados. Não é como é feito, nem quando, nem onde, nem por quem, que faz de um bom filme um bom filme. É o que ele é! Pode ser um blockbuster de Hollywood ou um estudo de burros pernetas feito na Pérsia. Se é bom, é bom! Mas não é bom mediante a condição geográfica, o tema ou o nome associado. É bom porque é bom, e o resto é conversa, ou como quem diz….treta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu vejo um filme, vejo-o sempre como um ente isolado (sequelas, prequelas e remakes exclusive). E faço o meu julgamento livre de qualquer preconceito, bom ou mau. Não me interessa que não goste de um determinado actor. Não me interessa que o realizador só tenha feito maus filmes até então. Não me interessa que o filme tenha ganho Óscar de Melhor Filme ou a Palma D’Ouro. Não me interessa se o filme foi feito durante a guerra do Kosovo, ou se é o primeiro filme do Afeganistão livre. Não me interessa o que diz o Mourinha ou o Augusto. Eu sou o melhor crítico daquilo que eu gosto. Porque é que o primeiro filme do Afeganistão livre tem que ser uma obra prima, só porque é o primeiro filme do Afeganistão livre. Que é que vão fazer a um crítico se ele admitir ‘desculpem, meus caros amigos, isto pode ser o primeiro filme do Afeganistão livre, mas é uma seca do caneco, e a minha filha de 10 anos com a handycam da minha mulher fazia um filme melhor e mais humano’. Vão-lhe bater? E se ele disser ’desculpem, meus caros amigos, lamento imenso que o filme com os bicharocos azuis tenha ganho 3 biliões de dólares na bilheteira, mas foi apenas uma manobra de marketing muito bem feita, porque o filme, como filme, é tão bom como o “Verdade da Mentira”’? O mais provável é ele deixar de fazer parte do clube dos ‘bons’. E quem é o crítico que, após estar bem aninhado no seu tacho, quer deixar de fazer parte do clube dos ‘bons’? Os críticos que o fazem geralmente acabam em realizadores, ou então morrem de fome debaixo da ponte, ostracizados e esquecidos. E um deles ganhou o Pulitzer. Os restantes só posso deduzir que tenham medo de deixar o poleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o maior problema deles é verem demasiados filmes modernos. Todas as semanas lá têm que ir ver montes e montes de tralhas que estreiam e que estão a anos-luz da produção cinematográfica de há 50 anos. Portanto, até posso compreender que o que vem do Irão seja uma lufada de ar fresco quando comparada com o remake do ‘Conan o Bárbaro’. E depois aparecem os da Empire com a edição dos seus 500 filmes 5 estrelas e ainda têm a lata de dizer que as décadas de 1990 e 2000 são as que têm mais filmes 5 estrelas. Simplesmente porque a revista tem 20 anos! Mas é óbvio! É mais fácil dar 5 estrelas a outsiders contemporâneos com alguma qualidade que daqui a 10 anos ninguém se lembra que existiram, e que eles viram porque foram ao cinema em magote com uma resma de convites, do que dar 5 estrelas a um filme mil vezes melhor feito há 60 anos, mas que não é daqueles que vem nos livros e que foi esquecido, e por isso não o viram... Se vissem todos os bons filmes dos anos 40, davam 5 estrelas a todos sem dúvida. Para informação, há filmes nos anos 40 para além do ‘Citizen Kane’ e do ‘Casablanca’. Para informação, os menosprezados filmes do Orson Wells (que não têm 5 estrelas na Empire), ou o ‘Rashomon’ do Kurosawa (que, escandalosamente, não tem 5 estrelas na Empire) estão cazigliões de anos-luz do ‘Discurso do Rei’ (que tem 5 estrelas na Empire).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vi tudo destas últimas duas décadas, e só vou ao cinema uma vez por semana ou de 15 em 15 dias, porque não me pagam nem me arranjam passes à borla. Mas há duas coisas que eu sei. Primeiro que o meu conhecimento sobre filmes ascende o de qualquer um desses marmelos. Posso não ter visto os filmes do Irão ou do Afeganistão, mas sei, por exemplo, quem é o Sam Wood (e esse gaijo fazia filmes do caneco). E segundo, sei que um filme é bom porque é bom, e não porque alguém diz que ele é bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de poder mostrar o ‘O Discurso do Rei’ a alguém que nunca tenha ouvido falar dele, para saber o que realmente pensa, sem ser condicionada. Mas infelizmente não posso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7648971066637344916?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7648971066637344916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/sobre-bons-filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7648971066637344916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7648971066637344916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/09/sobre-bons-filmes.html' title='Sobre bons filmes'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4495170059770663983</id><published>2011-08-20T14:27:00.001+01:00</published><updated>2011-08-20T14:29:05.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Sobre desportos</title><content type='html'>Sinceramente, e digo isto com toda a honestidade que minha sinceridade permite, há desportos que me enervam sobremaneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui, sou, e, se a saúde me permitir, sempre serei um desportista. Um desportista de desportos a sério, bem entendido. Porque se é para me divertir, exercitar e quiçá tonificar (quiçá porque o meu corpo enfezadito continua enfezadito), então que seja com alguma actividade minimamente lógica, interessante, satisfatória e que, acima de tudo, não enerve sobremaneira rapazes honestos e simpáticos como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos a marcha, essa magnífica modalidade do atletismo. Sem me permitem uma questão: mas o que é aquilo? Sinceramente, o que é aquilo? Correr, sim senhora, tem toda a lógica do mundo. Estou com pressa, corro. Quero dar uma volta à pista mais depressa que os meus adversários, corro. Tenho obstáculos à frente, salto barreiras. Mas em que circunstâncias da vida é que uma pessoa faz um movimento de locomoção apressado onde, e passo a citar, ‘se executa uma progressão de passos de maneira que se mantenha sempre contacto com o solo com, pelo menos, um dos pés, sendo que a perna que avança tem que estar recta, (ou seja, não flectida) desde o momento do primeiro contacto com o solo até que se encontre em posição vertical’? Que eu saiba nunca! Se querem andar depressa que corram, não façam um movimento completamente amaricado! Porque diabo é que não podem tirar um dos pés do chão? Porque diabo é que têm de ter a perna recta (ou seja, não flectida)? Só posso concluir que o tipo que inventou a marcha era um corredor que, coitadinho, um dia partiu a perna. Engessado, desgraçado, e não podendo flectir a perna, lá inventou o raio do desporto, para se divertir. E por muito espanto seu, tenho a certeza, a moda pegou. Mas qual é a piada disto? Qual é a lógica? É para seduzir as miúdas aquele dar de ancas? Se é isso, não me parece que resulte. Então só pode ser aquele prazer macabro da perna partida. Qual de nós não pediu as muletas a um amigo engessado, para dar umas curvas? E fizeram disso desporto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o curling, um desporto magnífico, apenas atrás em magnificência do bóccia. O curling poderá ter os maiores conceitos físicos alguma vez aplicados a um desporto. Para jogá-lo poderá ser preciso andar em Harvard, Oxford, Yale, no MIT e na C+S do Cartaxo (por esta ordem). Poderá fazer a delícia das pessoas que fazem exames nacionais: “um jogador de curling lança um peso a 3 km/h que bate noutro localizado a 20 metros de distância, em estado de repouso, sendo que o atrito do chão é…”. Mas se, por breves segundos, esquecermos todas estas considerações, chegamos à rápida conclusão que o curling consiste única e simplesmente em limpar o chão com uma vassoura. Resumindo, é um desporto de limpar o chão. Provavelmente foi inventado por uma empregada da limpeza (perdão, profissional de limpeza). ‘Que fazes com essa vassoura, Clodoalda, hoje não é o teu dia de folga’? ‘É sim, mas vou jogar Curling’! ‘Ah, bom’! Nunca percebi porque é que Portugal não tem uma equipa de curling. Talvez porque os portugueses, orgulhosos como são, não querem ir para a praça pública limpar o chão. Muito menos receber medalhas por isso. Só pode. Os Noruegueses e os Suecos podem. Mas nós não. Estamos acima disso. Mas provavelmente daqui a alguns anos vamos estar em condições de mandar uma equipa. Toda com Ucranianos e PALOPs, que é quem anda a fazer as nossas limpezas. Ou gestores dos bancos. Esses também limpam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos os desportos oficiais americanos, o basebol e o futebol americano. Dizem que o golfe é o desporto dos reformados. Não concordo. No golfe, entre tacadas, ainda se anda a pé, ou se não a pé, ainda se mexe os pulso a conduzir o carrinho. No basebol e no futebol americano, entre jogadas, nem se anda a pé, nem se mexe os pulsos. Não se mexe absolutamente nada. Por cada 5 segundos de jogada há 5 minutos de pausa. Sem dúvida porque os 5 segundos devem ser extremamente esgotantes. Mexer num chapéu e fazer sinais com o nariz é deveras esgotante. Ah, e cuspir para o chão. Esgota as glândulas. Não admira que os americanos sejam lentos de raciocínio. Até no desporto precisam de largos períodos de pausa antes de passar à acção. Contudo essa acção é sempre intensa. O desporto é que não. Mas os americanos sabem sempre ser eficientes. Por exemplo, o desporto é concebido de maneira ao público poder descansar. Cura insónias. E ainda dizem mal do seu sistema de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o futebol. Sim, o futebol, nomeadamente o futebol das classes mais jovens. As esperanças dizem eles. As esperanças que não são contratados por clubes da primeira divisão portuguesa. As esperanças que ninguém conhece, ninguém sabe, nem quer saber. As esperanças que não têm esperança. As esperanças que não recebem homenagens no Parque Eduardo Sétimo antes de partir. As esperanças que não têm direito a bandeiras nas janelas. As esperanças que não são Nani, nem Ronaldo, nem Miguel Veloso, essa maravilhosa geração que fez maravilhas no último mundial de juniores, essa maravilhosa geração que fez maravilhas nos últimos jogos Olímpicos, com exibições maravilhosamente vergonhosas. As esperanças cujos primeiros jogos na Colômbia nem sequer foram publicitados. As esperanças cujos resumos nem sequer davam no telejornal no dia seguinte. Até ao dia em que se qualificam. E aí tudo muda. E aí já são a geração coragem. Aí já são a selecção das estrelas do colectivo. Aí já há reportagens de analogia com a geração de ouro de 89 e 91. Aí já a TMN apoia a selecção. Onde estava a TMN quando partiram? Onde estavam os jornais, as bandeiras, as homenagens no Parque Eduardo Sétimo? Estes rapazes fizeram mais do que qualquer selecção de esperanças nos últimos 20 anos. Estes rapazes fizeram aquilo que os Nanis, os Coentrões, os Velosos nunca fizeram. A estes rapazes ninguém dá cavaco. Podem jogar pouco, mas jogam com garra. Não são umas sanguessugas que se agarram ao mérito que não têm, nem ao nome que adquiriram porque conhecem A, B ou C, ou jogam aqui ou ali. Estes rapazes deviam mandar todas as sanguessugas de jornalistas, comentadores, TMNs, empresários dar a volta ao bilhar grande, porque sem apoios, sem nome, sem publicidade, sem homenagens conseguiram verdadeiramente ser campeões. E provaram-no no campo. Não na conferência de imprensa. Não no Parque Eduardo Sétimo. Força Portugal! Esta noite, espetem o campeonato pela goela abaixo desses mafarricos. E que vão para o diabo essas sanguessugas, porque esses sim, sinceramente, enervam-me sobremaneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4495170059770663983?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4495170059770663983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/sobre-desportos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4495170059770663983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4495170059770663983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/sobre-desportos.html' title='Sobre desportos'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8815094237743708550</id><published>2011-08-14T14:02:00.005+01:00</published><updated>2011-08-14T14:52:57.670+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Up (2009)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-yRILDwU3ErY/TkfQkJ28uAI/AAAAAAAAAcQ/-_RnE8_f5VU/s1600/UP_Poster1500.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yRILDwU3ErY/TkfQkJ28uAI/AAAAAAAAAcQ/-_RnE8_f5VU/s400/UP_Poster1500.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640706377845094402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Weeks before "Up" came out back in the Summer of 2009 it was already hailed as the best animated feature ever made, and the Oscar (which it eventually got 6 months later) was already in the bag. There is no smoke without fire, true, but when that happens it's just clever marketing, often unsubstantiated. Yet everyone repeated that even before they saw the movie, so when they did, their minds were made up beforehand, and failed to see the inconsistencies it had! After "Wall-E", Pixar continued its "social pictures" knowing that nowadays you just need to hint at a theme to make a movie good. "Ratatouille" is one of the best Pixar films, if not the best, much better than "Up" or "Wall-E" but because it had not a "save the environment" or "elderly people are still people" theme, it was much less talked about. Don't get me wrong, "Up" is good, is very good, but it keeps with Pixar's tradition of only working out concepts and applying them skilfully just enough to make it stick, and then fill the picture around it. "Toy Story 3" is amazingly brilliant the second 45 minutes. The first 45 are boring as hell, a repetition of the first 2 Toy Stories, and with scenes which repeat themselves non-stop just to hit that middle-of-the-film mark so that the action can start. In "Up" it's the other way around, the first half of the film is fantastic, and then, again because of the 101 screenwriting rules (the need to be a villain) the movie hits a dead end. See Miyazaki's "Tonari no Totoro" (1988). Here is a film without villains, without drama, without all-is-lost scenes just before the big climatic ending. It just has that thrill to be young and be alive told with beautiful imagery. But americans would never understand that... "Up" has, quite simply, the best character development ever put on film. For the first 10 minutes, we see the entire life of Carl Fredricksen (voiced by Ed Asner), we understand his condition, his humanity, we know everything there is to know about him... and he doesn't speak once! In 10 minutes, with the beautiful score by Michael Giacchino (Oscar winner due to this scene, because the rest of the score is just average), he grows from boy to man, from man to old age, along side his wife, who eventually dies of old age. If you are not crying at the end of the first scene, then your heart is made of stone. It is just amazing, and rivals all the scenes you can throw at it, from "Casablanca" to "It's a wonderful life". And then he ties balloons to his house and flies away to seek Paradise falls, a place which he promised to take his wife but never did. Unfortunately, a scouts boy Russell (voiced by Jordan Nagai) is stuck along for the ride, but that's ok. The movie is still heartfelt, endearing and with beautiful animation. Yet all is destroyed because the screenwriting classes tell that a movie needs a villain. Well, this one didn't. Obviously we see the filmmakers reaching a dead end, because the early scenes in Paradise falls have the same dialog between Fredricksen and Russell over and over again. And in comes Christopher Plummer, an explorer seeking a rare bird. But how is that a villain? For all I can grasp, he claimed the bird existed but no-one believed him, so he seeks it out, and has been doing so for 50 years. He says he wants to prove the bird exists. Ok. So he wants to capture it, show it, prove his point and then.. what? Send it back to the wilderness or throw it in a zoo, perhaps? Obvious deduction but the movie doesn't make it. The movie treats the initial piece of information as a threat. No-one talks of killing the bird. No-one says that he isn't going to take it back to the wilderness once he proves it exists. Or is Pixar trying to send a message against zoos? Instead they make him do unbelievable things as going after everybody with a shotgun or killing anyone who tries to take the bird. But if they did, they would prove the bird existed anyway, so it should be all the same to Plummer! Anyway, "Up" fails because the plot needs to go through all those cliche-writer's class steps. If not for that, it would be brilliant. Fantastic portrayal of a character (Fredricksen), fantastic animation/score interaction, and a moving and heartfelt story. They shoud have a blu ray option that takes the villain parts out of it. Then you would really have material to rival "Tonari no Totoro", and it would truly be one of the best animated features ever. Pity filmmaking today is about ideas, and half-made stuff. And awards the same. As soon as I saw those 10 minutes in the movie theater the day the movie premiered I said "Giacchino will win the Oscar". And he did! Because the music stood alone and everybody listened to it. That's how Gustavo Santaolalla won back-to-back Oscars in movies with almost source soundtracks. Because his 5 minutes of composed music were in slow motions or establishing shots, with the volume turned out loud so that no-one could miss it. There can be better scores, but if they are embedded in the picture (say in action scenes) one only listens to it instinctively without knowing it or if one buys the cd. So that never wins, even though it can be a better soundtrack. "Up" is more than a great picture, it's a great marketing feet, and a lesson to all filmmakers out there in "what scenes I need to put in my picture to make it a success, regardless of all the rest of it". But boy, those few scenes really are something, regardless of all the rest of it! &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8815094237743708550?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8815094237743708550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/up-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8815094237743708550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8815094237743708550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/up-2009.html' title='Up (2009)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yRILDwU3ErY/TkfQkJ28uAI/AAAAAAAAAcQ/-_RnE8_f5VU/s72-c/UP_Poster1500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-963263363308025661</id><published>2011-08-11T22:12:00.004+01:00</published><updated>2011-08-11T22:57:41.002+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Rise of the Planet of the Apes (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-f0mYLJgXFHc/TkRNTaVHw-I/AAAAAAAAAcI/96t1xm1Plsw/s1600/Rise-of-the-Planet-of-the-Apes_poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-f0mYLJgXFHc/TkRNTaVHw-I/AAAAAAAAAcI/96t1xm1Plsw/s400/Rise-of-the-Planet-of-the-Apes_poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639717629255468002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aside from the original "Planet of the Apes" (1968), this is, quite simply, the best film to come out of the franchise. Actually this is not that difficult, as the 70s four sequels were nothing more than B-pictures ('Beneath the Planet of the Apes', 1970, is particularly ghastly), and Tim Burton's 2001 remake took so many liberties that it forgot what is was all about. But "Rise of the Planet of the Apes" not only gives a fresh view as to the origin of the ape planet, it also delivers a good emotional story-line, combined with an action ape-packed last third of the picture. So, all in all, a successful summer blockbuster, although, off course, it will not win any awards. The story of the birth of the planet of the apes, and of the first talking ape, Caesar, who led the rebellion, was portrayed in "Escape from the Planet of the Apes" (1971) and "Conquest of the..." (1972). Here the story is completely different. Caesar is not the son of ape time travelers, but a mere ape whose mother was a lab-rat (or rather ape) for James Franco's Alzheimer cure research. After something goes wrong the experiments are shut down and all the apes are killed except little Caesar. Franco takes him to his house and raises him. The cure for Alzheimer stimulates brain cells so Caesar becomes super smart. There are surprising sub-plots (surprising for this kind of picture), which were a breath of fresh air. Namely Franco father's battle against Alzheimer (great performance by John Litghow), and Caesar coming of age, curious of the world, of people, of games, of love. There is also Freida Pinto, a veterinarian, who is Franco's girlfriend, whose character is rather irrelevant, but helps to give the picture a more human scope. For that, it is a success, for human background drama usually is nonexistent in such films. Eventually the caged apes are pushed too far and Caesar chooses to be free from humans and starts a rebellious escape, and that's the action packed last third of the film. They conquer the planet? No way, they just reach the forests near San Francisco, but its a good solid start for a sequel. For those who know the franchise, there are a couple of almost hidden nods to the events of the original film, so it's solid prequel material, eclipsing off course the 70s sequels and their stupid storyline. There are however two stupid things: first Tom Felton (Malfoy from Harry Potter) delivering the "take your stinking paws" line from Charlton Heston. Worse line-delivery I have ever seen, completely ruining a classic cinema line. And second, because the filmmakers obviously realised that an event in San Francisco couldn't represent the whole planet (a mistake made in the originals) they decided to give the apes a hand, so there is also a subplot of a human "12 monkeys"-style virus. Ridiculous. Let the apes conquer the earth for themselves! Although the originals had Oscar-winning ape-makeup, nothing compares to Motion Capture and the brilliance of Andy Serkis. Absolutely realistic. It is a thrill to watch these apes. This is the prequel that the magnificent original never had. The two form a great pack, although the original is, off course, unbeatable. And forget the other 5 films! Those are just for die-hard fans.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-963263363308025661?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/963263363308025661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/rise-of-planet-of-apes-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/963263363308025661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/963263363308025661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/rise-of-planet-of-apes-2011.html' title='Rise of the Planet of the Apes (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f0mYLJgXFHc/TkRNTaVHw-I/AAAAAAAAAcI/96t1xm1Plsw/s72-c/Rise-of-the-Planet-of-the-Apes_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-765438180950021272</id><published>2011-08-08T22:12:00.002+01:00</published><updated>2011-08-08T22:23:44.449+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Captain America: The First Avenger (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-31CK_lhwSvw/TkBT2VMburI/AAAAAAAAAcA/q0sjGX7Hxw0/s1600/captain-america-the-first-avenger-movie-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-31CK_lhwSvw/TkBT2VMburI/AAAAAAAAAcA/q0sjGX7Hxw0/s400/captain-america-the-first-avenger-movie-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638598926335195826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;30 guys with modern laser guns face 30 guys with 1940s rifles in the middle of the German forest. In a sinch, the guys with the rifles knock down the guys with the lasers. Why? Because they are the Allied forces, and can’t lose, even though the germans have a sci-fi armament. “Captain America: The First Avenger”, is the last desperate attempt of Marvel studios to get a film out there before the eagerly anticipated “The Avengers” in 2012. Last year, reviewing “Iron Man 2” I wrote “…the movie's only point is to promote the 2012 movie "The Avengers", which will be a league of super heroes, Iron Man included, leaded by L. Jackson (…) And if they wanted to promote "The Avengers", well, buy a billboard, don't make a movie!”. After seeing another not that good a Marvel movie, all I have to say is: Marvel, ‘Avengers’ better be a hell of a movie. That better be the freakin’ best comic-book hero film adaptation I will ever see in my lifetime, because for the last 4 or 5 years you have been producing film after film with little to offer, but promising a lot at the end, and saying to people ‘well, this was just the build up for the real thing, and the real thing is the Avengers movie next year’.  To put it simply, Captain America (Chris Evans) is a puny Brooklyn nobody who due to a secret experiment gets superhuman strength. Aided by their very own Q (Iron Man’s father Howard Stark), and a lot of gadgets, Captain America leads the Allied soldiers deep into Europe, where they face Nazi dissidents lead by Hugo Weaving (the villain Red Skull), who has the same powers as Captain America. But he has one more thing. He goes to Norway or whatever at the beginning of the movie and finds a God-like artifact which allows him to have laser guns and whatnots. There are other things (unimportant ones), like a great performance by Tommy Lee Jones, but that’s beside the point. The movie consists of 1h of fill-up how-Captain-America-became-Captain-America, and then a second hour which consists of a bunch of disloyal fights. Captain America kicks everybody’s butt because, well, he has superhuman strength. All the Allied forces kick the Nazis’ butt, because everyone knows that bullets are more effective than lasers. And finally, (spoiler alert… but who cares!), when Captain America finally has a worthy opponent, a villain with the same powers, he doesn’t even have to fight for Red Skull to die. Skull dies victim of something else (a stupid thing by the way). I saw the movie with a comic book specialist and he carefully pointed out to me the various nods to the fans, and explained how well the movie reproduced these elements. So I guess that for a connoisseur (not my case) it will have some interesting features. But he also agreed with me in saying that in isolation this movie has little to offer. Fight scenes, explosions, one or other amusing one-liner (Lee Jones’ “I will not kiss you!”), but all in all, mindless entertainment, a disappointing tradition from Marvel Studios, especially in the movies related to “The Avengers”, which appear to be made in such a hurry, that the mere process of filmmaking seems to be forgotten. So, again I repeat: “The Avengers” better be the best comic-book film I will ever see, or else all these movies are pointless. Oh, almost forgot, and what about those Alô-Alô german accents?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-765438180950021272?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/765438180950021272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/captain-america-first-avenger-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/765438180950021272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/765438180950021272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/captain-america-first-avenger-2011.html' title='Captain America: The First Avenger (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-31CK_lhwSvw/TkBT2VMburI/AAAAAAAAAcA/q0sjGX7Hxw0/s72-c/captain-america-the-first-avenger-movie-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2286363929186196943</id><published>2011-08-07T22:25:00.004+01:00</published><updated>2011-08-07T23:15:12.561+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Mona Lisa Smile (2003)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-43ivNZJCGzE/Tj8Lls1uQkI/AAAAAAAAAb4/iDb0Dpewo-w/s1600/Monalisa2sht.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-43ivNZJCGzE/Tj8Lls1uQkI/AAAAAAAAAb4/iDb0Dpewo-w/s400/Monalisa2sht.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638238000810705474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Mona Lisa Smile" is a sort of a "Dead Poets Society" with (and for) women. Yet, Mona Lisa is to Poets what Julia Roberts is to Robin Williams, or the acting talents of Robert Sean Leonard or Ethan Hawk are to the likes of Kirsten Dunst, Julia Stiles or Maggie Gyllenhaal. Not that they are bad, they aren't (Gyllenhall is exceptionally good, for example, as she proved in 'Crazy Heart' or 'Dark Knight'). Yet their face value is greater than their actual depth. Robin Williams is a comedian, but when he needs intensity, he gives it, as he shown in 'Good Will Hunting', 'Bicentennial Man' or Poets. On the other hand, Julia Roberts always gives similar performances, but she smiles a lot, and her smile is captivating. The same happens with "Mona Lisa Smile". Everything looks good, but underneath there is little to see, understand or go about. The action is set in the 50s, in a prestigious private school for woman. Although they are the greatest young minds in the country, they are groomed for etiquette and marriage. And once they marry, they are destined to be housewives. Julia Roberts, an art teacher, arrives to fill a teaching position for the new year. She is broadminded and ready to go against the establishment, trying to instill a sense of individuality and "your life is yours, live it" in the young girls. She will, off course, face the opposition of everyone, from some of the girls (specially Kirten Dunst), to the head master, to the small elite society of the town. And basically that's it. With the exception of the suicide, everything is the same as in Dead Poets, right to the end. But when in Poets we could see believable characters, in Mona Lisa everything is stereotyped. Poets was a movie which could exist beyond the context it portrayed, because the characters were incredibly powerful, a great force that drove the picture. In Mona Lisa, it is the portrayal of that 50s context that's important, and so the characters are sent to the background. They are there just to show said context, so they are superficial and their actions are screenplay actions, not human ones. The movie focuses in 3 or 4 girls in the class, those with a closer bond to Roberts. One has affairs with older teachers, one is trapped in a loveless marriage at 18, one has no prospects of a husband which leaves her a sort of an outcast, all are victims of etiquette and parental control, etc, etc. Each one represents a specific problem of the era, and the scenes they are in exist to give examples of the restrictions and conventions of the time. There is everything here except one girl that needs an abortion. I felt cheated! Honestly, that's the one thing that was missing! What is the point of Mona Lisa? To give a condensed history lesson? If that's it then it's a sort of a success. But as a drama it leaves something to be desired. This does not have a meaning that could have a parallel in present society, nor is the drama of the several characters interesting enough. The acting is good (check out Marcia Gay Harden), set design as well, plunging you right into the decade. Yet, showing only the dated conventions scene after scene, the movie becomes a dated convention as well. Director Mike Newell keeps with his good-directing-not-that-good-a-script, tradition. Even "The Emperor's Club" (2002), a sort of Dead Poets, part II, is better than this.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2286363929186196943?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2286363929186196943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/mona-lisa-smile-2003.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2286363929186196943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2286363929186196943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/mona-lisa-smile-2003.html' title='Mona Lisa Smile (2003)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-43ivNZJCGzE/Tj8Lls1uQkI/AAAAAAAAAb4/iDb0Dpewo-w/s72-c/Monalisa2sht.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2809168416620422799</id><published>2011-08-07T10:01:00.003+01:00</published><updated>2011-08-07T10:37:56.711+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Wings (1927)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-0a2CLUOfbKI/Tj5c70NEO6I/AAAAAAAAAbw/m-FSt9r08Ws/s1600/wings.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0a2CLUOfbKI/Tj5c70NEO6I/AAAAAAAAAbw/m-FSt9r08Ws/s400/wings.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638045966209924002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Wings" is remembered for many things. It is remembered for being the first film to win the Oscar for Best Picture back in 1927 (Best Production they called it), and the only silent film ever to do so. It is remembered for it's brilliant plane stunts and battles, with cameras placed on the wings, tails and cockpits of actual planes to fabulous effect (a major feet in 1927 if you think how planes and cameras were). It is remembered for the brief, yet striking, 2 minute appearance of a very young Gary Cooper, which earned him a contract as a major player. But, besides this, this 2h20 minutes World War I epic has little more to offer, and actually has not aged very well. True that when this was presented in 1927 it was like anything the audiences had seen so far, so it is not hard to believe that it blew them away. Actually, even in modern movies with massive special effects (yes, I am looking at you Pearl Harbor), the magnificence and realism of these plane battles was seldom repeated. But that it's not the movie's problem. The back story (actually one which Pearl Harbor might have been inspired in) is a soap opera with little interest, and in which the movie looses a great amount of time, and, which is worse in silent films which need to be fluid, a great amount of titles. Jack and David (Buddy Rogers and Richard Arlen) are two carefree american boys both in love with the same girl, who only loves back Jack. Clara Bow (whose famous image in the truck always appears when this movie is mentioned) is Mary, in love with David. Carefree existence still ensues before the boys go to, first boot camp (where still they are joyous and carefree) and then the actual war, when the dog fights are a constant in the skies, and the horrors finally strike them. Bow also goes to war, as a truck driver. Only the other girl never appears again, so why waste time with her in the beginning? The reason? To give the boys motives to fight about during the war. Nevertheless the first hour of the movie is great to watch (the boot camp and first part of the war). Be impressed with the camera angles they devised (all real), and the deadly stunts performed. Yet, when they have a weeks leave in Paris, so the movie takes a leave. The movie slackens and looses a lot of time showing them getting drunk in bars, and never gets back to its feet again. The rhythm is lost, and for a silent movie that's death. So, even if the second half of the war shows the final, decisive, big push, with air and ground battles, the attention of the audience is more difficult to grasp. Only in the climatic final chase in which one of the boys will meet his fate in an impressive twist of events, does the movie grasp the audience back on. Low on its human side, very high as a technical achievement. No other movie has so captured the essence of plane flying, with the exception of "The Right Stuff" (1983). "Sunrise", the picture which in the very same year won The Oscar For Best Picture, Unique and Artistic Production (an award which only existed in that year), is still a much better film all around. It's master piece of filmmaking, when "Wings" is 'only' a masterpiece of technical aspects, made by a director, William A. Wellman, who would latter direct masterpieces as "Public Enemy" (1931) or "the Ox-Bow Incident" (1943).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2809168416620422799?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2809168416620422799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/wings-1927.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2809168416620422799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2809168416620422799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/wings-1927.html' title='Wings (1927)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0a2CLUOfbKI/Tj5c70NEO6I/AAAAAAAAAbw/m-FSt9r08Ws/s72-c/wings.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3220830222333532678</id><published>2011-08-01T22:17:00.006+01:00</published><updated>2011-08-01T23:23:44.502+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Dinosaur (2000)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-apFopDQRVFk/TjcjLDId0zI/AAAAAAAAAbo/n8_KX5YduJ0/s1600/dinosaur.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-apFopDQRVFk/TjcjLDId0zI/AAAAAAAAAbo/n8_KX5YduJ0/s400/dinosaur.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636012131403813682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;An impressive 200 million dollars, and 5 years of work, were spent in the making of Disney's first fully CGI animated film. All this money and all this time were well spent, if you think in terms of the magnificent visual spectacle "Dinosaur" is, yet it seems that the thoughts of the filmmakers were all on that, so the storyline does not live up to the visuals, and the movie is actually pretty uninteresting, or rather, presents nothing new or noteworthy as related to other less noticeable Disney films. Disney was, of course, in major decline, Pixar riding high, and with the dawn of Blue Sky's "Ice Age" or Dreamworks' "Shrek" coming just around the corner with a new type of animation and storyline-model more "up to date". Disney's "Dinosaur" has brilliant CGI effects, the dinosaurs are truly extraordinary and very believable creations, the backgrounds are incredibly real, and many actually are. Forests, skies and lakes were filmed and superimposed into the digital world to create a marvelous palette. But then the story is simple, worn out and full of holes. It starts with a dinosaur egg being lost. It is found by a tribe of monkeys, who raise Aladar as their own. Here a series of things start to go wrong with the picture. Did dinosaurs co-exist with monkeys? Are there any other species on the planet? The movie only shows dinosaurs and the monkeys! What is the plot consequence of the dinosaur being raised by the monkeys? There appears to be none that the movie shows. After Aladar finally meets the other dinosaurs, when he has grown to full size, his behavior is not a single inch different. He is not surprised, he does not need to explore his new identity, he behaves exactly like if he had been a dinosaur all his live. Anyway, little into the picture, huge chunks of asteroids destroy the surface of the earth and kill almost all the dinosaurs. And then the movie becomes a sort of "Land Before Time". Aladar, his monkey friends, and the  dinosaur herd they meet all head for a valley that supposedly is still green and alive. As all the earth seems to be transformed into a desert after the meteor shower, it is strange that the dinosaurs know beyond a shadow of a doubt that this particular valley is unaffected. Did they hear it on the radio? The villains are the meat-eater dinosaurs that go after them, and Kron, the self-imposed leader of the herd, who is a false villain (like the one in "Up"). What he does is actually nothing wrong, but the movie presents it with an evil connotation, just so that he can be the villain. Actually, Aladar does much of the same things, he just phrases them differently, so he is the hero. There is also, off course, a love interest. Anyway, at 75 minutes, "Dinosaur"'s plot is surprisingly unsurprising. Disney had, at that time, used us to much more intelligent ways to appeal to both children and adults, even though after "Hercules" it all started to go south. Fortunately, Disney is back on its feet again. See "Dinosaur" for its fantastic visual effects. Show "Dinosaur" to a child, because he will enjoy the imagery immensely. But adults will find little more in "Dinosaur". It's the 'Avatar' syndrome. A hell of a lot of fabulous special effects. A lousy story, fit only for 6 year olds (who haven't seen other Disney's or Land Before Time).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3220830222333532678?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3220830222333532678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/dinosaur-2000.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3220830222333532678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3220830222333532678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/08/dinosaur-2000.html' title='Dinosaur (2000)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-apFopDQRVFk/TjcjLDId0zI/AAAAAAAAAbo/n8_KX5YduJ0/s72-c/dinosaur.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4687776066547218353</id><published>2011-07-29T19:36:00.002+01:00</published><updated>2011-07-29T19:40:41.683+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Allegro non troppo (1976)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-CYdhS-xh_mU/TjL-FhW2oiI/AAAAAAAAAbg/lbbOgpk1vCg/s1600/600full-allegro-non-troppo-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CYdhS-xh_mU/TjL-FhW2oiI/AAAAAAAAAbg/lbbOgpk1vCg/s400/600full-allegro-non-troppo-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634845454600938018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Allegro non troppo” is one of the best live action/animation films ever made. The main idea of the film is (maybe) to be a sort of Italian “Fantasia”, but that guy, Prisney, or Grisney, or whatever is name is (as is discussed on the film), never did anything like this! “Allegro non troppo” is the child of Italian animation master Bruno Bozzetto, whose most famous creation is signor Rossi, who actually makes a brief “cameo” in the film. As with Disney’s “Fantasia” (1940), the concept is to traditionally animate classical pieces of music. But the resemblances stop there. “Fantasia” was supposed to be a work of art, an intelligent work of art, a master creation, a pinnacle of something that was highly cultural but that could also be extremely entertaining, using the Disney magic (the dance of the hippos for example). In “Allegro non troppo”, not only the comical side of animation is in the forefront of Bozzetto’s intentions, but also the set pieces are used to convey stories that strike a chord in the Italian society and actually do take a stand and make a social commentary, unlike “Fantasia” where the images were just beautiful for beauty’s sake. In “Fantasia”, maestro Leopold Stokowski introduced, with much decorum, the pieces of music. In “Allegro non troppo” the introductions to the animation pieces are absolutely hilarious. There is a producer who explains everything, and considers all these original ideas, and eventually gets a call from the Prisney, or Grisney fellow. There is the maestro, a fat Orson Wellish imposing figure. There is the animator, who has been in a dungeon bellow the stage for 5 years, and is now released in order to work for the picture. And there are the musicians, all elderly ladies, who have been in a cattle stable waiting for the chance to perform, and are ushered in into the theater. All these little episodes are very amusing, and are in black and white, so that when the animation sequences kick in, the color contrast is way more effective. There are six animated sequences. They display a kind of drawing skills that very much differ from the clear faultless line that is typical of Disney. They are more akin to the European (Italian, czech) school through the use of round shapes, and a blur in the melting of colours into each other. Highlights feature the dawn of civilization at the sound of Ravel’s Bolero, or the last episode, in which the snake, being refuse by Eva, bites the apple itself, falling into a world of consumerism and temptation. The most amusing is the second episode, at the sound of Slavonic Dance nº 7 by Dvorak. Little known or talked about, “Allegro non troppo” is a hallmark of, not only animation, but also filmmaking. It may not have the best drawings ever presented, but it is a marvelous spoof, amusing all the way, and when it attempts to be serious and artistic, it is indeed serious and artistic, as some episodes show, as for example the fourth episode, with the lovely lost cat. Unmissable.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4687776066547218353?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4687776066547218353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/allegro-non-troppo-1976.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4687776066547218353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4687776066547218353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/allegro-non-troppo-1976.html' title='Allegro non troppo (1976)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CYdhS-xh_mU/TjL-FhW2oiI/AAAAAAAAAbg/lbbOgpk1vCg/s72-c/600full-allegro-non-troppo-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5972887699343114517</id><published>2011-07-28T02:37:00.002+01:00</published><updated>2011-07-28T10:08:46.378+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Uma certa tendência na crítica de cinema em português</title><content type='html'>Meus caros senhores, há algumas (várias) coisas que não estão certas nesta vida. Não está certo as criancinhas em África não terem que comer (e quiçá alguns adultos, não sei, ninguém fala deles). Não está certo o chamado ‘Programa de Retorno Voluntário’ pagar as viagens mais um tal de ‘subsídio de integração’ aos imigrantes que estão fartos deste país e querem regressar às suas terras de origem (true story), e a mim ninguém me pagar viagens ao Brasil mais despesas várias de alojamento. Não está certo eu não ter uma casa em Malibu. Não está certo eu, até hoje, ainda não ter ganho o euromilhões. E por fim, mais importante que tudo, não está certo o estado da crítica cinematográfica em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme é algo extremamente complexo. Possui mais camadas que uma cebola, mais expressões faciais que o Jim Carrey, mais vertentes emocionais que uma telenovela mexicana, mais interpretações que um quadro, qualquer quadro, do Kandinsky. Isto claro, se o filme não tiver no seu ‘caste’ a Miley Cyrus, ou se for dos irmãos Farrelly. Aí terá tanta profundidade emocional como uma beterraba, e isto sendo insultuoso para com as plantas herbáceas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exteriormente um filme caracteriza-se pelos seus actores, pelo seu argumento, pelo seu estilo visual, e pela maneira como é conduzido de cena para cena, aquilo que se poderá denominar como o seu ritmo. Mas atrás destas características que mais facilmente são captadas pela tela e pelo espectador, existe um grande número de características intrínsecas, que vão desde aquelas mais etéreas, como o seu significado subliminar, o seu paralelismo existencialista, a outras mais técnicas e facilmente esquecidas, como os efeitos sonoros, o guarda-roupa, a direcção artística, ou o enquadramento de cada ‘shot’. Um filme não é uma ou outra destas coisas. É todas. Mas mais que isso. Um filme é um resultado final, não de um produto técnico, mas de uma obra de arte, que vai gerar uma reacção, uma reacção no espectador. O objectivo do filme é essa reacção, qualquer que ela seja, quer seja uma de entretenimento, uma filosófica, uma de risada barata. Como qualquer obra de arte, é uma acção, que gera uma reacção. Se não gerar nenhuma, então é esterco… esterco cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nos dias de hoje qualquer pessoa com um portátil consiga criar um filme, compreender os filmes a larga escala é compreender todas estas dimensões. Como consequência directa, criticar um filme, é criticar todas estas dimensões. Mas duas coisas são imediatamente óbvias. Primeiro que é impossível compreender todas as dimensões do ‘filmmaking’. Nem os próprios que o fazem conseguem, daí haver departamentos distintos para o guarda-roupa, para os efeitos visuais, para a montagem. O realizador e o produtor são o elo de ligação entre todas estas vertentes, mas tirando eles, os restantes mortais apenas podem aprender algumas coisinhas vendo os extras dos DVDs. Segundo, toda a crítica, por definição, é subjectiva, e a subjectividade é algo condicionado à vivência do sujeito, aos seus interesses, às suas experiências, aos seus gostos, à sua educação, à sua devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto não há um crítico que tenha o ‘inside knowledge’ do cinema, senão fá-lo-ia em vez de ser crítico. Quanto muito aspirou a isso e não conseguiu. Ou se era bom crítico, acabou mais cedo ou mais tarde por fazer a transição. Truffaut é o exemplo máximo desta evolução. O mesmo se passa no mundo literário. 90% dos críticos/professores de literatura são eles próprios escritores falhados, o que tem como consequência as suas críticas serem alimentadas ou pela acidez da inveja ou, no extremo oposto, pela devoção cega aos mestres aos quais prestam vassalagem. A isto se alia a subjectividade, que se traduz em paixões, e estas paixões condicionam o trabalho crítico, quer para o bem, quer para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas duas características: conhecimento e subjectividade, são focais no trabalho de qualquer crítica, ainda mais na cinematográfica, e delas depende o seu sucesso ou insucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais conhecido crítico de cinema actual, Roger Ebert, tem um estilo literário muito próprio, pelo qual ganhou já um prémio Pulitzer, bastião da literatura americana. Não há dúvida que as críticas do sr. Ebert são uma delícia de ler, a maior parte com toques humorísticos hilariantes, e um grande olho clínico derivado da vasta experiência. Contudo, as críticas do sr. Ebert têm um grande problema: referem-se única e exclusivamente ao argumento, à história do filme. Para o sr. Ebert, os filmes são bons ou maus dependendo dos seus argumentos serem bons ou maus. Quando critica severamente os filmes, fá-lo criticando a sua história, a sua lógica, a sua verosimilhança, as suas incongruências. De quando em quando fala das actuações. Raramente da realização. Quase nunca do resto. O sr. Ebert parece esquecer-se de que há um resto. Contudo ninguém é mais conceituado do que ele nesta área. Porquê? A resposta: porque sabe escrever, e porque já viu tudo o que há para ver. Como diria o Meat Loaf ‘two out of three ain’t bad’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora se nos voltarmos para o cenário português, talvez seja melhor fugir como um ‘bat out of hell’. O crítico cinematográfico português tem uma, e uma característica apenas: sabe (ou pensa que sabe) escrever. Mas isto não implica que o seu talento resida na escrita cinematográfica. É numa escrita certamente. Mas não cinematográfica. Acima de tudo, o crítico cinematográfico português é um poeta. De novo, isto não implica que esta poesia esteja minimamente relacionada com o filme à qual supostamente se refere. O sr. Ebert pode só discutir o argumento do filme. Mas discute-o. Aquilo que o crítico cinematográfico português discute é algum estado de ser filosófico, um universo paralelo crivado de adjectivos, uma epopeia poética de algum sentimento sub-reptício que certamente está embutido na celulóide, e só alguns iluminados, tal rei-vai-nú, o conseguem ver, e mais ainda, entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica efectuada por um crítico cinematográfico português desconsidera, sem dúvida por ser mesquinho, qualquer atributo relacionado com o filme propriamente dito. Tal tarefa supõe-se que seja deixada a cargo dos leigos. Os iluminados, esses, não podem falar do filme em si. Falar do filme em si é rebaixar-se. Falar do filme directamente, dos seus actores, do seu argumento, da sua realização deve ser algo tão simples e banal que não pode merecer o mínimo de consideração, o mínimo de atenção. Porque se há-de querer falar da prestação dos actores? Porque se há-de querer discutir se as escolhas visuais do director de fotografia são ou não adequadas? Porque se há-de querer reflectir sobre o estilo de orientação do realizador? Porque se há-de falar sobre o ritmo do filme, se é ou não exequível de entreter e/ou enriquecer o seu público-alvo? Porque se há-de querer esmiuçar as particularidades do argumento, e expor os seus pontos mais ridículos? Porque se há-de querer falar do moral do ‘travelling’, ou do ‘travelling’ de moral? Porque se há-de querer explicitar directamente, de acordo com a opinião do opinador, se o filme merece ou não ser visto, e em que circunstâncias? Deduz-se que tudo isto o público português não precisa de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porquê? Porque nós somos o povo de Pessoa e Camões. Pior, somos o povo de Saramago. Então o que resta? A crítica do crítico cinematográfico português é um texto poético subjectivo e reflexivo, no qual o escritor/artista pretende criar um poema egocêntrico no qual use o filme apenas como pretexto para dar asas à sua veia criadora. As frases são belas e cativantes, possuem trocadilhos, palavras caras e recursos de estilo aos montes (do inglês ‘galore’). O filme não possui uma fotografia belíssima (fruto da dedicação do DOP), nem um trabalho delicado do operador de câmara e do realizador, que escolheram filmar colocando câmara no interior das cenas, e não ‘de frente’ para elas como é habitual, fazendo-a bailar por entre as personagens. Em vez disso, o filme ‘é um retrato sublime, sedoso e solarengo, de uma juventude perdida aguardando redenção, um bailado de odores e chamuças, que traz à memória fantasmas de searas de trigo e paisagens Dostoyevskianas a um ritmo desacelerado da decomposição de valores tradicionais, que faz um contraponto com um crescendo emocional revelando auspícios de uma vindoura esperança, à luz das técnicas do Dogma 95’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem ao estilo de outra casta que por aí anda, os tradutores dos títulos de filmes, os críticos cinematográficos portugueses, não só pegam na matéria-prima, como dão-lhe um bocadinho mais de forma, bons artistas que são. Os tradutores dos títulos dos filmes gostam sempre de apaparicar, ou explicar um bocadinho da história, não vá o público não ir ver o filme, por o título original ser deveras desinteressante. Por seu lado, os críticos cinematográficos portugueses adoram elevar os filmes a obras de arte imortais, que são entendidas à luz de conhecimentos de estética aguçados, de valores clássicos argutos até dizer basta, de refinados pormenores literários que certamente demoraram anos a ser absorvidos. O mais banal documentário é transformado num ensaio. O mais banal drama numa ‘representação arrebatadora da vida em estado puro’ (not my words), ou num ‘filme pleno de credibilidade humana, emocional e narrativa’. Ok, o filme é credível, sim senhora. Mas é bom? O filme tem uma estética fabulosa. Ok, mas é uma seca? Tem as mais belas paisagens do mundo? Sim? All right! Mas tem uma história que não anda nem desanda? O argumento é brilhante. Ok, mas os actores fazem jus ao material, ou deviam estar nos morangos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho muito bem que cada um se exprima como bem entender. Eu próprio estou aqui a dar largas ao meu gosto pelas letrinhas, que se vão agrupando em palavrinhas, e não estou nada enfadado com o som da minha própria voz (escrita). Mas como diria alguém mais sábio do que eu, ‘já basta o que basta’. E disto, já basta. Eu até consigo admitir que o crítico cinematográfico português abomine o sistema de estúdio, a máquina de fazer dinheiro de Hollywood, e seja mais dedicado às produções financiadas a fundo perdido por ministérios de cultura e televisões públicas por essa Europa fora, cerejinhas e bolos que vão parar às mãos dos amiguinhos que têm amiguinhos, que depois mandam bobinas para Cannes todos sorridentes enquanto os restantes elementos da classe cultural dos respectivos países morrem à fome. Eu consigo admitir que de quando em quando um desses críticos cinematográficos portugueses vá para a televisão desbobinar o que não sabe sobre os filmes novos que viu à pála, com o único objectivo de os promover e nunca os maldizer. ‘Se está a estrear, ide ver porque é bom’, parece ser o seu lema. E eu até consigo admitir que ano após ano esses indivíduos se dediquem a fazer concursos de calinadas aquando da cerimónia dos Óscares, mostrando conhecimentos muito superficiais sobre a história do cinema e da Academia, mas invariavelmente felizes com as suas buscas-rápidas-no-imdb-para-debitar-informação-nos-espectadores-e-fingir-que-é-minha (muito usado também nos jogos de futebol, substituindo-se imdb por zerozero), e com o facto de saberem tudo sobre os mais recentes filmes do Tom Cruise, ou, numa linha mais intelectual, de um realizador iraniano ou da Quirguízia, cujos filmes passam só em Lisboa e para os quais receberam sempre passes VIP. Mas o que eu não consigo admitir é que não falem dos filmes quando os estão a criticar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Critiquem-nos bem. Critiquem-nos mal. Façam toda a analogia que quiserem desde Abel Gance a Godard, desde Antonioni a Fuller, desde Brett Ratner a Penny Marshall. Transformem o novo filme do Adam Sandler numa epopeia de Homero. Utilizem a palete toda de adjectivos e recursos de estilo que aprenderam na escola. Mostrem que sabem o que é uma sílaba métrica, uma palavra esdrúxula ou a cacofonia. A crítica é vossa e é subjectiva. A vossa opinião pode não ser a minha opinião, mas isso ninguém discute. O que se discute aqui é cinema. Não é poesia, nem literatura. É cinema. Então discuti cinema faz favor. Ninguém se interessa se os estimados críticos cinematográficos portugueses sabem escrever muito bem ou não. O que interessa é o que acharam do filme, de todo o filme, do filme como um todo. Não apenas da forma como o interpretam como um conceito, como um ente que tem de ser explicado literariamente. Mas sim como um ente que tem de ser esmiuçado através das suas características intrínsecas, um ente que se consegue decompor e julgar, um ente que existe não só como uma forma de arte, mas para gerar um impacto, o que eu em cima chamei reacção. O impacto sentimental é muito bonito, sim senhora. Mas não pode sugar toda o espaço da crítica. Porque o produto que se julga não se limita só a isso. Numa primeira camada esse impacto é importante. Mas para o compreender, é preciso penetrar nas outras camadas, de natureza chamemos-lhe técnica, que continuamente, constantemente, invariavelmente, são renegadas, negligenciadas pelas mentes iluminadas deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, eu prezo muito a poesia, a arte da palavra. Senhores, por outro lado, eu prezo muito o cinema. Não existe pecado algum em criar pontes de ligação entre ambas as áreas. Contudo, uma não poderá sugar completamente a outra. Quando uma obra de cinema ataca a obra literária (e fá-lo constantemente!), o livro não é destruído. Aliás até vende mais, mas essa não é a questão. O livro permanece, é tido como um ente isolado. Mas aqui, agora, neste país, o inverso está a ocorrer. A literatura está a afundar o cinema, o falar sobre cinema, o escrever sobre cinema. Os críticos cinematográficos portugueses estão a impedir o cinema de chegar às páginas, porque entre o filme e os olhos do leitor está uma barreira literária egocêntrica, e esta barreira tem de ser deitada a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, o meu nome é Miguel Saraiva e este é o meu manifesto. Não tenho dúvidas que terão visto muito mais filmes do que eu, que ainda não vivi 27 primaveras, e não tenho uma profissão que me remunere por estar no sofá a deliciar-me com a sétima arte. Não tenho dúvidas que as vossas colecções pessoais excedem largamente a minha, uns míseros 1500 títulos. Não tenho dúvidas que o vosso estatuto e localização central vos permita o acesso a obras que nós, rude gente do Norte, apenas ouviu falar um dia. Não tenho dúvidas que terão lido muitos mais livros da especialidade do que eu. Não tenho dúvidas que os vosso conhecimento de causa exceda largamente o meu, que nunca pus os meus pés delicados num plateau, que nunca troquei risinhos com o Harrison Ford, nem nunca publiquei algo que jeito tivesse. Não tenho dúvidas que o talento que vos move é tão grande que não o possam conter, e que se sintam obrigados a exprimi-lo, para o bem das gerações futuras, sempre que têm uma coluna para escrever. Mas, por amor da santa, não o façam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado. Não é o cinema que agradece. Sou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5972887699343114517?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5972887699343114517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/uma-certa-tendencia-na-critica-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5972887699343114517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5972887699343114517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/uma-certa-tendencia-na-critica-de.html' title='Uma certa tendência na crítica de cinema em português'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5127138028616226287</id><published>2011-07-27T14:01:00.004+01:00</published><updated>2011-07-27T14:29:57.734+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Serenity (2005)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-556B-zmeh7Q/TjASfqemR_I/AAAAAAAAAbY/7rgek_JWkKI/s1600/serenity.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-556B-zmeh7Q/TjASfqemR_I/AAAAAAAAAbY/7rgek_JWkKI/s400/serenity.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634023469028362226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Using a series of analogies, "Serenity" is an action/adventure sci-fi flick, set in a "Star Wars/Star Trek" universe, with a plot with hints of "5th Element" or "Aeon Flux", and with the mental stimulation of a "Mummy" film, with way less laughs, but a lot more action. Based on the TV series "Firefly", which had only 15 episodes back in 2002, and written/directed by Joss Whedon (creator of the series), "Serenity" is a movie that has the cliche premise of most sci-fi extravaganzas, but at the same time almost dismisses them, focusing instead on a lot of action set pieces, with inferior, TV-like, yet highly enjoyable special effects, despite the poorness of the screenplay, and the inferior acting. There is a girl with special gifts being held by the "Alliance", the regime that rules the galaxy after winning a major, universe-scale war. She is portrayed by beautiful Summer Glau, the best actress in the picture. At the start she is rescued by her brother, and then smuggled into a Millennium Falcon-like ship named Serenity, whose captain is a Hans Solo-like character played by Nathan Fillion. The rest of the film, the ship's crew with its precious cargo is trying to get to a planet called Miranda, where the secret behind the girl is to be found. They are pursued by the Alliance troops, headed by an always cool, samurai sword handler Chiwetel Ejiofor. When the plot is finally explained, it really isn't much, and the movie quickly forgets it to get to more action, more shots, more spaceship maneuvers and more explosions. High on entertainment, low on pretty much else. But nevertheless, it was an easily enjoyable film, which proved to be a breath of fresh air in a worn out genre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5127138028616226287?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5127138028616226287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/serenity-2005.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5127138028616226287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5127138028616226287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/serenity-2005.html' title='Serenity (2005)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-556B-zmeh7Q/TjASfqemR_I/AAAAAAAAAbY/7rgek_JWkKI/s72-c/serenity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2087465842057525179</id><published>2011-07-18T08:31:00.004+01:00</published><updated>2011-07-18T10:05:06.552+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Cars 2 (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-jLZrey4tsfI/TiPr75sqG_I/AAAAAAAAAbM/dUwik3Tpryk/s1600/cars_two.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jLZrey4tsfI/TiPr75sqG_I/AAAAAAAAAbM/dUwik3Tpryk/s400/cars_two.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630603373476191218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Although Pixar's computer animation qualities are clearly improved year after year, they seem to have forgotten how to deliver a wholesome movie with a strong storyline, brilliant gags and true quality all around. Before, their movies were labors of love, and you could see on screen the devotion to an art that they invented almost single handedly (remember the gags on the end credits?). Now, it's one movie every Summer, already thinking on the next one (yes, the teaser for "Brave" - summer 2012 is already out there). The movies seem to come out of one single idea, which is stretched out to the fullest, stick to it, and deliver little more. "Ratatouille", the last Pixar great (for me that is) was followed by "Wall-E", a movie which is based on the principle that all the world is, and will be, made out of the weirdest of all races: Americans. As "Cars", "Wall-E" is an american product, with an American-appealing-storyline, just for Americans, and disguises that with a supposed save-the-world moral, just as the first "Cars" had a sort of urban-planning-be-careful-with-progress moral. "Up" was a brilliant film... the first 10 minutes. Then it had an awful plot with the stupidest villain ever (send me an e-mail if you wish me to explain this). "Toy Story 3" was a brilliant film... the last 30 minutes. The first half was boring as hell, and a repetition of the first two Toy Stories. Does Pixar only invest talent on half of it's films and then relaxes for the rest? "Up" and "Toy Story 3" seem to say so. I have never seen movies with such huge gaps between their two halves. Anyway, I wasn't expecting much on "Cars 2", but whatever I was expecting, it wasn't this! Definitely, the worst movie Pixar ever produced! "Cars 2" is all over the place and nowhere in particular. There are no gags, and I probably laughed once. The plot is boring and highly predictable. And, worst of all, the main character isn't Lightning McQueen... it's Mater! This looks like a Disney Chanel special... a Mater adventure. In that sense, it will appeal to kids, the movie is full of colors, cute cars, and nice songs. It will surely distract them and entertain. But c'mon, this is Pixar, the pinnacle of animation worldwide! What is this? "Cars 2" starts as a "Johnny English/Austin Powers" spy spoof. And stays that way a long time. The difference, and supposed gag, is that they are all cars! The villain, a car with a monocle... How cute... NOT! The first movie had the brilliance of showing a world of cars, where everything else was car related: the shops where filling stations or tire stands, etc, etc. But the second destroys that beautiful universe created and substitutes it for one just like ours, only that instead of people, there are cars. Go to Japan: geisha cars. Go to France: a car with a painter's hat. Go to London: Big Bently instead of Big Ben. Ok, funny the first couple of times. But not the whole movie. So, there is a World Gran Prix (world meaning Japan, Italy and London), in which Lightning McQueen is entering. There is an evil plot behind the race, relating to a natural fuel that may substitute oil (Pixar's save-the-world-usual-plot). McQueen and Mater have a fight (Pixar's-best-friend-fight-usual-plot), and shortly after Mater is mistaken by a spy, is recruited by James Bondish Michael Caine, and a Hitchcockian mistaken identity ensues, around the world. So, 90% of the movie, Mater is the main character, and McQueen is only shown when racing. Mater, funny in the first film, here gets a little boring. His jokes are all similar (hence his side character status!), and although they amuse, the repetition becomes tiresome. Now, about the whodunit. Every whodunit film has a setback. The villain has to be someone the movie has shown, so the possibilities are limited. In "Cars 2", the Blofeld-like character, right from the start, can only be one car. There are no more characters in the film, so the villain can only be that one! There is not even one character to throw suspicions the other way, as is custom in these types of films. So, 90 minutes later, when it is "surprisingly" revealed, there is actually no surprise. A lot more I could say, but I lack the time and the patience. "Cars 2" is a Saturday morning adventure. A movie that can be made without risk, and does not interfere with any character development, so that a Cars 3 can be made without effort either. To focus the film on Mater was a bad move. To make the movie a spy spoof was a bad move also, because it was not properly done. The only enjoyable thing was going to all the cities around the world, but the conversion people-to-car is worn out in the first city. Very disappointing film from Pixar. Even worse than the first "Cars", and that's saying a lot. This one was personally directed by the big man himself, Mr. John Lasseter. Please, Mr. Lasseter, choose another direction for your company. Remember the good old early days.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2087465842057525179?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2087465842057525179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/cars-2-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2087465842057525179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2087465842057525179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/cars-2-2011.html' title='Cars 2 (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jLZrey4tsfI/TiPr75sqG_I/AAAAAAAAAbM/dUwik3Tpryk/s72-c/cars_two.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1693605792176271735</id><published>2011-07-17T09:59:00.004+01:00</published><updated>2011-07-17T10:43:16.826+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Une belle fille comme moi (1972)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-kV1GXYNZWRc/TiKtjpkIKCI/AAAAAAAAAbE/YzTQH2VY8cE/s1600/520230472-Une_belle_fille_comme_moi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kV1GXYNZWRc/TiKtjpkIKCI/AAAAAAAAAbE/YzTQH2VY8cE/s400/520230472-Une_belle_fille_comme_moi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630253312130951202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;François Truffaut's films never cease to amaze. Most have a gritty sense of reality softened with black humor and light touches, and the rest are kick-ass lessons in drama or period filmmaking. "Les 400 coups" was a Cannes winner, "La niut americaine" an Oscar winner, "La mariée était en noir" was a box office hit and an inspiration for the likes of Brian dePalma or Tarantino, the Doinel quintology is in another level entirely, etc, etc. Off course that some of his "lighter" films are forgotten, seldom seen or discussed. I have seen about 20 of his 25 films, and "Une belle fille comme moi" was one of those less known and less talked about I had never seen. Yet, once again, I was blown away. One can see why this is not hailed as a "masterpiece", the simple storyline and the simple way it is delivered denies those major perfect scenes by which movies are remembered. Yet it cannot be denied that "Une belle fille comme moi" is an amazing black comedy, brilliant all the way, and one which attacks, quite beautifully, hidden among its lighter structure, the judicial system, and mostly the psychologists' justifications for behavior. In "Les 400 coups" we had little inklings of Truffauts perspective on what the "system" devised as excuses for the behavior of juvenile delinquents, but here the attack is full frontal. Made in 1972 between the period drama "Les deux Anglaises et le continent" (1971) and his most successful american film "La nuit americaine" (1973), "Une belle fille comme moi" narrates the story of voluptuous Camille Bliss (Bernadette Lafont). She is in prison for murder and receives the visits of a sociologist (André Dussollier), who is trying to write a book on woman criminals. She tells him in flashback her adventures, in which she basically beds every man in sight in order to climb the social ladder and pursue her dream of being a singer. Off course that what her voice over says to the sociologist is not exactly what we see happen on screen... The body pile builds up, due to "accidents", and she juggles 4 lovers until the events lead up to her capture. Yet, as the interviews progress, the sociologists seems about to become another victim of Camille's charms, and events can take a major twist! With an incredibly simple plot, Truffaut fires his shots directly at the judicial system, at the same time as he, very humorously, adds elements of noir films, as the femme fatale jumps from one lover to another, turning ones against the others, so that she can come out on top. After a few years in prison, she has also the talent still to juggle with the sociologist, which can be her ticket to freedom. It may not be very believable, but many movies have been made with similar plots but with way less quality. Truffaut proves once again his marvelous comic timing, and how he can make a social commentary without forcing a dramatic view on the audience. This will please for the movie itself, and not for its underlying message. For that, this is a great film, and I don't understand why this is not among Truffaut's masterpieces. Enjoyed it very, very much (more so than other supposed Truffaut's masterpieces).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-1693605792176271735?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/1693605792176271735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/une-belle-fille-comme-moi-1972.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1693605792176271735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1693605792176271735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/une-belle-fille-comme-moi-1972.html' title='Une belle fille comme moi (1972)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kV1GXYNZWRc/TiKtjpkIKCI/AAAAAAAAAbE/YzTQH2VY8cE/s72-c/520230472-Une_belle_fille_comme_moi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8473619510495690645</id><published>2011-07-04T10:50:00.003+01:00</published><updated>2011-07-04T12:05:58.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Transformers: Dark of the Moon (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-MvC1XVTngF8/ThGekr0nH8I/AAAAAAAAAa8/szIHBHy0o1A/s1600/transformers-3-dark-of-the-moon-optimus-prime-official-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MvC1XVTngF8/ThGekr0nH8I/AAAAAAAAAa8/szIHBHy0o1A/s400/transformers-3-dark-of-the-moon-optimus-prime-official-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625451762638331842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;All right. First things first. Did Michael Bay do it? Yes he did. He succeeded in purging his sins from the disastrous second Transformers film, and delivered a typical Bay product, that is a worthy successor of the first Transformers. The critics have not been kind to Bay, but actually Transformers 3 has no pretensions to be anything more than it actually is, a kick ass-action film, filled with massive (and I mean massive) visual and sound effects, like no other movie has ever delivered them. The first Transformers (2007) was a fabulous film, which balanced a funny screenplay with comic side characters with eye boggling action set pieces. The second, Revenge of the Fallen (2009), was... well, the least said about the second, the better. The third film is, at 2h30 min, the biggest, loudest and meanest of all Bay's action epics. Not one with a brain, but one with a lot of brawn. So one cannot judge a Bay film based on it's structure, plot or acting. One must judge it by the size of its explosions. And they are the best I have ever seen. The movie has one of those twisted-real-events plot. The 60s lunar missions were actually conceived so that the americans could beat the russians to a Transformers ship that was strayed on the moon. Buzz and Neil were there, took a sample, returned, and everything was hushed up. Off course that no-one remembers that there were 5 more missions to the moon... but moving on. The laying of the plot mixes amusing scenes (so typical of the first film, so missed in the second) in which LaBoeuf has a new rich new girlfriend (model Rosie Huntington-Whiteley) and he tries to get a new job after graduation. No one knows he saved the world twice, and he misses the action, and being with his transformer friends. Scenes with John Malkovich (his new boss) are hilarious, as with his parents. Meanwhile, Josh Duhamel, and his new Secret Service boss (Frances MacDormand) face a new threat of evil transformers, lead by Magatron once again, and Patrick Dempsey (wtf!!) his human ally, and their plot to conquer earth using a secret weapon hidden on the far side of the moon. As all hell breaks loose, LaBoeuf teams up with his old mates, including John Turturro, and heads to Chicago, where Hunntington-Whiteley is held hostage and the fate of the world will be decided. The plot is not very interesting and has many holes, but it is just an excuse to reach the 1h30 minute mark of the film. And then, oh yeah, then, for one full hour, there is a large scale, full-length, kick-ass, awesome, full-blown final battle. My ears where hurting from the none stop sound effects, my head was hurting from the non stop density of explosions, gun shots and debris. But I hold my breath all the way. It was amazing. Ok, no art in this film. But for an action seeking movie goer, seen in that perspective, this is the top of the ladder. And one may give a nod to those Chicago builders. Damn, those buildings withstand being torn apart, and still they hold standing up. Amazing. All in all, T3 adds to a worn out plot some twist and turns to try to make it interesting but forgets some major rules. For example, if one of the main characters dies early in the film, everyone knows it was a fake death, and he will return! Also, despite having a cameo by real Buzz Aldrin, messing with real events is never good, because a lot of inconsistencies arise. But this movie has also good things. It brings the hilarious scenes back to Transformers. Spraying them with famous actors with comic timing also helps to give it an enjoyable quality. LaBoeuf shines once more but what is with Rosie Huntington-Whiteley? She is less hot than Megan Fox. Worse, she is less hot than Isabel Lucas! She is a model, and a model always will be. No acting qualities. Just pose. And she poses right of the bat in tight clothes next to Michael Bay's passion: cars. She is useless to the story, but appears exposing her qualities every step of the way, in an obnoxious character that even poses next to debris just so that she can look good in the middle of a war. Oh, and by the way, how come an advanced alien technology does not know that if you pull a planet to Earth's orbit, that will screw with the orbit of the entire solar system and basically destroy it as we know it?  And what about the 3D. Filmed with 3D cameras, you would suppose it would be fabulous. Well, it was, that is, in the scenes where humans are filmed. But in the special effects scenes, someone forgot to add the 3D, and those scenes, let's face it, are 80% of the movie, and what it is really all about. So, buuh on the 3D!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8473619510495690645?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8473619510495690645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/transformers-dark-of-moon-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8473619510495690645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8473619510495690645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/07/transformers-dark-of-moon-2011.html' title='Transformers: Dark of the Moon (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MvC1XVTngF8/ThGekr0nH8I/AAAAAAAAAa8/szIHBHy0o1A/s72-c/transformers-3-dark-of-the-moon-optimus-prime-official-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7503754144312045703</id><published>2011-06-30T15:59:00.004+01:00</published><updated>2011-06-30T16:27:37.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>State of the Union (1948)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-4_nwGqCTBUw/TgyUageKfYI/AAAAAAAAAa0/QWcOlzTmN2E/s1600/330vb7q.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4_nwGqCTBUw/TgyUageKfYI/AAAAAAAAAa0/QWcOlzTmN2E/s400/330vb7q.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624033217792867714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Frank Capra is undoubtedly one of the greatest directors ever. His fame (and 3 Oscars) came in the 30s. After the war period in which he directed "Meet John Doe" and "Arsenic and Old Lace", both brilliant, his career started to decline. The now well beloved "It's a Wonderful Life" (1946) was a flop, something hard to believe today. It was followed by "State of the Union", initially though as a Clark Gable-Claudette Colbert pairing (in an attempt to repeat the success of "It happened one night" (1934)), but which ended up being a Spencer Tracy-Katherine Hepburn vehicle. "State of the Union" has a plot similar to many Frank Capra movies. Initially it feels like a "Mr Smith goes to Washington" updated, with twists of "Meet John Doe". Angela Lansbury (oh so young!), a powerful newspaper woman, and Adolphe Menjou, a powerful politician, convince a famous industrialist (Tracy) to run for president of the United States. Tracy is convinced by Lansbury (who connives like a viper backstage) and starts to believe himself capable of wining. Initially, he is humble and true to his principles, but when the dirt of politics hits him, he capitulates, and becomes tangled in the web of corruption, alienating his wife (Hepburn) and children, and accepting everything for one extra vote. His intentions are noble, he wants to win so he can do good, but in order to win he must accept the system, and that tares him apart. But, like all Frank Capra's, near the end, when everything is going for him, he sees the error of his ways and redeems himself. There are many things that are uneven in "State of the Union". The character development takes a long long time. There is a lot of time wasted in the back story of Lansbury, and of her once love affair with Tracy, and none with Hepburn's character. But as the movie progresses, Lansbury is almost forgotten and overshadowed by Hepburn right up to very last scene. But it is also the most poignant of all Capra's fairytales, and the one which attacks most directly  the system. The corruption is not given a silver brush. It reminds one of "All the king's man" (1949), only with a much nicer character in Tracy, whom we know will see the error of his ways eventually, having all the way through a hell of a lot of chemistry with his off screen mate Hepburn. Noteworthy is also the performance of Van Johnson as the cynic journalist/campaign manager. Not the best of Capra's films, and one which clearly marks his downfall, but which is nonetheless a violent attack on the political system, with some escape valves of humor, Capra style. It is a pity that the story has been seen, and better, in other Capra's and that it drags a long time for the first hour. But the performances are great, and Tracy's final speech is mesmerizing, the thing to treasure in this film.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7503754144312045703?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7503754144312045703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/state-of-union-1948.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7503754144312045703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7503754144312045703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/state-of-union-1948.html' title='State of the Union (1948)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4_nwGqCTBUw/TgyUageKfYI/AAAAAAAAAa0/QWcOlzTmN2E/s72-c/330vb7q.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-6527775900363938939</id><published>2011-06-20T14:38:00.002+01:00</published><updated>2011-06-20T14:44:37.997+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>X-Men: First Class (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2RtdUg2VvQU/Tf9NvDBpQrI/AAAAAAAAAas/BkN8i5Efn1w/s1600/x-men-first-class-movie-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2RtdUg2VvQU/Tf9NvDBpQrI/AAAAAAAAAas/BkN8i5Efn1w/s400/x-men-first-class-movie-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620296330643063474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The greatest thing about making a prequel is you don’t have to worry about how you’ll close your picture. All you need is to match everything nice and tightly and show the “how they became like that”, and the fans will cheer. That’s why “Revenge of the Sith” is the best of the prequeles of SW, and that’s why “X-Men: First Class” works so much more than “Wolverine”, definitely the worst super hero movie ever made (and yes, I’m including the 1966 Batman, and Batman &amp; Robin). The Bryan Singer X-Men were more character studies. In the third, “Last Stand” (for me still the best of the franchise), Brett Ratner delivered a much more action packed thriller. “X-Men: First Class”, reboots the franchise taking elements from both these approaches, making a more coherent whole. It is also succeeds in making amends with the public, after that horrible horrible horrible thing that was “Wolverine”. Matthew Vaughn, director of “Layer Cake”, “Stardust” and “Kick-Ass”, presents a story about the origin of the X-Man fraternity, namely the birth of Charles, Professor X (James McAvoy) and Erik, Magneto (Michael Fassbender). After a brief introduction in the 1940s (repeating Magneto’s scene from the very first “X-Men”), on which Charles and Erik discover their powers, the action is set in the 1960s, and the focus is on the Cuba missile crisis. Once you get fictionalized characters into a documented historical event, then your risks are higher. I personally don’t like these alternate realities (the trailer for “Captain America” makes me shiver). If the characters are fiction, stay on fiction territory. Don’t screw with events we know. Erik is on a mission to catch the ex-nazis that killed his mother, and this part resembles a James Bond film (Fassbender will make a great Bond some day). It’s action packed and thrilling. The head Nazi is Kevin Bacon (in a cool bad guy performance), a doctor who experimented with the early X-Men, and who, surprise surprise (well, not really), is one himself. He will become the great instigator of the cold war, and the leader of the bad X-Man. Meanwhile, Charles and Mystic are growing up together, thinking themselves unique. When Bacon starts to strike, events unfold with Charles being recruited by the CIA, and then there comes the recruiting of the rest of the X-Men, the first encounter Charles-Erick, the fight against Bacon, the fight against the racism of the “normal” humans and the learning to accept yourself part, until the final battle at the Bay of Pigs. The comic X-Men fans will be pleased by the little details. The fans of the movies will understand how everything became as we know it (why Charles is in a wheel chair, where Magneto got the helmet, why Hank is a blue furball, how Magneto and Mystic met, how did they get the mansion, etc, etc). Also there are amusing cameos by Hugh Jackman and Rebecca Romijn Stamos. The thing with this movie is that it does not need to go full cycle. It does not need to end, it does not need to tie the loose ends, because the prior films have already established the story. So, individually, this movie may have some lapses. Yet it works. It may not be the best of the franchise, but it’s entertaining (the 130 min flew by), it’s well handled by the director (although the action is as usual much better than the cliché sentimental “why am I a mutant” parts), and it has that naiveness in the characters that express still their inexperience as the X-Men. I am not an expert on X-Men comics, but I think it will please the fans. But someone please tell me 2 things. Why, why, with all the mutants in the world, do they only recruit 5. Couldn’t they fight evil much better with 100? But 100 characters in a movie would be too much. Still, that recruiting is for the sake of the film, not of the X-Men. Dumb move by them, I have to say. And second, why, why, Charles Xavier has to put 2 fingers on his forehead everytime the uses his telepathic powers? He can read people’s thoughts but he can’t do it unless he shoves a finger in his head? Ridiculous.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-6527775900363938939?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/6527775900363938939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/x-men-first-class-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6527775900363938939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6527775900363938939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/x-men-first-class-2011.html' title='X-Men: First Class (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2RtdUg2VvQU/Tf9NvDBpQrI/AAAAAAAAAas/BkN8i5Efn1w/s72-c/x-men-first-class-movie-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3065413773292232019</id><published>2011-06-17T09:58:00.001+01:00</published><updated>2011-06-17T09:59:35.616+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Fighter (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-QepUEjryS0o/TfsXbbuaKlI/AAAAAAAAAak/NQ8VTT41-44/s1600/PHt10DphcIA4wt_2_m.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QepUEjryS0o/TfsXbbuaKlI/AAAAAAAAAak/NQ8VTT41-44/s400/PHt10DphcIA4wt_2_m.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619110720141142610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;7 Academy Award nominations, including Best Picture? 8 out of 10 on imdb? Are you kidding? WHO gave "The Fighter" this good reputation? WHAT gives "The Fighter" this good reputation? Firstly, it has nothing that was not already seen before and better. Secondly, half of the movie nothing ever happens and the focuses are on all the wrong aspects. And thirdly, and probably the reason for its success, this is an all-american-fell-good-uplifting story, made by americans for americans, that brushes all the social problems it supposedly portrays very nicely and tidily with a bunch of clichés and sort-of-supposedly-comical situations, to finally portray, after a long, very long, hour and a half, a Rocky-like-from-rags-to-riches story. It was based on a true story. Yeah! That by itself cannot be a reason to get away with expressing deep social problems, such as drug addition, in the light-feel-good-everything-will-turn-out-ok-Hollywood-fashion, and then call itself a drama, only because the characters have the names of real people. "The Fighter" follows two boxing brothers in the 80s. One, Christian Bale, in the one true great performance of the picture, is Dicky, who had one great fight years ago, but now is a crack-addict who dreams of a comeback. HBO is following him around with cameras, ostensibly making a documentary about his comeback, but which is really about his drug addition. He is the trainer of his younger brother, Mark Whalberg, Mickey, who may have a future in boxing, but due to Bale's and his mother's (Melissa Leo) bad management, gets in all the wrong fights. Whalberg meets Amy Adams, and she urges him, after another bad fight, to seek new management, getting herself into a lot of trouble with the family. Meanwhile, Bale goes to jail, and that's the excuse for Whalberg to get away from the clutches of his family and start making it big in the rings. Yet he is torn by his devotion to the family, and his need to win. And the title match is coming up, just as the brother is getting out of jail... Summarized like this, it sounds away more interesting than it is. The boxing scenes are few, and either Walhberg loses big (in the beginning), or he wins big (at the end), always in the same away: getting his ass kicked for 10 rounds and then giving one single KO punch. No surprise ever at the beginning if he is going to win or lose the fights. The movie gives that away always in the way it builds them up. And so what is the rest of the movie? The family drama! I haven't seen a family drama as bad since "Brothers" last year. And most scenes are there just to please the american audience, such as the trying to lynch Amy Adams scene, by Mickey and Dicky's 7 or 8 sisters and their mother. Bale's drug addition is also to laugh at. He is a drug addict who comes out clean as a whistle from jail (there is no drug in jail, did you know that?!), redeemed, and ready to do good for his brother all the way to the title. The Oscar for Melissa Leo is also incredibly unbelievable. Just because she speaks with an accent and has those lines like Sandra Bullock's Oscar performance, she is noticeable enough on screen for the award. Amy Adams, also nominated, much more deserved it. Her performance may not fill the screen with character acting, but is much more powerful in the way it's contained, and especially real. She truly is a great actress, and doesn't need to steal the scene to show it. David O. Russell has given us great films such as "Three Kings". But "the Fighter" is just to make americans feel good about themselves, and believe in the american dream. Believe that every bad person redeems himself, believe that a social drama is a bunch of cliché-like scenes, Oprah style, and believe that a losing fighter changes pace in mid-fight due to love and an uplifting speech. I am sure that  the opponent also has a girlfriend waiting in the wings, and his manager also gave in an uplifting speech. But is he the villain just because the fighter the movie is following is in the other corner? I hated "The Fighter" as a film. It gives nothing. It is nothing. Shame on you Academy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3065413773292232019?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3065413773292232019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/fighter-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3065413773292232019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3065413773292232019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/fighter-2010.html' title='The Fighter (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QepUEjryS0o/TfsXbbuaKlI/AAAAAAAAAak/NQ8VTT41-44/s72-c/PHt10DphcIA4wt_2_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5556409787173732937</id><published>2011-06-12T17:13:00.005+01:00</published><updated>2011-06-12T17:46:26.241+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Kung Fu Panda 2 (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-zBoEeWgQG1E/TfTq3ivPLpI/AAAAAAAAAac/2ih1HV0gk1E/s1600/kung-fu-panda-2-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zBoEeWgQG1E/TfTq3ivPLpI/AAAAAAAAAac/2ih1HV0gk1E/s400/kung-fu-panda-2-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617372875176488594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The Panda is back to kick some ass! The first "Kung Fu Panda" was surprisingly good, with great visual and screenplay humor, and a story which, despite following the usual animation-movie-cliches, was compelling enough. Jack Black, off course, is the man, and taking aside Dustin Hoffman, the other side characters where there just for their visual contribution rather than their screenplay one (Jackie Chan, Angelina Jolie, Lucy Liu, Seth Rogen had each about 5 lines in the first movie). But that's what was great about the Panda. Great humorous visual animation, and a lot of improv by Black. The second film follows the same type of overall structure, with the addition of more lines to Angelina Jolie. Black never fails to impress, and the visual gags, albeit less, are hilarious. One can mention the "sneaking-in" scene, Panda-style, or the one where he tries to make an uplifting speech far away from everyone else, as moments that bring the movie theater down with laughter. Yet the story... well, the story is always the weaker point in these movies. And from the first scene, the prologue, the audience is given the answer to what Po tries the whole movie to discover. So I, as a member of the audience, was not surprised, nor impressed, nor did I discover the truth at the same time as Po. I knew it from the start, so I just waited, without thrills, for Po to get there. Basically, long ago, an evil peacock, Shen (fantastically voiced by Gary Oldman), heir to the throne but going down a dark path (discoverer of gunpowder and cannons), had a soothsayer which foretold that he was going to be defeated by a Panda. Therefore he ordered the slaughter of all Pandas, and only baby Po escaped. For all those who thought strange that Po was the son of a geese in the first movie, here's the answer. After all these years, Shen is back, and the kung fu warriors are no match for his gunpower. This is scene 1. So the rest of the movie, Po and the furious 5, mentored by Hoffman, have to save the world, at the same time as Po unravels the riddles of his past. Same old. Same old. Here again, we have a lot of characters who are kung fu masters, which have trained for years, and fight a hell of a lot better than Po. But here again, all the mysteries (as the dragon scroll in the first movie) are given to Po, because he is the chosen one! What is the moral here? A fat lazy Panda will get all the glory and you can forget about all those true kung fu warriors? Why can't Angelina Jolie's character find inner piece and master the water drops? She has trained for 20 years! Why has it to be the Panda, who has eaten for 20 years instead? Just because the movie is called "Kung Fu Panda". Taking this little detail aside, "Kung Fu Panda 2" is still one of the best animation films this year. Way better than "Rio" anyway. Inferior than the first, because the story is inferior, but there is still material enough to produce a great visual experience (although the 3D was only average), and an amusing one. Like the first scene, the last scene also spoils the movie experience. It clearly tells the audience that there is going to be a Panda 3. If they weren't so preoccupied with building up the story for the next one, they could have focused and done a better job with this one. But no matter how many more Pandas come, just remember how good the first one is.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5556409787173732937?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5556409787173732937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/kung-fu-panda-2-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5556409787173732937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5556409787173732937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/kung-fu-panda-2-2011.html' title='Kung Fu Panda 2 (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zBoEeWgQG1E/TfTq3ivPLpI/AAAAAAAAAac/2ih1HV0gk1E/s72-c/kung-fu-panda-2-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-259085643715854379</id><published>2011-06-06T19:29:00.002+01:00</published><updated>2011-06-06T19:40:17.763+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Portrait of a Lady (1996)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-WKnoCdsaTFc/Te0fDHJ_DFI/AAAAAAAAAaU/B7Ptxiy03Ws/s1600/1996-the-portrait-of-a-lady-poster1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-WKnoCdsaTFc/Te0fDHJ_DFI/AAAAAAAAAaU/B7Ptxiy03Ws/s400/1996-the-portrait-of-a-lady-poster1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615178448721874002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;To adapt a 600 page novel, whose richness is in its psychological construction, into a 140 minute film constructed upon spoken dialogue is an impossible task. I mean you can make the most marvelous film ever, but you cannot reproduce in this way one tenth, nor one hundredth part, of the essence of the novel. And although “Portrait of a Lady” may be the best movie that could be made out of such difficult material, it is not marvelous, nor enchanted, nor poetic, and does not even get close to the original. Well, it is close in terms of the story, but not in its power. Jane Champion’s “Piano” in 1993 made her the most important female director to date, and eagerly everyone awaited her next project. The woman’s novel by Henry James was a bold choice, but one which seemed to suite her taste and obvious talent. Yet there were too many obstacles to surpass. Even if you ditch many side characters and side stories (such as Hentietta’s or Warburton’s), there is not enough time to convey the delicate emotional build-up that Henry James so skillfully constructed during the course of 500 pages. In an attempt to deliver the story as fast as possible, all of the early construction of Isabel Archer (Nicole Kidman), and her relation to the Touchetts was discarded, and the movie starts right of the bat with Warburton’s proposal. Almost 2 hours into the movie, Kidman says to Ralph “you are my best friend”, but they only had 2 or 3 scenes together before that, so that connection is not believable. This type of incongruences happens a lot in the film. “Portrait of a Lady” is the story of Isabel Archer, an American poor relation of the wealthy Touchett family. When visiting, everyone becomes infatuated with her. Ralph, a slowly dying man, silently adores her, Warburton proposes and is refused (as was her American suitor Vigo Mortensen), and then old dying Touchett (John Gielgud), Ralph’s father, leaves her most of his money at his son’s request. Free and rich, Isabel moves to Italy, and instigated by another supposed friend, Madame Merle (Barbara Hershey), falls in love with Gilbert Osmond (John Malkovich), a poor aristocrat with a daughter. This time she decides to marry. Years later, when that daughter herself wants to marry young Christian Bale against her father’s will, and trapped in a loveless marriage, Isabel strong personality finally yields, and she crumbles, aided by the impendent death of Ralph. “Portrait of a Lady” is a battle of wills between the major characters, and how they ascend and fall victim of the games they play. It’s the games that keep them alive, but it’s also the games that finally destroy them. The movie, as the novel, and rightly so, sees all this through Isabel’s perspective. But the novel explains to us why Isabel is like this, and why she makes the choices she makes. The movie doesn’t. Character development is missing, right from the start. And so her choices are forced on the audience, without falling in place with the character. Not even if you say “woman will understand her”. No! Because of this, it is also hard to believe how every male loves her, because, at least on screen, she does nothing to justify it. And as every side character appears and disappears at will just to add a needed element to the plot at a given time, they are also artificial. It is strange, in the middle of all this, that the only person believable is Malkovich. Champion attempted, and rightly so, to add a few psychological elements of Isabel’s inner demons through the use of artistic slow motion scenes or dream sequences. These are fewer than there ought to be, but unfortunately most are there to shock and try to make the movie less, well, dialogue-boring, forcing the message of a modern woman’s movie to a 90s modern woman. Why make an open credit sequence with modern women in a garden discussing their kissing experiences? Why make Isabel have a foursome dream with all her lovers? Why make her trip abroad look like a 1920’s silent picture? This is set in 100 years before silent pictures! Anyway, some of these might work (the foursome scene for example) but most scenes fail because they are just a lot of dialogue, said in the shortest time possible, without the proper pauses for emotion. Even if the dialogue is strong and emotional (it is), and even if the actors deliver it perfectly (they do), there is no time to sink it in, because there is a lot of story still the movie wants to cover, and so it pushes itself non-stop. All in all “Portrait of a Lady” tries, and succeeds, to be faithful to the narrative of the novel, and that is an achievement. Furthermore set design, cinematography and camera work all excel. Yet most things are added artificially only because they need to be there, the characters are not developed, and the audience is forced to believe in feelings that have not grown in the picture, but only in the book. Hence this film is a nice complement to the book (come and see the major scenes acted by a lot of famous people!, and Kidman’s very weird hair style!), but is nothing individually. It was too much to squeeze in so little time, and consequently the feeling was taken out of the story, although the actors do their best to keep it there (all except Mary-Louise Parker playing Henrietta – she is just plain bad!). And the 90s modern woman? Can she identify with Nicole? Probably… but not in this picture.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-259085643715854379?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/259085643715854379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/portrait-of-lady-1996.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/259085643715854379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/259085643715854379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/06/portrait-of-lady-1996.html' title='Portrait of a Lady (1996)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WKnoCdsaTFc/Te0fDHJ_DFI/AAAAAAAAAaU/B7Ptxiy03Ws/s72-c/1996-the-portrait-of-a-lady-poster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4599450668728597139</id><published>2011-05-31T16:28:00.001+01:00</published><updated>2011-05-31T16:30:22.873+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Efémeá… Efemeé… Efémeí!</title><content type='html'>Diz-se por aí que somos um bando de desgraçados que está à beira do colapso financeiro. Há quem diga que estamos num fosso, ou num buraco financeiro, mas a definição quer de fosso, quer de buraco, implica que o mesmo tenha um fundo. Mas, segundo que parece, a presente situação não tem um fundo. Nem um fundo perdido. Basicamente, não tem um fundo por onde se lhe pegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só não tem um fundo como não tem um fundamento. Tem um afundamento, da espécie “Titanic”, mas não tem um fundamento. Porque um fundamento implica alguma lógica, por pouca que seja, e o que se anda a passar por estes lados não tem lógica nenhuma. Claro está, todo o raciocínio lógico foi inventado por um grego. Nós seguimos a onda, ou melhor, o icebergue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade diz que há para aí um fundo qualquer. Diz que sim. Mas não me acredito. Uma vez estava na praia e cavei o buraco mais fundo que consegui. Depois a minha mãe chamou-me para me ir embora e eu fiquei muito triste por não acabar o buraco. Só mais tarde me apercebi que um buraco meio acabado não deixa de ser um buraco. E um fundo bem fundo não deixa de ter um fundo. Portanto, para nos salvar desta desgraça, o fundo teria de não ter fundo, e o buraco teria de ser todo coberto, senão continuaria a ser um buraco! Possível? Talvez. Lusitanamente fazível? Bem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até há pouco tempo pensei que o FMI tinha alguma coisa a ver com o facebook. Uma espécie de FBI dos murais, um Federal Mural of Investigation. Afinal não. Afinal parece que emprestam dinheiro. Os portugueses já podem regozijar. Seguindo o exemplo do brilhante líder dessa instituição, todas as dívidas que estejam relacionadas com a prostituição e o abuso sexual serão cobertas pelo pacto de estabilidade. É uma boa notícia para o sindicado dos proxenetas portugueses, que já de algum tempo a esta parte se queixava de não estar a receber o 13º mês, nem subsídios de natal. Será uma época particularmente festiva para os de Bragança, que graças às suas meninas vão receber uma ajudinha extra, cortesia do director geral do FMI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes tempos em que já nada nos vale, a não ser talvez uma boa praga de gafanhotos, que directivas pode o povo português exigir dos seus governantes, ao invés do inverso habitual, que consiste nos governantes exigirem do povo português, enquanto ficam a tocar guitarra à sombra da bananeira e a chuchar no dedo, bananeira e guitarras essas importadas directamente de, respectivamente, Costa Rica e Inglaterra, com dinheiros públicos, e dedo esse obtido a um preço muito mais caro? Sugerem-se duas ou três trivialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, mais importante que tudo, eliminar a profissão de taxista e introduzir a de taxista/costureiro ou taxista/talhante. Já ninguém usa um telefone em que é preciso dar à manivela e cujo bocal está fixado na parede. Já ninguém usa o Spectrum como seu computador pessoal. Já ninguém usa o mIRC. Pior, já ninguém tem conta no hi5! Então porquê, com o tarifário ao nível em que está e com a evolução dos sistemas de transporte público, é que ainda é preciso táxis? Um taxista fica o dia inteiro a falar com os seus compatriotas nas paragens de táxis. Não produz, não trabalha. Não recebe nem dá, a não ser à língua. Fica 8 horas de um dia à conversa para fazer uma viagem de 10 minutos, com uma bandeirada de 5 euros. Portanto sugiro que seja erguido um pré-fabricado no local de cada paragem de táxis, para que os taxistas exerçam outra actividade enquanto esperam os seus solitários telefonemas. Um quiosque de produtos dietéticos? Um serviço de atendimento do IRS? Um call-centre da Optimus? Qualquer coisa, desde que contribuam para o país, no restante 90% do dia em que não estão a conduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, criar um sistema de emparelhamento de famílias. O conceito é simples, juntar uma família rica com uma pobre, e fazer permutas de montantes a partir de determinados valores. Imaginemos que um desgraçado ganha 3.000 euros por mês e outro ainda mais desgraçado ganha apenas 600. O que ganha 3.000 passa a receber 2.900 e o que ganha 600 passa a receber 700. Uma pequena ajuda que nem faria mossa no desgraçado nº1 e que faria toda a diferença para o desgraçado nº2. E quem sabe, os desgraçados até podiam ficar amigos, e ir tomar umas cervejas na sexta à noite. Sim, eu sei que isto nunca iria resultar. Os ricos iriam aldrabar nos rendimentos para dar menos, os pobres iriam aldrabar nos rendimentos para receber mais. E se esta permuta ocorre-se entre, imaginemos, quem recebe mais de 1.500 e quem recebe menos de 650, iríamos ver os contratos todos a espetarem-se mesmo à beirinha destes valores, por mera coincidência… Mas um tipo pode sonhar com a utopia, não pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, acabar com os licenciados em gestão de engenharia de marketing de body building da Bio Seiva do instituto universitário ISCTAPTEC XONÉ ¾. Empurra-se quem não sabe ler até ao 5º ano de escolaridade. Empurra-se quem não sabe quem foi o primeiro rei de Portugal até ao 7º. Empurra-se quem não sabe fazer uma conta de dividir até ao 10º. Empurra-se quem chumba nos exames nacionais para a faculdade, através de algum percentil de quotas de directivas de estatísticas de ah e tal e coiso. E os desgraçados nºs 3, 47, 68 e 1000243, que deviam ser padeiros, pedreiros, marceneiros e merceeiros, aparecem na televisão a manifestarem-se, a dizer que são licenciados e que não têm emprego. Com todo o respeito pelos verdadeiros desempregados, repugna-me ver estas reportagens, nas quais a um cantinho algum jovem sussurra qual o seu curso e onde o tirou… E depois ‘vão vir’ médicos do Chile e de Espanha, porque o emprego neste país chega para todos, e portanto porque não dar uma mãozinha aos estrangeiros…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, quando o Obama vier cá a Portugal, levem-no a almoçar ao ‘Churrasqueira Avenida’ ou ao ‘Retiro da Francesinha’, em vez de oferecerem um almoço de estado que custará no mínimo umas 100 vezes mais por pessoa. E aqueles canapés de maracujá servidos em Belém não se comparam com umas boas asinhas de frango, a um décimo do preço, servidas ali no tasco da esquina. E para deslocação, o homem bem que pode andar a pé, ou de trotineta, ou numa prancha de surf, já que é do Hawaii. Agora de tanque? Que chega depois de se ir embora? Também podemos vender o tanque aos líbios, e aí já poderemos pagar salários a mais uns quantos. As mesmas recomendações dos jantares e das deslocações são feitas a todos os políticos em campanha. Quereis estimular a economia? Comei nos tascos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade podia ficar aqui a fazer recomendações até depois de amanhã. Quem estiver interessado nas minhas brilhantes sugestões, não hesite em me contactar. Responderei com todo o ar da minha graça. Se a graça me faltar, responderei somente com o ar. E com o ar que me resta, avanço directamente para a última recomendação de todas. Quem me conhece sabe que sou completamente apolítico. Só quero fazer rir, expressar-me literariamente e dizer o que penso com um toque de ironia. Pois… sou desses, sou esquisito. E mais que esquisito, sou bronco. Não sei (e isto é verdade, há testemunhas que o provam), qual o partido político de A ou de B, e se estão à direita ou à esquerda (à minha direita ou à tua direita, à minha esquerda ou à tua esquerda?). Não faço ideia de que partido é o prezado Sô Socras. Não voto ou voto em branco. Não acredito no sistema e é tudo igual para mim esteja quem lá estiver. Nunca notei diferença. Bem, para falar verdade, se algum dia estiver lá o Dom Duarte, talvez se note uma ligeira diferença. Mas uma coisa eu sei. E sei-o porque tenho olhos na cara, ouvidos… também na cara, e dois dedos na (ou melhor de) testa. E o que eu sei é que a rambóia é muito bonita até alguém perder um olho. Ou uma perna. Ou pior. Ou não. Porque pior que perder uma perna não há. Imaginem que queriam andar ao pé-coxinho. Não podiam! Pensai nestas palavras sábias e fazei o favor de ler com muita, muita atenção a mensagem dos nossos ‘sponsors’, que se segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fazei o favor de não reeleger o pascôncio que nos levou a esta situação desesperada. Chamem-lhe Sô Socras. Chame-lhe Sô Socas. Chamem-lhe Clotilde. Chame-lhe o que quiserem. Só não o chamem outra vez. Obrigado. O país agradece.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4599450668728597139?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4599450668728597139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/efemea-efemee-efemei.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4599450668728597139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4599450668728597139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/efemea-efemee-efemei.html' title='Efémeá… Efemeé… Efémeí!'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8133177062824132783</id><published>2011-05-29T10:35:00.004+01:00</published><updated>2011-05-29T11:18:44.870+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Tree of Life (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-__Ma8_dSFrA/TeIb6C_0tbI/AAAAAAAAAaI/nzzbkwaDGtU/s1600/the_tree_of_life_movie_poster_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-__Ma8_dSFrA/TeIb6C_0tbI/AAAAAAAAAaI/nzzbkwaDGtU/s400/the_tree_of_life_movie_poster_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612078769707988402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"The Tree of Life" is not a film. It's a work of art. And as all works of art, it is not entirely understood by anyone except the artist himself, it is not for all hearts (especially for those of a mainstream audience), and produces different reactions and interpretations. It is not that the general public will not understand it, it is just that they will not allow themselves to understand it, because this is not an ordinary cinematic experience, and one that most people do not seek when going to the movies. Yesterday I saw a couple walk out in mid-performance. For myself, I was in awe. Terrence Mallick has been my favorite director for as long as I can remember, coming only second to the great Charles Chaplin in my cinematic adoration. Not yet born when he burst into the american scene with "Badlands" (1973) and "Days of Heaven" (1978, one of my top 5 favorite movies of all time), I have eagerly anticipated seeing "The Thin Red Line" in 1998 (the best war picture of all time, which was his comeback after retiring for teaching philosophy), and "The New World" in 2005. For the last 6 years I have waited and waited for a new Mallick. And here it is, and it's nothing like I have ever imagined. Mallick's films have common elements. Voice off narration, ethereal editing style, hand-held camerawork, relation between man and nature. And all these I expected, and all this appeared right from the start, setting two different scenarios. One in 1950s suburban America, where Brad Pitt raises his 3 sons with an iron fist, trying to make "man" out of them. The other, in the present, where Sean Penn, the last surviving son, is reminiscing about his upbringing. Saying that this is the story is an understatement. Mallick's films are all about emotions, and thoughts, and marvelous photography. Yet suddenly, 15 minutes into the film, all this stops. And then all that Mallick aims is finally revealed. An intoxicating (and for most unbearable) 30 minute sequence shows us the origins of the world. In comparison, "2001"'s the Dawn of Man is nothing. Compelete with the Big Bang and CGI dinosaurs, Mallick shows his audience that this particular piece of art is about life, the meaning of life. True that the movie will eventually lead up to the 10 year old Sean Penn, and eventually dwell there for almost it's entire duration, only skipping to the old Sean Penn right in the end. But focusing on one life, and on one single event, the coming of age of this character, Mallick has given us the most brilliant study ever on life, it's beauty, it's struggles, it's poetry, it's magnificence, in communion with nature, and it's most important value: love. Do not seek for a coherent storyline. Do not seek for thrills nor forced emotions. You will get feelings, tons of feelings, through the magnificent imagery. Every single shot is a work of art. Every single shot is a painting of the greatest beauty. True that Mallick seems to test the patience of his audience. Specially the beginning and end scenes seem to be stretched as far as it's humanely possible to bare. True that the artistic values have completly run down any entretainment ones. But who can argue with beauty? I get the felling that the film could have been immortal had it portrayed the entire life of that young boy, instead of freezing when he is about 10. But this is probably 68 year old Mallick's labor of love, maybe reminiscing on his own memories. This is his philosopher's view on what is life. This is true beauty on screen. "Days of Heaven" is the most beautiful movie ever shot. "The Thin Red Line" is the greatest war movie. Now Mallick completes a trilogy of cinematic beauty. "The Tree of Life" is a compendium of life, the greatest work ever on that subject. The Palm D'Or was inevitable. The Oscars will probably elude. To see "Tree of Life" you have to be free from what you think a movie should be like, and you should shut your brain from entretainment. Just stretch out with your feelings, and you'll begin to grasp a little of what it has to offer. True this is Mallick's most bold and unaccessible work to date, but it can also be one of the most gratifying. Half a day has gone by, and I still think about the movie constantly. I hope the feeling lasts. And Terry... come back soon.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8133177062824132783?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8133177062824132783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/tree-of-life-2011.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8133177062824132783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8133177062824132783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/tree-of-life-2011.html' title='The Tree of Life (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-__Ma8_dSFrA/TeIb6C_0tbI/AAAAAAAAAaI/nzzbkwaDGtU/s72-c/the_tree_of_life_movie_poster_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-9052320030057561709</id><published>2011-05-27T19:47:00.001+01:00</published><updated>2011-05-27T19:49:20.923+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-t2nB78BCi4Q/Td_yLRgXETI/AAAAAAAAAaA/No9PhcTXl5A/s1600/Pirates-of-the-Caribbean-On-Stranger-Tides-Movie-Poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-t2nB78BCi4Q/Td_yLRgXETI/AAAAAAAAAaA/No9PhcTXl5A/s400/Pirates-of-the-Caribbean-On-Stranger-Tides-Movie-Poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611469936218542386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The franchise is back. New director, new story arc, new main character. Yes, most forget, but the first 3 movies were not about Captain Jack Sparrow (Johnny Depp). He was a “side” character, which, for being the fantastic creation which he was, gained more and more screen time as the movies progressed. Keira and Bloom’s story was completely worn out by the very inferior third film, and perhaps it was for the best that they both declined to participate. But the fourth film has a very particular peculiarity. It is based on a pirate novel called “On Stranger Tides”. Disney’s producers basically bought the novel, filmed it, and devised a way to get Sparrow in it as the main character as much time as possible. So, although marvelous director Rob Marshal has made the most coherent and wholesome movie of the franchise, it is a movie that lacks the swashbuckling extravaganzas of the first two and has a lot less excitement, and a lot less entertainment values. Pirates 4 is structured as a book. Each scene is a set piece (where Marshal brilliantly displays his talents). Each scene has a lot of value and leads the movie into different directions, building up characters. Each scene pushes a little the story forward. But as a whole the movie fails to deliver. The buildup is slow. The climax is soft and quickly gone. The ending comes almost unnoticed. Pirates 4 is a book put on screen. It may have Depp at his best, amusing and delightful. It has. It may have pirate ships, explosions and supernatural things. It has. Individually all the little things seem to be there. But as a whole one asks in the end “is that it”? This is a story that works well on the page, because the reader reads it slowly and imagines what is going on. On screen, and although the 3D was fabulous, there are a lot of things flying around but none which come together in the end. Basically, Geoffrey Rush (for the British), Penelope Cruz, for the Spaniards, Black Beard for the hell of it, and Sparrow for himself, all fight against each other to reach the fountain of youth. That’s it. This is the plot. They all sail to it and then there is a show down. For a good show down in terms of everlasting life see “Indiana Jones and the Last Crusade”. For a bad showdown in terms of everlasting life see Pirates 4. As I said, it entertained scene by scene, and Sparrow is yet not boring to watch again and again. But as a whole this had the dynamics of a novel, not of a film. A 3D blockbuster should hold no bars. This is what you get if you use the director of “Memoirs of a Gueisha”. Filmmaking quality, regardless of the story. But quality is not what a pirate movie should have the most. And spicing up the story wouldn’t hurt either.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-9052320030057561709?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/9052320030057561709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/pirates-of-caribbean-on-stranger-tides.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/9052320030057561709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/9052320030057561709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/pirates-of-caribbean-on-stranger-tides.html' title='Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-t2nB78BCi4Q/Td_yLRgXETI/AAAAAAAAAaA/No9PhcTXl5A/s72-c/Pirates-of-the-Caribbean-On-Stranger-Tides-Movie-Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-5526982082325847273</id><published>2011-05-21T13:09:00.001+01:00</published><updated>2011-05-21T13:27:55.547+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>The Broadway Melody (1929)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-15mE0fgRNC8/Tdevv-ODLqI/AAAAAAAAAZ4/TtDga711FTk/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 188px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-15mE0fgRNC8/Tdevv-ODLqI/AAAAAAAAAZ4/TtDga711FTk/s400/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609145099603881634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1929 was the first year ever of talking pictures, and “The Broadway Melody” was the first ever all-talking film to come out of the massive MGM studios. It also won the second ever Best Picture Oscar, being the first sound film ever to do so (“Wings”, the year before, was a silent picture). But, although it was a smash hit when it came out (the first ever true musical), it now looks a lot dated. Shortly after, movies like 42nd street, The Golddiggers, all Bugsy Berkley extravaganzas, the Fred and Ginger films, and the whole bunch of sequels to Broadway Melody itself, raised up the bar of the musical to spectacular heights (never again seen to this day), so Broadway Melody of 1929 seems very shy and poor in comparison. Like all these films, and “The Jazz Singer” before, the film sets itself in show business, and uses that as an excuse to present musical numbers as part of the shows/rehearsals the main actors are in. But here there are very few routines, about 4 in a 100 minute movie, all with little flair and little greatness. Even so, one has to think that sound was still on its experimental stage, and the camera was still a heavy thing to carry around and move. For what it presents, it may take a lot of credit, being a ground breaking film. The song and dance routines are squeezed among a simple plot, which basically repeats itself during the whole course of the movie. Two sisters, Queenie and Hank (Anita Page and Bessie Love), who had it made in the small towns, come to Broadway to seek their luck. They don’t have to fight for it much however, because Hank is engaged to a big star, Eddie (Charlie King), who gets them into his show, even though their audition sucks (not due to their talents!). Once in, the film divides itself between the rehearsals and this love triangle. Once he sees Queenie, Eddie falls in love with her (and so does everybody else). Because she sees Eddie’s advances and fears to hurt her sister, Queenie decides to capitulate to the womanizer producer, which in turn causes her a lot of discussions with Hank. The fact that Queenie can’t tell her sister why she is with a no good man is the “drama” of the picture. Eddie, the main singer, is one of the lousiest characters I have ever seen, but the movie treats him as the nice guy! Engaged to one sister, he tries to make love to another. Then, he is portrayed as a good person because he fights to get Queenie away from the bad producer, although he fails completely, including losing a fist fight. When Hank discovers the truth, and when she tells Eddie that she does not love him, that she was just fooling around, he BELIEVES HER, and only then goes running straight to Queenie. Once they marry, he has his eye on another girl already! How is this guy the hero! How can the movie consider him as the romantic lead and consider all this matter of fact? Sexist behaviors of the 1920s? And poor little Hank, the more talented of the sisters, sees Queenie, because of her looks, rise on Broadway, get Eddie and get the fame, while she ends the movie going back to the small towns, with little hope of returning or ever making it big. Where is the moral here? It’s an odd plot! The movie has some awkward acting, singing and dancing, a consequence of its vintage. Only Bessie Love shines. Anyway, and despite the little songs and this chauvinistic plot, this is a hallmark film. Hell, it’s the first musical ever, a genre which would produce some of the finest pieces of filmmaking in history, and gods like Fred Astaire, Gene Kelly, Ginger Rogers and all the Jacques Demy’s films!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-5526982082325847273?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/5526982082325847273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/broadway-melody-1929.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5526982082325847273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/5526982082325847273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/broadway-melody-1929.html' title='The Broadway Melody (1929)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-15mE0fgRNC8/Tdevv-ODLqI/AAAAAAAAAZ4/TtDga711FTk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1104646519227616551</id><published>2011-05-15T12:29:00.001+01:00</published><updated>2011-05-15T12:31:02.000+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Source Code (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-vK6R-juorwQ/Tc-5cAOpsjI/AAAAAAAAAZw/gjZK4Zq7KKM/s1600/source_code_poster-535x791.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vK6R-juorwQ/Tc-5cAOpsjI/AAAAAAAAAZw/gjZK4Zq7KKM/s400/source_code_poster-535x791.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606903951848485426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Very much like Duncan Jones' first movie (Moon, 2009), "Source Code" derives from a very interesting sci-fi concept but as the movie unfolds one gets the feeling the most wasn't made of it, and that the little odds and ends don't exactly click together at the end. Yet where "Moon" was an artistic, almost poetic, labor of love, "Source Code" is much more on blockbuster mode, and that’s why it fails in being as pure and as good as the first. It doesn’t lose any time to get you inside the action, and is complete with on cue suspense/action music and characters who know exactly what is going on but who don't explain the plot from the start just for the audiences' sake (the same as “Moon”). Because of this it is deprived of real tension and suspense, or rather has a fake tension that’s not really there, but nonetheless is full of a gripping claustrophobic atmosphere, which comes from its succession of 8 minute sequences. Jake Gyllenhaal wakes up on a train on a body which is not his own. After 8 minutes the train is blown to bits by a huge bomb. Instead of dying, Gyllenhaal, a US soldier who was in Afghanistan, wakes up in what appears to be his craft, in which he is stuck. Dazed and confused, his only connection to the outside is through a monitor, in which Vera Farmiga and Jeffrey Wright explain to him that he is in the Source Code, a secret government program which enables him to relieve the last 8 minutes of a man’s life. They explain furthermore that the bombing happened that same morning and they need him to go back again and again to the train, relieving the 8 minutes over and over again, until he finds the bomber, least he strikes back that very same day. It’s not time travel, it’s just a sort of Matrix where the last memories of everybody who died are implanted. But is it really so? As Gyllenhall is sent back again and again to the train, events unfold, not really to find the bomber (that’s is done easily, it just takes time because he goes after a lot of red herrings), but for Gyllenhall to find exactly where he is, what has happened to him, what is the true secret of the source code, and how can he save Michelle Monaghan, a passenger on the train with whom he falls in love. At first the movie makes no sense. Then, when the secret of the source code is explained, it starts making a lot of sense. And then, probably the one single time in movie history, the final twist takes the whole sense the movie had away and destroys its beauty completely. Despite its unrealistic premise, “Source Code” is a sci-fi film who had the ingredients to be, not brilliant, but at least very interesting. But the finding of the bomber is so stupidly simple that he could have done in the first five minutes of film. He just didn’t because, well, the movie had to take 2 hours. Also, the plot could be explained by Vera Farmiga in the first 5 minutes. She just doesn’t for the same reason, and Gyllenhall spends and hour going to the train 8 minutes at the time before they decide to tell him the truth. These are artificial tricks to give suspense to a movie that don’t go down well, at least to me. But all this could be acceptable if the personal problems of Gyllenhall (where he is exactly in the real world, and how can he save the passengers of the train in a reality that doesn’t exist), which take all the screen time, were brilliantly handled. They were, until the final twist. Hollywood ending? Well, give me the independent ending anytime, such as “Moon” had. “Source Code” is entertaining, has an interesting premise, and Gyllenhall and Monaghan shine in their roles. But in the end is just another blockbuster, where all is quickly explained with no sense to give it an all’s well that end’s well ending, completely out of tune to what the movie was building up for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-1104646519227616551?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/1104646519227616551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/source-code-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1104646519227616551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1104646519227616551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/05/source-code-2011.html' title='Source Code (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vK6R-juorwQ/Tc-5cAOpsjI/AAAAAAAAAZw/gjZK4Zq7KKM/s72-c/source_code_poster-535x791.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3243079395012819263</id><published>2011-04-30T13:18:00.004+01:00</published><updated>2011-04-30T15:14:24.697+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Winnie the Pooh (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-kZZKag6x6y8/TbwX5UtWLeI/AAAAAAAAAZo/2SIjy5XPJks/s1600/Winnie%2Bthe%2BPooh%2BPoster.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 271px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kZZKag6x6y8/TbwX5UtWLeI/AAAAAAAAAZo/2SIjy5XPJks/s400/Winnie%2Bthe%2BPooh%2BPoster.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601378310120943074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Saturday. 10h30 AM. A theater full of kids. Preview of Disney's "Winnie the Pooh". Sleepy, I wasn't expecting much. This was not the big Disney release of the year, this was a 69 minute film focus solely on appealing to a children's audience. Yet, quite honestly, I WAS BLOWN AWAY. This was an amazing picture. Funny, visually appealing, moral-giver, didactic, and highly entertaining. After an animated short-film, also very compelling for a young audience, about the Loch Ness Monster, the main picture starts. It takes an inventive format, the narrator himself (John Cleese on the original version) interacts with the characters, as they (literary!) jump out of the book, stumbling over the paragraphs and the letters (even using the letters to story purposes). In and out of the storybook, the illustrations come to life in another adventure of the hungry-for-honey cute little bear. Pooh wakes up and is very hungry, but all his jars of honey are empty. He searches in vain for more honey. At the same time, his donkey friend, always blue and down on his feelings, has lost his tale. All the friends decide that whomever finds the tail shall earn a pot of honey. Everyone, the tiger, the pig, the owl, the rabbit and their human friend, young Christopher Robin, go in search of the tail, but none more than Pooh, getting more and more hungry. Then Robin disappears, and leaves a note saying he will be 'back soon', and all the animals think he was kidnapped by a creature named Backson, and hence try to catch him! "Winnie the Pooh" is an incredible simple adventure for children, full of moments to amuse, delight and instruct (most notably on the alphabet and words), catchy songs and the usual notions of friendship and loyalty. The only thing out of place seems to be Pooh's own personality, as he seems only interested in finding something to eat, using the other characters to his own egotistic purposes... Anyway, it was a magical film. Take your kids to it, or go feed the child in yourself. Only Disney can give this, and more than 70 years later, their ability to reach still the very heart of children is mesmerizing. This type of film is what children need growing up, and at least one studio in the world still releases them on the big screen. Hurray for Disney!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3243079395012819263?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3243079395012819263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/winnie-pooh-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3243079395012819263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3243079395012819263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/winnie-pooh-2011.html' title='Winnie the Pooh (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kZZKag6x6y8/TbwX5UtWLeI/AAAAAAAAAZo/2SIjy5XPJks/s72-c/Winnie%2Bthe%2BPooh%2BPoster.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-6931505863703917874</id><published>2011-04-27T22:08:00.005+01:00</published><updated>2011-04-27T22:46:22.475+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Synecdoche, New York (2008)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-J8jwbLXwEho/TbiNbYpyGcI/AAAAAAAAAZg/MwmdRvocRGM/s1600/snyposter-%25282%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-J8jwbLXwEho/TbiNbYpyGcI/AAAAAAAAAZg/MwmdRvocRGM/s400/snyposter-%25282%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600381638248896962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;When the writer of "Being John Malkovich", "Adaptation" and "Eternal Sunshine of the Spotless Mind" steps into the director's chair, you can expect everything except the ordinary. Spike Jonze droped out of directing this picture in favor of "Where the Wild Things Are" (2009), so Kaufman had his chance to shine, and apparently he did, as critic Roger Ebert named this the best movie of the 2000s. Yet, despite having seen all the films writen by Kaufman, and being fascinated by the way he weaves together dreams and the mind in the ultimate metaphors of human existence, I was disappointed with this picture. Maybe because I am not a middle aged man. Maybe because it was too intellectual for my capacities. Maybe because I failed to connect. Anyway, the metaphor, the structure, all were understandable, and the idea, the metaphor for life of a middle aged man to his death at old age, seen through the eyes of a larger than life theater play, is original and compelling. Yet, I found it very difficult to accompany the lengthy scenes, I found it even more difficult to keep track of the quick shifts the movie has. In the end, all is justifyable as part of the metaphor, and the life of the main character (Phillip Seymour Hoffman) is constructed piece by piece, as a projection on his own play, but was the path chosen the easy one? Could not there be a simple way to tell the story, or Kaufman complicated it on purpose because, well, he is Kaufman? It seems so, and the lyric and moving tale seems to hard to swallow amidst all that is thrown to the audience. "Synecdoche, New York" tells the story of a neurotic and disease-obsessive playwright who, having won an award, spends his earned money to create a true to life play in a massive warehouse, where he creates live size replicas of New York blocks and has actors playing the people he knows, those around him, and even himself. This is crossed with his personal life, his first marriage and break-up, with his wife (Catherine Keener) and daughter moving to Germany, his affair with the secretary (Samantha Morton) and various actrices along the way, and his ultimate thoughts of loneliness and growing old. As he gets old, life and fiction cross, and the boundaries become indistinct between the scenario and the real city, between the real people and the actors playing them, and between Hoffman's life and that of the never finished play, as more than 20, 30 years go by in rehearsals. Time and space lose sense, and in the end, Hoffman loses his own identity as he searches the meaning for his play, that is, the meaning of life. Described so it seems a marvelous picture. I am reading what I am writing and I can barely believe I didn't like it. But it is so. Maybe it was the inexperience of the director. Maybe it was too over my head. Maybe it was just the fact that I am young still and the thoughts of the meaning of life and old age have not struck me yet. There was something there that made it too much, shall I say, artificial. Yet it has a superb cast and keeps in line with the type of innovative screen writing that Kaufman has used us. To view again in say, 20 years. Maybe then it will blow me away...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-6931505863703917874?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/6931505863703917874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/synecdoche-new-york-2008.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6931505863703917874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6931505863703917874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/synecdoche-new-york-2008.html' title='Synecdoche, New York (2008)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-J8jwbLXwEho/TbiNbYpyGcI/AAAAAAAAAZg/MwmdRvocRGM/s72-c/snyposter-%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1673279068321134850</id><published>2011-04-22T19:59:00.004+01:00</published><updated>2011-04-22T22:06:59.027+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Scream 4 (2011)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-W7kLSLVm5mM/TbHsVNembhI/AAAAAAAAAZY/MWQhnsqavCQ/s1600/Scream4Poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-W7kLSLVm5mM/TbHsVNembhI/AAAAAAAAAZY/MWQhnsqavCQ/s400/Scream4Poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598515660937653778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;With so many sequels and modern horror films, or spoofs such as "Scary Movie", it's quite easy to forget how really good the first Scream movie was. It revitalized a slasher genre that was lost in horrible sequels of the main "killers" of the late 70s, early 80s (including those created by Wes Craven himself), by taking a fresh approach through characters that were aware of themselves and of the rules of horror films, hence allying humour and gore in a blockbuster in a way never seen before. Yet, after an interesting second movie and a very inferior third, the Scream saga seemed over, having itself been fully worn out. After a quick reboot in the early 2000s with the first Saw and one or two others, the horror genre now lives bad days again, with low quality, blood thirsty remakes of the original films. So, the scenario seemed set for another "Scream", which could use its own humour and insightful knowledge to criticize these brainless remakes. And for the first few minutes, "Scream 4" seems to be up to the challenge. The opening sequence, using the movie within a movie Stab (catch the cameo by Anna Paquin), sends its message loud and clear to the remakes, and Wes Craven shows the boys how it's done. Yet, a little latter, Scream seems to be a victim of the same lack of originality. Is Wes Craven skilfully making the greatest ironical coment of all? Or is the Scream franchise so worn out that it has no more original ideas? In good 2000s tradition, "Scream  4" seems to be a remake of the original Scream. Back in Woodsborough, 10 years later, the killings re-start. Neve Campbell, Cortney Cox and David Arquette are in the action, but the killing does not seem to be revolving around them, but actually around Campbell's nice (Emma Roberts). And surrounding her, all the characters that seem very familiar from the original movie: the hot best friend, the strange boyfriend, and the two film geeks from high-school. Also there is the oportunistic reporter (Scream 2), the cop (Scream 3), and pretty much the same type of characters that can be suspects. Events unfold in this film in a rather strange structure. The first half is full of killings, set piece after another of people alone checking out strange noises and looking where they shouldn't, instead of running away. Some actions seem strange, as the characters only the scene before new the rules, but once the killer is around, they seem to forget that they did know those rules. The second half gets more interesting, as the climax approaches, and when it does, it is, to say the least, surprising, at a first glance. It definitly takes you off guard, and seems to be give the ultimate moral of the modern movie-killer, and why does he kill - a brainless, fame seeking character, in a world where the 15 minutes of fame is all that seems to matter. And this false ending was appealing and seemed to send the movie into a whole different direction, but then there was another twist that blew it for me. Anyway, and without revelaing the story, "Scream 4" was perhaps based too much on a material that is completly worn out, so the movie had little to go on to be original. The ending twist is original, but to get there all the killing scenes were seen before, all the characters were seen before, and the "lame-character development scenes" get worse and worse by the minute. Even so, I take a Scream movie anytime in favor of any franchise reboots that are appearing every year. At least the characers are funny (sometimes), the killer is not death-seeking for no reason, and there is an awareness of cinematic history and technics that transpires to the public, that is always regarded with a kind eye. Scream 4 is nothing special, but at least is not mindless entretainment. But please, not a Scream 5. It's done with!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-1673279068321134850?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/1673279068321134850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/scream-4-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1673279068321134850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1673279068321134850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/scream-4-2011.html' title='Scream 4 (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-W7kLSLVm5mM/TbHsVNembhI/AAAAAAAAAZY/MWQhnsqavCQ/s72-c/Scream4Poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2629359015885792054</id><published>2011-04-18T18:48:00.003+01:00</published><updated>2011-04-18T19:26:01.999+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Rio (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-9XqPpYvXpa0/TayCNNJ51kI/AAAAAAAAAZQ/7lsU4igeBiw/s1600/rio-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9XqPpYvXpa0/TayCNNJ51kI/AAAAAAAAAZQ/7lsU4igeBiw/s400/rio-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596991600295794242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Blu Sky studios have given us the Ice Age trilogy, "Robots" (2005) and "Horton Hears a Who" (2008), all of which, except this last one, had the handling of brazilian born Carlos Saldanha, who this time around chose his own home town for the setting of an animation picture. Yet "Rio" gives nothing new entertainment-wise, and it's own vision of Rio de Janeiro seems a soap opera one, or one that is given by a rich-born person. Curiously, it was last week that I saw "Tropa de Elite 2" and the two films seem set in two different town entirely. Of course that I know that this is an animation feel good movie, yet there are some liberties you can't take. You can't have the main (human) characters going up and down the "favela" all the time! Anyway, "Rio" presents a story of the Bird Blu (voiced by Jesse Eisenberg), who at a very young age was captured and sold. He found a home in Minessota, as a pet to a young and delicate young girl named Linda, who becomes a delicate and shy book store owner (voiced by Leslie Mann), whose best friend is this house broken bird. Therefore, Blu never learned how to fly and is perfectly happy with all house hold comforts. But one day a Brazilian scientist, Tulio, comes and says that he is the last male of it's kind, and is needed back in Brasil to mate with the last female, Jewel, (voiced by Anne Hathaway). So of goes bird and owner to Brazil, where the real adventure begins. Basically, Blu and Jewel are stolen, the bad guys try to sell them, Linda and Tulio try to find them, as all the while the birds try to escape. Blu learns to love the outdoors, and will eventually learn how to fly when it's really needed, and both couples (the birds and the humans), will gradually fall in love. The humor is worn out material: chases, falling, funny talking characters, making the animals do human things such as dancing to rap or Lionel Ritchie (actually that scene is pretty funny), and the constant ramblings of Blu (Eisenberg almost repeating his facebook experience). The rest is pretty much standard and the plot moves where it should. Yet there are inexplainable things, such as why are all brazilian birds voiced by african-americans (such as Jammie Foxx and Will.i.am), with cliche african-american expression such as "y'all" or "bro", how can the characters walk around Rio's favela at ease, and why, yet again, the evil bird (working for those who steal the birds), speaks with an english stage accent? A lot of cliches, little jokes (I don't find it funny a will.i.am bird rapping), and nothing new on the plot. Enough to entertain? Sure, go and see and have a nice time. A milestone in animation? Certainly not. Animals again following the same formulas of hate turn to love, dilemmas and stubbornness that melt into conquering fears at the end, a strong headed female character that also fall in love, and side characters that exist to be voiced by famous people and not the other way around. Nevertheless there are great scenes, as the climax at the Sambodromo, in Rio's Carnaval, or the opening (the only scene worthy of the 3D). Much talked about, you may say it's a disappointment, because it's just another animation movie with animals, of no special value than its superficial entertainment. And Saldanha gives the postcard view of Rio, which is true for Copacabana, and not for the rest of the city...And by the way, not even the "bird near extinction" message is given any thought, which just helps to enhance the feeling I had through all the movie: the elements were there, the plot was just not explored.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2629359015885792054?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2629359015885792054/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/rio-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2629359015885792054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2629359015885792054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/rio-2011.html' title='Rio (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9XqPpYvXpa0/TayCNNJ51kI/AAAAAAAAAZQ/7lsU4igeBiw/s72-c/rio-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8668756603282874400</id><published>2011-04-14T18:54:00.003+01:00</published><updated>2011-04-14T19:23:41.662+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Moon (2009)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ux6-6C9KLS8/Tac7g1Y_pGI/AAAAAAAAAZI/h__UaqglFR0/s1600/Big_Moon_revised.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ux6-6C9KLS8/Tac7g1Y_pGI/AAAAAAAAAZI/h__UaqglFR0/s400/Big_Moon_revised.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595506497304896610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;For a modern low budget sci-fi film of a first-time director, "Moon" is surprisingly good. Yet, it helps again to prove my theory that the good ideas for movies today are so scarce that a movie that has them presents them in isolation and that's it. "Moon"'s plot twist is very interesting but the movie has only that to show. In the hands of a master, in the hands of Kubrick, it would have been a masterpiece of sci-fi. Like this is just a good modern movie. Speaking of Kubrick, "Moon" starts as a Shinning in 2001's space, but after the twist is revealed, at 45 minutes into the film, the remaining 45 minutes go after a thing that the audience knows sooner or later will happen. The surprise ends. What remains is a brilliantly handled film, with superb performances (or should I say performance, as there is only one main actor), and great space set pieces, that make it hard to believe how cheap this movie was. Directed by David Bowie's son (!), Duncan Jones (his second film, "Source Code", is now in theaters), the story is set in a not so distant future. A corporation extracts green fuel from the moon's underground, and places a man there every three years to supervise operations. Sam Rockwell, plays that man, and we see him just as there less than 2 weeks to go on his contract. Alone for almost 3 years, he has a routine to keep sanity, and his only companion is Hal-like computer, voiced by Kevin Spacey. But what has been a quiet 3 years suddenly turns to sci-fi frenzy, as strange things start to happen. Then, driving a tank on the lunar surface, he has an accident, but wakes up again (not knowing how), on the base, where suddenly there is another man there, who proves to be the identical of himself... Who is this man? A clone? A figment of his imagination? How much does the computer know? What are the real plans of the corporation? (oh, how sci-fi loves corporations!) The movie is not very good in disguising the true story behind it, so the thrill is not on the unraveling, but on the way it is done, specially by Sam Rockwell's double performance. Funny, melancholic, and at times beautiful and hopeful in the space sequences with classic music in the background, it's a sci-fi film to see, if you are a fan of the genre. A pity they stumped on the same idea over and over again, that makes the paranoid parts easy to bare. More dilemmas and plot paths could be added, but for an inexperience writer/director, it's a hell of a good start, and a good nod to Kubrick!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8668756603282874400?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8668756603282874400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/moon-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8668756603282874400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8668756603282874400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/moon-2009.html' title='Moon (2009)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ux6-6C9KLS8/Tac7g1Y_pGI/AAAAAAAAAZI/h__UaqglFR0/s72-c/Big_Moon_revised.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4663883701802877222</id><published>2011-04-10T13:38:00.004+01:00</published><updated>2011-04-10T14:07:35.970+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/--vCJcjnzew4/TaGrcOF6PUI/AAAAAAAAAZA/huo8wH9z8g8/s1600/tropa2-poster-560x900.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--vCJcjnzew4/TaGrcOF6PUI/AAAAAAAAAZA/huo8wH9z8g8/s400/tropa2-poster-560x900.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593940713478438210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Yesterday morning I had the pleasure to go to my shelf and pick up the DVD of the original "Tropa de Elite" (2007) to see again, a fabulous action movie that shows the perspective of an elite squad of the military police of Rio de Janeiro. It was a more wholesome movie than "Cidade de Deus", not taking an overblown perspective for the dramatic sake of the movie, but instead being a really eye-opener of the power structure inside the Brazilian "favelas", aided by kick-ass action scenes lead by the powerful presence of Wagner Mouras as Lt. Nascimento, the narrator of the film and leader of the squad. Three years later, the sequel was inevitable. Opening in Brazil last fall, it only reached Europe this week, and it was with eager anticipation that I saw it in a half-packed house last night. The first film had the squad tackle the enemy inside the favela, focusing on the low scum of drug dealers and the innocent by-standards affected by their actions. This second movie, as the tittle so aptly suggests, tackles a different enemy indeed - a political enemy, and the system itself, to which is allied a more emotional side related to the family of Nascimento. The first was more of a head-on action flick, but whose head had a well developed brain. This second outing was much more of an epic saga, following the rise of three or four characters over the course of a half a dozen years, including the corrupt cop that reaches mob like status, the small time politician that ends up being a big time one, etc, etc. Nascimento himself rises, from the command of the special forces to an office job supervising all operations. Good guys and bad guys, all are part of the system, and can't escape from it, for better or for worse. You can use the system to combat evil, but in doing so you will become a part of the system itself. And that system will always be corrupt. "Tropa de Elite 2" shows us this to perfection, and that the corruption of the political and police spheres is way higher than those of the petty drug dealer of the first film. And caught in the middle, Nascimento's growing up son, his ex-wife and his ex-wife new husband, a left-wing political rights activist, who wants to combat evil, but also rise politically (the only "coincidence" that seems forced in the film). The characters of Matias and Fabio are also back, each with their own rise and fall from grace. Director Jose Padilha, initially known for his documentary Onibus 174 (2002), only directed 2 films, the two "Tropa de Elite", the rest of his work being social documentaries. But he not only achieved the greatest grossing Brazilian film in history (and the most seen in Brazil, surpassing "Avatar"), but he created a worthy complement to the first film, an epic which rivals many mob-epics from Hollywood, and taking a much more political and social stand that must have stroke a chord in the Brazilian high spheres, but without leaving the breath-taking action sequences and the cliff-hangers that grip the audience to the next scene and the next and the next. The fight goes on, and the "Tropa de Elite" films keep up with the struggles of the brazilian society, at the same time as they present solid entertainment. A great action film with real social awareness, what more can you ask?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4663883701802877222?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4663883701802877222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4663883701802877222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4663883701802877222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e.html' title='Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--vCJcjnzew4/TaGrcOF6PUI/AAAAAAAAAZA/huo8wH9z8g8/s72-c/tropa2-poster-560x900.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2725762488626639191</id><published>2011-04-06T22:32:00.002+01:00</published><updated>2011-04-07T21:17:23.038+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Arthur (1981)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-xhjPSEpw65Y/TZzcOt5s2zI/AAAAAAAAAY4/dQ79udHrLs4/s1600/MPW-33780.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-xhjPSEpw65Y/TZzcOt5s2zI/AAAAAAAAAY4/dQ79udHrLs4/s400/MPW-33780.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592586982685203250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;In a time when remakes are all that Hollywood can produce, it is always a pleasure to go back to the more recent classics that, unfortunately, are bound to be transformed into something worse by the sheer sell out of their concept to modern audiences. “Arthur”’s remake will very soon hit theaters with none other than Russell Brand on the starring role that once, in a not so far away 1981, belong masterfully to Dudley Moore. The story of “Arthur” is nothing original in itself. It tells of Arthur, a childish man heir to a large fortune, who never worked a day in his life, who instead prefers to drive fast cars, pick up hookers, and drink a hell of a lot. One day he meets Liza Minnelli, a poor-fast-talking-waitress from Queens, they both click, and he suddenly finds a focus in life. The problem is that if Arthur does not marry the girl his father wants, he will be disinherited. He has to choose between love and money, and the end comes as no surprise. Yet, what makes “Arthur” a gem, is not this standard-easy-to-guess storyline, but rather the chemistry of the performances. Dudley Moore (Oscar nominated) is hilarious as Arthur, when he is sober, and hysterically funny when he is drunk. His chemistry with both his sarcastic butler John Gielgud and Minnelli are the heart and soul of the picture, with priceless pieces of dialogue and one liners. Gielgud won the Oscar for his portrayal of the all-british butler with a twist, with a poignant witticism allied with a tender soul when the occasion calls for (although his ultimate fate seems a bit forced). His first encounter with Minnelli is priceless with both acting geniuses measuring wits. Steve Gordon wrote and directed (his only film as director) this simple comedy with brilliant performances and tongue in cheek screenplay, that is well worth checking out. It also won Oscar for best music, for Burt Bacharach. The only thing that it’s unexplainable is the 3 out of 10 rating on imbd!! There is a lesser known sequel, 1988’s “Arthur 2: on the Rocks”. As for the remake, one may, as Mel Brooks would say, hope for the best, expect the worse. Come what may, one thing is for certain. Helen Mirren can try and mimic Gielgud’s performance, but Brand can never achieve Moore’s brilliance playing a drunk. Actually I don’t think no-one can, with the exception of Chaplin, and that’s saying a lot!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2725762488626639191?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2725762488626639191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/arthur-1981.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2725762488626639191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2725762488626639191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/04/arthur-1981.html' title='Arthur (1981)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xhjPSEpw65Y/TZzcOt5s2zI/AAAAAAAAAY4/dQ79udHrLs4/s72-c/MPW-33780.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-4712237670340460115</id><published>2011-03-30T21:12:00.000+01:00</published><updated>2011-03-30T21:14:10.435+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Sinopse</title><content type='html'>Era um vez um certo e determinado grupo de senhores indivíduos. Os senhores indivíduos de sexo masculino chamavam-se todos Zebedeus (Zebedeu 1, Zebedeu 45, Zebedeu 69, Zebedeu Ateu, Zebedeu Romeu, Zebedeu Alfa Romeu, Zebedeu Dá Cá que é Meu, Zebedeu Toma Lá que Já Encheu, Zebedeu Olhó que Perdeu, Zebedeu Prometeu… e não cumpriu, Zebedeu Comeu… e não gostou). No meio de tanta crise de identidade, não era invulgar alguém gritar desesperado “O Zebedeu sou eu!”, perante os demais. Os senhores indivíduos de sexo feminino (ou senhoras indivíduas) não sofriam de um mal menor, e chamavam-se todas Doroteia (Doroteia 33, Doroteia Um Quarto para a Meia, Doroteia Floco de Aveia, Doroteia Volta e Meia e 3/4, Doroteia da Aldeia, Doroteia Pé de Meia, Doroteia Diarreia, Doroteia Dá e Recebe Tareia, Doroteia Chuta Prá Veia, Doroteia Gonorreia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes senhores indivíduos (os masculinos e os femininos) viviam uma existência pacífica (bem, talvez não assim tão pacífica) a bordo do navio SS Ah e Tal e Coiso, numa rotina mecânica, emocional, existencial, musical, e quiçá provençal, que dava azo a certos e determinados episódios de teor quase a modos que cómico. O navio SS Ah e Tal e Coiso dirigia-se numa missão ultrasecreta para a ilha do Xéxé, que, como toda a gente sabe, é o lar do Grande Quéqué. E quem é este misterioso, magistral e maléfico Grande Quéqué? Que é como quem diz, e o Quéqué, quem é? Quem é o Quéqué? Ora bem, o Grande Quéqué, descendente de Noé, primo afastado do Tózé, grande apreciador de puré, era um homem de horizontes tão largos como as suas costas. Para além disso, rezava a lenda que tinha inventado uma receita especial de uma francesinha com ovo, capaz de resolver, no mínimo, dois em cada três problemas da humanidade. E se se acrescentasse o molho especial da casa por cima, ainda podia ser que resolvesse uma ou outra Crise. E era precisamente essa receita da francesinha com ovo, se possível com o molho especial da casa por cima, que buscava a expedição do SS Ah e Tal e Coiso. As coisas complicam-se, no entanto, quando, a meio da viagem, é descoberta uma clandestina a bordo, de nome Estrugilda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá Estrugilda integrar-se e sobreviver num ambiente fechado de Zebedeus e Doroteias? Que crises mecânicas, emocionais, existenciais, musicais, e quiçá provençais poderão advir do balançar do equilíbrio pré-existente? Chegará a expedição à ilha? Terá o Grande Quéqué a receita da francesinha com ovo, se possível com o molho especial da casa por cima? E a cura do acne, será descoberta? E os ursinhos de peluche gigantes, qual o seu papel no meio de toda esta história? Será o mesmo do das bolas de ping pong amarelas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do que possa acontecer, convêm lembrar que, se esta vida são dois dias, resta uma falsa questão extremamente importante: são esses dois dias o ontem e o hoje, ou o hoje e o amanhã? Ao menos todos temos o hoje em comum…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-4712237670340460115?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/4712237670340460115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/sinopse.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4712237670340460115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/4712237670340460115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/sinopse.html' title='Sinopse'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2067370112469552007</id><published>2011-03-26T21:50:00.005Z</published><updated>2011-03-26T23:29:48.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Morning Glory (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NPKJFfIvrXA/TY50kAcyqzI/AAAAAAAAAYw/9dTTztEQxPA/s1600/morning-glory-poster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NPKJFfIvrXA/TY50kAcyqzI/AAAAAAAAAYw/9dTTztEQxPA/s400/morning-glory-poster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588532349558238002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Morning Glory" is a cute little "fluffy" movie, which tries to bring back a sort of a long lost chemistry of a fast-paced-journalistic-romantic-comedy, of which so great examples exist in the 1940s. Unfortunately, this is a movie that falls shy of everything it promises. The opportunities for a thoroughly amusing scene are seldom taken, the chemistry between the main characters seldom explored, and very little care is taken on character development. The story breezes through at a nice pace never digging deep into anything, and what is left is a saturday afternoon feature, which makes you smile, yes, which is light and amusing, off course, but little more. Rachel McAdams is a young workaholic producer of a New Jersey morning show, whose personal life is hindered by her dedication to her job. When she is fired, she doesn't lose heart (neither does the movie) and in two quick scenes lands a much better job, given to her by a zombie-like Jeff Goldblum, producing "Daybreak", a NY morning show which has very poor ratings and is on the brink of being canceled. The show is hosted by Diane Keaton and another chump, who is quickly fired by McAdams and replaced by Harrison Ford, a veteran journalist who thinks himself too good to be on a morning show. Basically the plot is all about McAdams, as she tries to improve the ratings of the show through unusual journalistic techniques (which, the few times they are shown, are very funny), as she finds love in Patrick Wilson's character (the first guy she meets at the studio), and as she has to fight against Ford's angry persona. Off course that the ratings improve eventually. Off course that her relationship with Wilson is put in peril because of her workaholism, but she will learn to see beyond that. Off course that Ford will eventually melt into a nicer person. Everything is textbook neat in this screenplay. The only thing that is missing is an interaction between Keaton and Ford. How do you make a film with these two giants (both very good with their comic timmings), and you only put them interacting 2 or 3 times? When they exchange a fast-near-insulting dialog as they present the show it's funny and almost brilliant, but it's very short lived. Instead, the movie only focuses on McAdams, or McAdams and Ford. Diane Keaton being there or not is almost irrelevant, although seeing her dance and sing with 50 Cent is, to say the least, unusual. Director Roger Michell (Notting Hill), goes back to the genre of the romantic comedy, but this time he scratches only the surface of it. The two acting giants fulfill their roles, but McAdams lingers behind, in a school-girl, all-american, performance that works for the more vulgar hollow scenes, but is not up to the demands of a multifaced character.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2067370112469552007?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2067370112469552007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/morning-glory-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2067370112469552007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2067370112469552007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/morning-glory-2010.html' title='Morning Glory (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NPKJFfIvrXA/TY50kAcyqzI/AAAAAAAAAYw/9dTTztEQxPA/s72-c/morning-glory-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-6845674514512119828</id><published>2011-03-22T23:45:00.001Z</published><updated>2011-03-22T23:47:23.970Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Detour (1945)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-aTutx4y8L78/TYk1Bbc78SI/AAAAAAAAAYo/yS45XafKUzc/s1600/detour-movie-poster-1945-1020143723.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-aTutx4y8L78/TYk1Bbc78SI/AAAAAAAAAYo/yS45XafKUzc/s400/detour-movie-poster-1945-1020143723.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587055111395078434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Detour" is, quite simply, the most famous B-picture of all time. It's 64 minutes of low budget-cheap sets-unknown actors all wrapped up in a classic noir tale, led by the hand of director Edgar G. Ulmer (who had among others directed Karloff's "The Black Cat" in 1934). The films starts with a tramp entering a bar (Tom Neal). As he sits at the bar, he recalls, in flashback and voice over, the events that lead him from his NY job as a piano player in a pub, to that bar as a tramp. Aiming to follow his girlfriend to L.A., he hitchhikes across the States. But the wrong car picks him up, changing his fate forever. Edmund MacDonald, a no good crook, is driving, but after a while suddenly drops dead. Neal, afraid he will be accused of murder, buries MacDonald in a ditch and changes identity with him, getting his car and his suspicious money. But soon after, he picks up Vera (played brilliantly and neurotically by Ann Savage), a girl who, coincidently, knew MacDonald. So Vera blackmails Neal, and the tension between the two grows and grows, to disastrous results. "Detour" was made on a shoe string budget, and has a lot of tricks to disguise it (fog, shadows, darkness, claustrophobic apartments). Yet these features heighten its noir tension, aided by a fast paced screenplay and a tacky genre-specific dialog that makes you smile with delight. The second half hour belongs to the two main actors, as Savage gets more and more possessive and money obsessed, and Neal, until then an innocent by-standard, capitulates to his fate and throws himself to its mercy. Their interaction build-up is superb and mesmerizing. In the end, "Detour" has a moral, and that moral is of a destiny no-one can escape. If that car hadn't stopped, if I hadn't given her a ride... But the car did stop, and he did give her a ride, and everything goes wrong from there. An average Joe is corrupted, and his soul destroyed by chance, by fate. A classic tale about fate, death, in a depression-dark-road-side America. A well beloved movie, which has gained, with time, a very respectable status, much higher than its original creators intended at the time of its release, when it was just a fill up, before the main feature.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-6845674514512119828?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/6845674514512119828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/detour-1945.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6845674514512119828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6845674514512119828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/detour-1945.html' title='Detour (1945)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aTutx4y8L78/TYk1Bbc78SI/AAAAAAAAAYo/yS45XafKUzc/s72-c/detour-movie-poster-1945-1020143723.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-822817056587918102</id><published>2011-03-21T10:53:00.000Z</published><updated>2011-03-21T10:54:25.190Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poetry'/><title type='text'>Regalado no cosmos do verdejante fumo</title><content type='html'>Regalado no cosmos do verdejante fumo&lt;br /&gt;Empoeirado pelo ciclo de calor outonal&lt;br /&gt;Cristalizando no cume sorridente ao relento&lt;br /&gt;Lendo o sorriso aureolo do tempo&lt;br /&gt;Desenhando ecos no redor de sardas floridas&lt;br /&gt;Emprestando almas a polegares levantados&lt;br /&gt;Conquistado pelo cultivo de folhas molhadas&lt;br /&gt;Ruminando luzes perdidas nas caudas da noite&lt;br /&gt;Colorindo linhas através de ruas em espiral&lt;br /&gt;Sufocando portas abertas, desejos dissolvidos&lt;br /&gt;Salpicado pela arte lacrimonial da memória&lt;br /&gt;Erguendo glória em caudais sedentos desenfreados&lt;br /&gt;Espumando em correntes derretidas de areal colado&lt;br /&gt;Iludindo através de crinas afagadas de prazer&lt;br /&gt;Engolindo castelos afogados pelos nenúfares escolhidos&lt;br /&gt;Comovido pelo olhar do beijo da voz na escada&lt;br /&gt;Procriado pelo arco-íris de contrastes promíscuos&lt;br /&gt;Diluído pelas cataratas penetrantes de risadas infinitas&lt;br /&gt;Sorvendo doçuras nas sílabas subtis de cada história&lt;br /&gt;Regalado no cosmos do verdejante fumo&lt;br /&gt;Beijando o amor em cada folha desenhada na vida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-822817056587918102?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/822817056587918102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/regalado-no-cosmos-do-verdejante-fumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/822817056587918102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/822817056587918102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/regalado-no-cosmos-do-verdejante-fumo.html' title='Regalado no cosmos do verdejante fumo'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7965898528304751441</id><published>2011-03-20T14:26:00.004Z</published><updated>2011-03-20T15:08:36.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>L'histoire d'Adèle H. (1975)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-LrvFpNAdAsg/TYYXBhZIX6I/AAAAAAAAAYg/EKp2EUKr3d4/s1600/storyofadele.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-LrvFpNAdAsg/TYYXBhZIX6I/AAAAAAAAAYg/EKp2EUKr3d4/s400/storyofadele.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586177702710763426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"L'histoire d'Adèle H." is yet another compelling and interesting achievement by french master François Truffaut. Away from his best 60s achievements, but yet ridding high on international fame after his well received and Oscar-winner for best foreign picture in 1973 "La nuit americaine", Truffaut chose another very personal story based on true events and on a diary left behind by the main protagonist (as he had done in "L'Enfant sauvage" in 1970). Adéle Hugo is the daughter of famous french writer Victor Hugo, who follows her former lover Lt Albert Pinson (played by Bruce Robinson, who would become the writer of "The Killing fields" - 1984 - and the director of "Withnail and I", 1987), to Halifax, in Nova Scotia. Madly in love with him, she confronts him there, to find that he has no further interest in her whatsoever. Relentlessly she tries to win back his affections, through money or using schemes such as proclaiming their (inexistent) marriage or pretending to be pregnant. All the while, her letters to her father and her diary, which are read out loud by her for the audience's sake, show her fantasies, her desires, her alternate reality as she wished it to be, but that never comes true. Ultimately, she descends into a spiral of madness, and ends up penniless roaming the streets, lost and insane. The climax comes when she doesn't even recognize Pinson any more. The movie may have the fault of having a very thin story line which is a repetition of the same theme: unrequited love that leads into madness. Yet this allows for a magnificent study of the killing of a soul through desperation and obsession. Truffaut never had an inkling for very dramatic climaxes and his movies often present even tones, but the structure of the picture is great, and the little episodes show a tormented soul, always in the shade of a famous and genious father, who lives for love, for this love, and which goes to increasing desperate measures to gaine it, from the innocent lie, to the convincing herself of another truth, to more depraved states of degradation, all of which slowly construct a personality on the brink of madness, which inevitably comes. Adele is off course played by Isabelle Adjani, in her first movie (Truffaut had spotted her on a TV-film). Her performance is near-perfect and the way she captivates the audience to her plight is masterful. Her love obsession, her descent into the abyss of madness is incredibly portrayed. Her losing the Oscar to Louise Fletcher (on "One flew over the cuckoo's nest") is very debatable indeed. A focused character study which rides almost solely on the performance of Adjani, and the way her "madness" is constructed and displayed, without lifting the movie's tone, nor making any moral judgements, in a supposed attempt of a true account of the diary and letters of Adele H.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7965898528304751441?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7965898528304751441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/lhistoire-dadele-h-1975.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7965898528304751441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7965898528304751441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/lhistoire-dadele-h-1975.html' title='L&apos;histoire d&apos;Adèle H. (1975)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LrvFpNAdAsg/TYYXBhZIX6I/AAAAAAAAAYg/EKp2EUKr3d4/s72-c/storyofadele.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-7734834259139545649</id><published>2011-03-14T21:26:00.003Z</published><updated>2011-03-14T22:11:42.342Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>127 Hours (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-r2CE_gMzjBw/TX6Sin9UovI/AAAAAAAAAYY/nAq-MQ7aAv0/s1600/127_hours_poster_01-535x792.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-r2CE_gMzjBw/TX6Sin9UovI/AAAAAAAAAYY/nAq-MQ7aAv0/s400/127_hours_poster_01-535x792.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584061711525389042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;When commenting this picture one must be careful. Based on the real life story of Aron Ralston, and his unfortunate events of 2003, if one criticizes the story, may well be criticizing his real life choices. The audience does not know exactly what really happened, what Ralston said it happened and what Danny Boyle invented for entertainment purposes. Ralson has stated that the movie is very accurate, so one must believe. Yet, this being so, and the movie being a straightforward tale of survival with a good rhythm, there are some elements that really don't seem to fit. And these elements are so close to Danny Boyle's usual style of filmmaking, that one cannot help but think that he has fallen on the mistake of inserting them, because, after all, it's HIS movie, and so messing with an equilibrium that a film should have but doesn't. Boyle, of course, was never that fabulous a filmmaker as anyone thinks of him know. After "Shallow Grave" (1994 - for me his best) and "Trainspotting" (1995 - for the rest of the world his best), he fell into a series of flops and little talked about movies, until Slumdog in 2008 hailed him as a master director, a title he never truly deserved. "127 Hours" shows the same MTV-editing-split-screen-fast-forward-image-sources-soundtrack-style that Slumdog had, as it presents Ralston (James Franco in a tour de force which may on the other hand be his own personality) preparing for his weekend voyage to the canyons. Quickly he packs, bicycles and climbs. The first 20 minutes are basically the trailer. He meets two girls, shows them a secret lake, proves he lives life to the fullest, says goodbye to them and then, alone, falls and gets his arm stuck in a rock. Character develoment? None. Just travel log filmaking with hot girls in the mixture. But after he gets stuck the movie becomes very interesting. A thing that intrigued me was how you could sustain one hour of film basically showing someone stuck in the same place. Other recent survival movies, such as "Touching the void" (2003), about 2 climbers stuck in a snowy cave, had action, movement, and continuous events that happened. Here no. He is stuck and that's that. But Boyle handled it brilliantly, giving time to each detail - the sun, the water, the trying to break free, the food, the first thoughts of arm-cutting, etc, etc. These are interposed with Franco's private thoughts, expressed by him talking to his never-ending-battery-camera (although supposedly these tapes really were made), and also with a series of quick flashbacks (like sudden memories of 30 seconds - a good device instead of melodramatic reminiscences), and some "dreams", or illusions, he starts having as his body succumbs. Although I enjoyed this part, Boyle's style made me confused. We can have reflective moments with tender music and despair acting, or moments when Boyle's fast pace heavy-music style kicks in. For example, when he starts to get thirsty, we see a series of made up "commercials" with techno-music. These moments, at least for me, dehumanized him, made him a product of a pop culture, a TV-hero trying to be sold, a tear-jerking-baz lurhman movie desperately seeking attention. Yet the other moments, the gritty real intense moments, were much more well capture, because they neither exploited the suffering, nor used it to cheat the audiences' emotions. So why this contrast? I don't know. In the end, he has to use desperate measures to survive, and the images may shock more sensitive viewers. Off course that most of the audience knows the outcome, and maybe that's why it's not shown as a climax, but rather just another part of the drama. All in all, as surviving movies go, this was yet another well delivered story (you can't go wrong with these movies), which had a strong performance at it's core, but which had a repeated (almost worn out) style of filmmaking by its director, which, although fit for the first part of the movie, it certainly didn't seem to be so at more critical moments. For those who get thrills by these kinds of stories, but little more. It's not an all inspiring story. It's a series of facts with a hint of humanity, that only comes when he gets delusional through the flashbacks and dream-like sequences. Fortunatly, at the end, this movie didn't make a hero out of Ralson. It just made him human. And that's the best thing a movie like this can offer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-7734834259139545649?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/7734834259139545649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/127-hours-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7734834259139545649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/7734834259139545649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/127-hours-2010.html' title='127 Hours (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-r2CE_gMzjBw/TX6Sin9UovI/AAAAAAAAAYY/nAq-MQ7aAv0/s72-c/127_hours_poster_01-535x792.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8588451673155979257</id><published>2011-03-11T18:46:00.005Z</published><updated>2011-03-12T17:55:19.326Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Rango (2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-7NJx9kGfcUE/TXp1ExPvA1I/AAAAAAAAAYQ/7jNaJtC3a7Q/s1600/rangoPOSTER2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7NJx9kGfcUE/TXp1ExPvA1I/AAAAAAAAAYQ/7jNaJtC3a7Q/s400/rangoPOSTER2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582903412878410578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Rango" is a solid entertaining movie which will definitely appeal to all publics. Maybe because it is so, there appears to be a missing link here and there as the screenplay tries to be funny, moralizing, witty, profound and a homage to a lost genre, all at the same time, but the end result is one of the most mature CGI films to appear recently. The first animated film of ILM, responsible for so many advances in special effects technology in the last 20-25 years, and directed by Gore Verbinski (of Pirates of the Caribbean, also in his first animated movie), "Rango" does not seem like other animated features in terms of image and camera use. Some shots seem almost like a real chameleon was in front of the camera, and humans and human objects are only slightly shown, very realistically. Johnny Depp proves that he has a vocal range outside his usual mumbling, and is very amusing as Rango. Rango is a house broken chameleon with stage aspirations, who lives a lonely existence in a cage. In a classic turn, he falls out of the car of his owners, and is left alone in the Mojave desert. A strange traveler points him to an isolated town, and the modern western kicks in. This part is full of the cliches of the genre, but these are cleverly weaved into the story, so they were (at least to me) bearable. The town lives in fear, there is little water (someone is stealing it), and the "Mayor" (Ned Beatty), rules the town, buying all the ranches that go bankrupt, with some land-development scheme up his sleeve. His wheel-chair character has been seen countless times, for example in "Once Upon a Time in the West". Clumsy but with a big mouth and a capacity to improvise, Rango eventually becomes the sheriff of the town by sheer accident, and, infatuated with a female farmer, Beans (Isla Fisher), he vows to find the water robber, at the same time as he follows his own egotistic purposes. These will melt as the adventure goes along, when a higher family moral is achieved, the supposed antagonists become allies, and the real bad guys (including a snake voiced by Bill Nighty) are caught. Along the way, a lot of action, a lot of amusing (I will not say funny) sequences, western-style (the saloon, the ride, the duel) and a lot of monologues for Deep to ramble in exquisite delight. There is a nod at environmental issues but the real nod is at the western, as a lost art of filmaking. In that, "Rango" is special, a gem, despite its box-office-mass-appeal. But don't be fooled by The Spirit of the West, the voice it's NOT Clint Eastwood's (although you have to see it written to believe). The best of the movie is the narrators. Like a greek choir, 4 mexican owls with respective instruments and clothes to match narrate the story with infinite laughing material. A great touch. All in all, "Rango" convinces. It is both a film to watch with the whole family, but also probes a little deeper in terms of meaning. Fans of the western will find it's story predictable, but the whole concept to create an animated movie like this is original enough to deserve attention.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8588451673155979257?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8588451673155979257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/rango-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8588451673155979257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8588451673155979257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/rango-2011.html' title='Rango (2011)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7NJx9kGfcUE/TXp1ExPvA1I/AAAAAAAAAYQ/7jNaJtC3a7Q/s72-c/rangoPOSTER2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-3460035589854473600</id><published>2011-03-10T11:44:00.000Z</published><updated>2011-03-10T11:46:29.517Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>Discurso do Rei (vai nu) Parvo-Rasca (ou Rasca-Parvo)</title><content type='html'>Caros Concidadãos e Concidadãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a passar por uma crise gravíssima, e a culpa, por muito que nos possa custar, também é nossa, também é de nós concidadãos e concidadãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, como todos deverão indubitavelmente saber, se alguma vez olharam ao espelho, somos Portugueses. E como toda a gente sabe só há dois tipos de Portugueses: os Portugueses cá dentro, e os Portugueses lá fora. E ambos, os Portugueses cá dentro e os Portugueses lá fora, são vítimas da mesma situação desesperada. Para começar, ambos são Portugueses… sendo que a diferença reside em que uns o são cá dentro, e outros o são lá fora. E os Portugueses cá dentro o são por que vivem cá dentro. E os Portugueses lá fora o são porque vivem lá fora. Claro que os Portugueses cá dentro podem passar a ser Portugueses lá fora, bastará para isso que se transladem de cá de dentro para lá para fora. E aparentemente os Portugueses lá fora serão Portugueses lá fora até ao momento em que deixarem de estar lá fora e passarem a estar cá dentro, altura na qual passarão a ser Portugueses cá dentro, em nada diferentes a todos os outros Portugueses cá dentro, excepto aqueles Portugueses cá dentro que entretanto decidam ir lá para fora, e que passem, portanto, a ser Portugueses lá fora, diferentes então dos Portugueses lá fora que passaram a ser Portugueses cá dentro. E se um Português lá fora incomoda muita gente, como se está a ver em Nova Iorque, um Português cá dentro incomoda muito mais. Claro que se um Português cá dentro passar a ser um Português lá fora, levará consigo a sua veia incomodativa. E se um Português lá fora passar a ser um Português cá dentro, os odores da pátria refrescarão os sentidos aguçados da sua mesquinhez.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, ambos, os Portugueses cá dentro e os Portugueses lá fora, sabem falar português, o que não abona muito ao seu estado de graça. Há Portugueses cá dentro que falam como Portugueses lá fora, e ninguém os percebe. Há Portugueses lá fora que falam como Portugueses cá dentro, e ainda se percebem menos. Há Portugueses lá fora que falam como Portugueses lá fora, e só se percebe uma palavra quando lá vai jogar o Glorioso (mas é só mesmo uma!). Há Portugueses cá dentro que falam como Portugueses cá dentro, e o mesmo fenómeno acontece. Contudo parece não haver Portugueses, cá dentro ou lá fora, que falem como Portugueses (cá dentro ou lá fora), o que parece deveras estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, ambos, os Portugueses cá dentro e os Portugueses lá fora, têm orgulho de ser Portugueses, cá dentro e lá fora, especialmente quando um Brasileiro lá fora está cá dentro. Os Portugueses lá fora, que como toda a gente sabe estavam cá dentro antes de irem lá para fora (excepto se forem de segunda geração, e nesse caso já estavam lá fora quando deram conta que eram Portugueses lá fora lá fora, coitados) – os Portugueses lá fora, dizia eu, abanam a bandeirinha lá fora e lá dentro (de casa) com muito orgulho, lá fora e lá dentro (do restaurante) com muita fome, e lá fora e lá dentro (do treino de Verão do Glorioso) com muita fome e muito orgulho ao mesmo tempo. Ao menos a fome podem saciar, se levarem o franguinho assado lá dentro (da lancheira). Os Portugueses cá dentro, que como toda a gente sabe estão cá dentro até já não aguentarem mais e darem às-de-vila-diogo (passando a ser Portugueses lá fora dando às-de-vila-ainda-bem-que-me-livrei-desta-merda-deixa-me-dançar-o-vira-e-fazer-a-dança-da-chuva-e-deixar-uma-moeda-em-todos-os-santos-santinhos) – os Portugueses cá dentro, dizia eu, também gostam de abanar a bandeirinha, geralmente para limpar o traseiro ou assoar o nariz, embora também se aperaltem e cantem de alto quando um brasileiro lá fora se torna Português cá dentro e diz aos Portugueses cá dentro que têm de se tornar Brasileiros lá fora, ou qualquer coisa do género, algo que, se pensarmos bem, nem é mau de todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quarto lugar, ambos, os Portugueses cá dentro e os Portugueses lá fora, têm de lidar com Portugueses no seu dia-a-dia, o que atesta à sua hercúlea capacidade de socialização, a sua infinita paciência e a sua indomável força de espírito. Ambos, os Portugueses lá fora e os Portugueses cá dentro, ainda se conseguem misturar com uns estrangeiros (excepto se os Portugueses lá fora estiverem lá fora no Luxemburgo, o que faz deles os Portugueses vá para fora cá dentro), mas existe um inato magnetismo na condição lusófona. Por muito que se tente ir lá para fora, cá para dentro, ou lá para fora cá dentro, mais cedo ou mais tarde um descendente de Camões se nos depara, e a maior parte das vezes mais vale duplicar o exemplo do pai fundador da língua, e meter uma pala nos dois olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quinto, e último lugar, ambos, os Portugueses cá dentro e os Portugueses lá fora estão fartos desta paneleirice. Ambos os três, os Portugueses cá dentro, os Portugueses lá fora, e os Portugueses vá para fora cá dentro, já têm suficientes problemas em serem Portugueses, em falarem Português, em terem orgulho de Portugal, e em terem de conviver com a clara gema da fina flor portuguesa no desenrolar do seu constante devir, sem precisarem de mais rascas ou parvas escaganifobéticas mariquices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a culpa é nossa caros concidadãos e concidadãs. É nossa porque aturamos esta verborreia lusófona de indivíduos que se apegam a palavras e expressões feitas, que perdem tempo a comentar palavras e expressões feitas de outros indivíduos, e que se indignam, que cantam, que marcham, que votam por sms nos “Homens da Luta”, que lêem o Sol, que lêem o Destak, que respondem a crónicas do Destak (sem dúvida a pior valência de todas), e que me enchem a caixa de correio com todas as suas baboseiras de palavras e expressões feitas. Em vez de irem trabalhar, lutar, reivindicar, poupar, salvar (o willy, o billy, ou quem quiserem, dentro ou fora), metem-se a opinar. Odeio pessoas que opinam. Onde é que já se viu perder preciosos tempos de vida a escrever textos a ressabiar? Odeio ressabiadores. Se algum dia vir um dou-lhe uma cacetada mesmo nas nalgas. E a imaginação desta gente é tão parca que têm constantemente de reciclar as palavras que os outros inventaram do alto do seu formoso espírito criativo? Leio mais um texto com as palavras “parvo” ou “rasca” e vomito. Leio mais um texto com as palavras “parvo” ou “rasca” no título e imigro para os Barbados. Onde é que já se viu escrever textos com as palavras “parvo” ou “rasca”. Odeio pessoas que escrevem textos com as palavras “parvo” ou “rasca”. Se algum dia souber de alguém que escreve textos com as palavras “parvo” ou “rasca” chamo o meu Tio Joaquim e vou lá dar-lhe uma tareia das antigas. E que fique claro que quem dá a tareia sou eu. O Tio Joaquim é só para me segurar as calças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ide para as ruas protestar. Ide comer chamuças. Ide ver o novo filme de Justin Bieber. Fazei pela vida. Tomai o exemplo daquela boa gente do terceiro mundo que um belo dia se lembrou de revolucionar-se e revolucionou-se. Agora escrever? É a mesma coisa que estar parado e dizer que sim com a cabeça feito burrinho. Aquela gente do terceiro Mundo nem escrever sabe. Nem ler. Nem como se cozinha uma boa chamuça. Mas lá que se revolucionaram, revolucionaram-se. Deixai a escrita para os parvos rascas que o sabem fazer. Deixai as frases feitas para quem se apropria delas e as transforma em frases não feitas. Deixai a palavra para quem sabe o que ela significa, para quem faz um uso digno dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ler mais uma palavra sobre esta mariquice. Não quero estar no meio de mais um acéfalo debate de expressões feitas. Não quero ver mais marrecos e badamecos a azucrinarem a língua de Camões e de Pessoa com heróicos discursos e insultos inusitados. Enquanto escrevem, falam, palram e coçam o sovaco, a revolução passa-vos ai lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros concidadãos e concidadãs, eu não quero ser parvo. Eu não quero ser rasca. Eu não sou desse grupinho. Dou um soco no focinho a todos aqueles que me identifiquem como tal. Mas quero sair à rua e contemplar as fachadas deste belo país de quarto mundo. Sou Português, falo português e tenho orgulho de ser português. E quando eu berro os Zebedeus por esse mundo fora tremem. E quando eu escrevo desfaço montanhas. Mas esta não é a altura para berrar, nem para escrever. Só os parvos-rascas (ou os rascas-parvos), cá dentro ou lá fora, o fazem. Só os parvos-rascas (ou os rascas-parvos), cá dentro ou lá fora, ficam sentados nas suas casinhas a perder tempo a escrever cartas para o Destak e a cantar músiquinhas da treta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a altura para agir. Ajam. E um bem aja a todos vós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-3460035589854473600?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/3460035589854473600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/discurso-do-rei-vai-nu-parvo-rasca-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3460035589854473600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/3460035589854473600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/discurso-do-rei-vai-nu-parvo-rasca-ou.html' title='Discurso do Rei (vai nu) Parvo-Rasca (ou Rasca-Parvo)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1187036643155634880</id><published>2011-03-06T17:24:00.003Z</published><updated>2011-03-06T17:55:52.077Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Jeux interdits (1952)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-7RKKqSoHP6g/TXPKfVdLYvI/AAAAAAAAAYI/757UaFJ7R2c/s1600/Jeux-Interdits.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7RKKqSoHP6g/TXPKfVdLYvI/AAAAAAAAAYI/757UaFJ7R2c/s400/Jeux-Interdits.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581027002926457586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;How do you make a fabulous movie extremely deep with the simplest ever story-line? The answer is, of course, in the post-war french cinema, and further still in René Clément's "Jeux Interdits". Set in 1940, it starts with german bombing to a caravan of french families running to the countryside. Little Brigitte Fossey (only 6 years old at the time) sees her parents be killed and, left alone, she is found by another youngster, Georges Poujouly, that takes her to his farm. The movie shows everyday sequences of war-time-small-farm-life, as the family of Poujouly struggles to make a living, quarrels with the neighbors, goes to church, bury the dead of war and are threatened everyday by german war planes. Yet, beneath this average facade, the relationship between the two children grows, as they are bound by a growing fascination with death. It all starts when Fossey's dog dies and they both bury him. Then a bug dies and they bury him also. Soon after Poujouly is killing little animals in order to increase their secret graveyard in the mill. And Fossey demands him to find crosses, so Poujouly starts to steal them from church and the cemetery, which causes him a lot of trouble. In the end, they are bound by their secret, until the inevitable climax. With this mesmerizing simple tale, whose ending is left open, Clement sees the effects of war through the eyes of children, as their innocent games metaphor the deadly games the adults are playing around them. Both are entrapped in their little universe, little noting the collapse around them, but in their tiny bubble what grows is the same, the fascinations are the same, the affection which unites them forever is the same, and their struggles against the adults is the same, the same parallel to an insane world at war. When one knows that this was initially to be a short film, but was extended to it's 80 min duration, then it can be understood the simplicity of the scenes, and some background scenes which divert the attention from the main story. This is a very short simple movie, with a powerful message between the lines, which conveys the simplicity of children and how their minds escape, amidst the horrors they witness. Most surprising of all is Fossey's performance. For a 6 year old, she gives a display seldom seen in much older, more experienced, and more famous actresses. Quite remarkable!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-1187036643155634880?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/1187036643155634880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/jeux-interdits-1952.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1187036643155634880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/1187036643155634880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/jeux-interdits-1952.html' title='Jeux interdits (1952)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7RKKqSoHP6g/TXPKfVdLYvI/AAAAAAAAAYI/757UaFJ7R2c/s72-c/Jeux-Interdits.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-2384056959517963028</id><published>2011-03-03T22:06:00.005Z</published><updated>2011-03-03T22:50:00.509Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Das indische Grabmal (1959)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-_oFCRtXJ0kw/TXAXexesayI/AAAAAAAAAYA/Iyw_IsCV8yY/s1600/dasindischegrabmal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 354px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_oFCRtXJ0kw/TXAXexesayI/AAAAAAAAAYA/Iyw_IsCV8yY/s400/dasindischegrabmal.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579985755757636386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;On November 11th last I saw "Der Tiger von Eschnapur" (1959), the first part of master-director Fritz Lang's indian (so-called) "epic", very late in his, at that point, completely declining career. Back then I wrote (full review here: http://williammichaelmoore.blogspot.com/2010/11/der-tiger-von-eschnapur-1959.html) ""Der Tiger von Eschnapur" is the perfect example that a bad screenplay and bad acting can be filmed in an extraordinary beautiful way. The movie has a slow screenplay, with little thrills, little interest, little appeal, but everything is lavish about it, the colour is intense and beautiful, the cinematography excels, the set and costume design are fabulous, and the directing top notch. Yet all this cannot hide the fact that the movie, as a story, has very little to offer". Furthermore I wrote "The movie reminded me of those action/exotic adventures of the 30s, such as "The Mummy", "Tarzan" or "King Kong", where the screenplay was lame but it was a slow build up to the real surprise, twist or horror the movie would show. But here, in the 1950s, or to audiences today, this does not work. The lame dialog becomes lamer, and there is really nothing the screenplay is building up to. No tension, no clever thing, no surprise". Well... all this (and worse!) can be said of the second part, "The Indian Tomb", or, in it's original "Das indische Grabmal". The first movie ended in a way that left little interest to anyone to see the second (hence the 3 and a half month interval), and the second, after a 5 minute recap, picked up from there with the same slow pace, the same lame story, but the same beautiful shots, scenarios and clothes. Basically the lovers are caught again, Paul Hubschmid is supposedly killed (who in the audience can believe that the main actor dies at 20 min into the film???), and Debra Paget is brought back to the palace to marry the Maharadjaj. Little is seen of either of them for a long time, as the sister and respective husband of Hubschmid (who had arrived at the end of the first film), verbally represent the tention of "where are they? are they dead? are they alive? we have to save them?" for at least 10 unnecessary scenes. Also, the conspirators of the first film again are back to take the Maharadjaj off the throne. But further plot development is inexistent, and in the end all these stories merge in a "climatic" assault on the palace.  Again this is nothing, and little of interest happens for 100 minutes. Again the story struggled with a lost romanticism and drama which only belonged to overblown silent movies. Again the thread looses itself in emptiness(the 2 main characters really have each a couple of lines here as the whole plot revolves around them and not on them). Again the climax does not exist. Again the only interesting thing of the movie, is, as in the first, a dance by Debra Paget, where she shows her incredible body as she charms a very very fake snake. Speaking of fake things, the leper scene is unbelievable, and how can you stab a person if it's clearly seen that the knife DOES NOT TOUCH NOR ENTER THE SKIN?? Maybe the american version (which reduces the 2 films to a single one of 90 minutes called "Journey to the Lost City") is bearable. If it's not at least it's shorter! This one, as the first, is just a flop. One can belive that it's made by Lang because of the beautiful technical aspects. But the story is just plain bad, and all scenes inevitably are: person walks in a room, has a conversation standing still, person leaves the room. And if the conversation is as boring as hell, and when "action scenes" come that have no tension whatsoever, what can you do? It may be a beautifully shot film, but it just isn't watchable as a story. Poor Lang. At least he had 40 years of masterpieces behind him... Don't see any of these movies. And if you do, see the first. At least it has Luciana Paluzzi, whose character unfortunately died in the first one. Well.. they could have raised her from the dead instead of doing whatever they do here... that at least would make the movie a little interesting...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-2384056959517963028?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/2384056959517963028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/das-indische-grabmal-1959.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2384056959517963028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/2384056959517963028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/03/das-indische-grabmal-1959.html' title='Das indische Grabmal (1959)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_oFCRtXJ0kw/TXAXexesayI/AAAAAAAAAYA/Iyw_IsCV8yY/s72-c/dasindischegrabmal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-8474266669332110304</id><published>2011-02-18T09:23:00.001Z</published><updated>2011-02-18T09:24:52.553Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Black Swan (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bdiqZH8ZTco/TV464dJdiJI/AAAAAAAAAX4/0SsO71EG3sk/s1600/black_swan_poster7-320x480.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bdiqZH8ZTco/TV464dJdiJI/AAAAAAAAAX4/0SsO71EG3sk/s400/black_swan_poster7-320x480.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574958130302650514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;It took 62 years but finally there is another ballet masterpiece in the halls of cinema perfection. The last one was “The Red Shoes” in 1949, directed by the Archers, and “Black Swan” is so good, but really so god damn good, that rivals it all the way. Off course that director Darren Aronofsky has used us to simple yet profound features, where his handycam style probed deep into a whirlwind of emotions that slowly descended into tragedy, not so much physical, but intensely psychological. In this regard “Black Swan” exceeds all expectations. Like in the 40s classic, the ballet world is a very prone environment to tragedy and exploration of the limits to which a character can go. Ballet dancers seek perfection and make various sacrifices to achieve that perfection. The beauty of their performances hides physical pain, endless hours of training, slimming tactics, etc, etc. Natalie Portman plays a young dancer that is chosen as the new leading lady of the Company, which is about to produce Swan Lake. From the beginning we know that something isn’t right with her, that she has a sort of double personality, a disturbance, that she tries to hide. Outside, she is like the white swan, pure, timid, fragile. Alone she has inklings of the black swan, eager to explode in sexuality and desire and violence. Yet she always restrains herself, hiding in her “white” qualities. As she tackles the role, perfect as the “white”, but lacking the energy as the “black”, and as she is pushed harder and harder by her choreographer, she begins to snap, and her black personality slowly takes over, to tragic consequences, as the opening day of the play approaches. It’s a slowly descent into madness, or rather, a slow conquest of one personality over another, which is shown against the relationship of Portman with her controlling-failed-ballerina-mother (Barbara Hershey), her choreographer eager to explore her “dark side” for the purposes of the dance (Vincent Cassel), her understudy who may be leading her astray, be plotting to get her part, or just be her friend (voluptuous Mila Kunis), and the former prima ballerina, whom Portman worships (Winona Ryder in a fabulous performance). Above all, the battle inside Portman’s mind is the most important aspect of the picture. Suddenly events unfold that seem out of control. Are they real or not? The only thing that’s certain and immutable is the ballet, the dance, it’s Swan Lake, and in the end, only that remains… “Black Swan” is a cinematic milestone, it’s a masterpiece, and the best film to hit theatres in a long long time. 5 out of 5. It baffles me completely how can anyone choose “King’s Speech” over this one for an award. “Black Swan” is miles ahead, thousands and thousands ahead, of Speech. And Portman deserves the Oscar for sure, and so does Aronofsky. Usually a whole picture in handycam-shaking style bores me, but here, from scene 1, he puts it as if it was just another ballet dancer in the middle of the stage. It flows with the dancers, the actors, it becomes one with them. A profound study on a disturbed mind, set in the magic, mysterious and mesmerizing world of ballet.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-8474266669332110304?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/8474266669332110304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/02/black-swan-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8474266669332110304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/8474266669332110304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/02/black-swan-2010.html' title='Black Swan (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bdiqZH8ZTco/TV464dJdiJI/AAAAAAAAAX4/0SsO71EG3sk/s72-c/black_swan_poster7-320x480.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-6776821072871801602</id><published>2011-02-17T11:58:00.002Z</published><updated>2011-02-17T12:00:49.898Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movies'/><title type='text'>Hereafter (2010)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-UllCQYNgZkU/TV0N7naA0yI/AAAAAAAAAXw/DLbzp--Iw2Q/s1600/hereafter_poster_01-535x792.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UllCQYNgZkU/TV0N7naA0yI/AAAAAAAAAXw/DLbzp--Iw2Q/s400/hereafter_poster_01-535x792.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574627231596073762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jean-Luc Godard had the amazing quality of producing gripping masterpieces which no-one understood. You didn’t know what was going on, but you saw it with mesmerizing attention. Clint Eastwood, a great master in his old age, has produced a gripping movie which is actually an utter bore, and that is quite an achievement. If you probe deeper, you see a very sensitive humane story, delicately handled, about three characters, with more than perfect character development, but which seems to go on forever and forever. You think that the character development will finish and the story of the movie will eventually start, until you realize that that development is precisely the story of the movie. It is a weird feeling, and brings back memories of movies of yore, of a sort of neo-realism, where everyday scenes constitute the action of the movie, and depth and emotion is given through the ordinary, where seldom anything happens, and what does is treated just like another piece of life, that eventually passes and you move on. When rumors hit that the next Eastwood film will be the third or fourth remake of “A Star is Born” (one loses count), staring none other than Beyonce, one believes that he can basically do what he wants in his old age, and do it well. “Gran Torino” was a masterpiece, “Invictus” had lesser value, but still it was highly watchable. “Hereafter”, unlike how it’s publicized, is not about death, nor psychics, nor talking to the dead. It’s about three people, and what their lives become after touching death in several ways. And we see their lives, scene after scene after scene. We see Matt Damon, a man who has the gift of talking to the dead, and who once made a fortune out of it, but who now works in construction because he couldn’t cope with it, and who constantly rejects his brother’s appeals to go back to that way of life. We see Cécile De France, a French journalist who had a near-death experience in the Tsunami, and so who now tries to write a book about the “other side”. We see little George (or Frankie) McLaren, a boy with a drug-addicted mother, whose twin brother died run over by a car, and so desperately seeks psychics to help him talk to his brother. Each of these scenarios are presented in turn, in as lengthy fashion as it is humanly possible to bare. Any slower and the movie would stall completely. As it is, it’s barely enough to be extremely captivating, which is a weird paradox. An entire movie could have (and has) been made out of a single segment. Slowly, the three characters converge to the same spot, where the movie will end, in the same tone as the rest of the picture. There are a few exaggerations (what is the point of Bryce Dallas character?, and what’s with that stylized ending?), but the strength of the movie is in its grasp of everyday reality. Death is just a catalyst for life, the life of these characters. If this screenplay is ever novelized, it will make a brilliant book. As a film, however, you really fail to understand why all the little details are shown, if the story, movie-wise, isn’t getting anywhere. It has a flavor of those mosaic movies, such as “Babel”, yet with less movie-cliché-things and more depth. At the end I was screaming for a “Hereafter 2”, because when you feel that you are getting somewhere the movie ends. The plus side is that I know everything about these characters. I feel them and I understand them, and they have touched me. The down side is that I spend two hours seeing them, the characters, and not a movie.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6223391692465307991-6776821072871801602?l=williammichaelmoore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/feeds/6776821072871801602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/02/hereafter-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6776821072871801602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6223391692465307991/posts/default/6776821072871801602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://williammichaelmoore.blogspot.com/2011/02/hereafter-2010.html' title='Hereafter (2010)'/><author><name>Mike</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10225016188761425774</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_O-9Fg4V6Zm4/S0nEnaLXcBI/AAAAAAAAABU/Ds13N-sW4dM/S220/Sem+t%C3%ADtulo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UllCQYNgZkU/TV0N7naA0yI/AAAAAAAAAXw/DLbzp--Iw2Q/s72-c/hereafter_poster_01-535x792.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6223391692465307991.post-1048890833796349758</id><published>2011-02-15T22:28:00.003Z</published><updated>2011-02-16T08:06:21.305Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='whole lot of nothing'/><title type='text'>João loves Maria –  Uma estória de parvoíce</title><content type='html'>Sejamos sinceros, a maior parte das coisas que se escrevem são uma parvoíce. Nos tempos que correm, qualquer indivíduo com meia dúzia de palmos de testa, que é como quem diz, um cabeçudo, acha que se consegue desembraçar na arte da palavra. Ora eu sei de boa autoridade que o Shakespeare tinha a cabeça bem pequenina, porque na realidade vi o tal filme, e o Camões tinha um olho a menos, o que certamente já retira algum volume àquela cabecinha marota. Não desfazendo outros escritores mais abonados, a minha cabeça até tem um tamanho razoável – o que também poderá ser consequência de ter cabelo a mais – mas não suficientemente grande para que seja excessivamente parvo naquilo que estou a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a parvoíce não é o meu prato forte. Enveredo mais pelo embelezamento. Por exemplo, consigo transformar a épica frase de “o João gosta da Maria”, em “o João está apaixonado pela Maria”, o que não só aumenta consideravelmente o nível de eloquência do material, como aumenta também em um o número de palavras, o que dá sempre jeito em várias circunstâncias, a saber; quando se recebe à palavra, quando se tem um limite de palavras a atingir, quando se quer impressionar uma miúda e, bem sabido, quando não se tem mais nada para fazer. Contudo, a minha capacidade literária vai um pouco mais além, mas só um pouco (que eu não quero ser de maneira nenhuma apelidado de convencido ou até, quem sabe, de pedante). Talvez seja por ter um pai escritor. Talvez seja por ter visto muitos episódios do “Santo”. Talvez seja por ter estado fechado duas horas num controlo de gripe A aquando da minha visita a Macau. Ou então não fui amamentado em criança. Sinceramente não sei. Independentemente da razão, a verdade é que consigo transformar a frase supracitada em “o João acha que a Maria é o seu mais que tudo”, ou também, utilizando um estrangeirismo, “João loves Maria”. Podemos igualmente recorrer aos recursos de estilo, como o pleonasmo, “o João ama a Maria porque gosta dela” (creio que não sou o primeiro a escrever esta frase – ver Fátima Lopes), a perífrase, “o João nutre pela Maria o sentimento mais puro e mais belo que pode existir entre os descendentes de Adão, e se fosse uma beterraba seria docinho docinho”, a ironia “o João não gosta da Maria não, queres ver?”, a comparação “o João gosta da Maria como o Ruben gosta da Ana Francisca”, e a apóstrofe “Ó João, Ó Maria, Ó Cupido, estais todos numa rambóia a três que é uma loucura”. Poderia eventualmente tentar a cacofonia,
